EXCLUSIVO: "Sei que isso seria considerado assédio, eu não sou louco", disse João de Deus a uma das vítimas


Duas mulheres falaram com exclusividade ao GLOBO sobre o abuso sexual que sofreram pelas mãos de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. Às duas, o médium demonstrou saber que o que estava fazendo poderia ser considerado, no mínimo, assédio sexual. “Calma, eu não estou com tesão”, uma das vítimas relata ter ouvido do médium, enquanto ele abusava dela. “Eu sei muito bem o que estou fazendo e que isso seria considerado assédio, eu não sou louco”, relata a segunda vítima ouvida com exclusividade pelo GLOBO.Ao todo, doze mulheres denunciaram terem sido sexualmente abusadas por João Teixeira de Faria, médium conhecido como João de Deus. Famoso pela realização de “cirurgias espirituais”, ele já atendeu políticos, celebridades e altos funcionários públicos do Brasil e do mundo.LEIA AQUI, NA ÍNTEGRA, RELATOS DE SEIS VÍTIMAS DE JOÃO DE DEUSA primeira vítima, uma paranaense que pede para não ser identificada, conta que o médium sabia que poderia ser acusado:- Uma hora eu abri os olhos rapidamente, insegura, e percebi que a camisa dele estava meio aberta. Ele foi guiando a minha mão e, de repente, senti algo encostar na parte de baixo da minha mão: era o pênis dele. Eu tirei a mão, me assustei. A última coisa que você quer acreditar é que um líder espiritual está te abusando. Então ele disse: ‘eu sei muito bem o que estou fazendo e que isso seria considerado assédio, eu não sou louco’. Dizia que estava me livrando das energias negativas, me tirando da solidão. Em um determinado momento, disse que não era mais a entidade ali, que era o homem.A segunda vítima a falar com exclusividade ao GLOBO conta que João, notando que ela estava assustada, disse: “calma, eu não estou com tesão, mas preciso fazer isso para te curar”.- E eu pensei: ‘Meu Deus, esse homem, para estar falando isso, é porque está pensando em algo, mesmo’. – afirma a paranaense, que pediu para ter a identidade protegida.Ela conta ter passado mais de quarenta minutos dentro da sala onde todas as doze vítimas afirmam terem sido abusadas. Ali, segundo seu relato, João a forçou a masturbá-lo, enquanto ela chorava, aos soluços.- Saindo dali, ele me levou para a sala de cirurgias (só havia uma porta de vidro com uma cortina entre onde estávamos e a sala), onde muitas pessoas o esperavam. Lá, ele levantou minha mão, na frente de todos. Eu completamente suada e com uma cara de desespero. E ele disse ‘vocês estão todos operados’. Eu, que já tinha estado naquele lugar outras vezes, me senti extremamente violentada.
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