EUA se comprometem em dar lista de famílias separadas e iniciar reunião

Manifestante na frente da Casa Branca, em Washington
Joshua Roberts/Reuters
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá dar, na próxima segunda-feira, uma lista de pais imigrantes ilegais sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) e que devem entregar seus filhos maiores de cinco anos, um processo de reunificação que prometeu começar nesta sexta.
Durante uma audiência em um tribunal federal em San Diego, o juiz Dana Sabraw ordenou ao governo entregar na segunda-feira tal lista como parte do processo de reunião de pais imigrantes ilegais e filhos dessa idade, ou mais, separados após serem detidos na fronteira com o México.
O magistrado pediu a lista dos pais imigrantes ilegais que se encontram com o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês), uma vez que seriam os primeiros a se reunir com seus filhos, mas disse que em dias posteriores o governo deveria fazer o mesmo com os pais sob custódia do Departamento de Justiça, que continuam seus processos em liberdade ou que já foram repatriados.
Em um documento entregue na sexta, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, sigla em inglês) informou ter identificado 2.551 crianças maiores de 5 anos separados na fronteira.
O governo afirmou que começará logo este processo de reunificação e que prosseguirão de maneira contínua até o próximo dia 26, ou seja, no prazo fixado pelo juiz Sabraw.
Sarah Fabian, advogada do Departamento de Justiça, afirmou que o processo será “diferente” das crianças menores de 5 anos e que as reuniões serão realizadas em oito centros de detenção em todo o país.
Ela insistiu que entregar uma lista detalhada, como foi solicitada, poderia demorar o processo já que necessita de recursos do pessoal do ICE e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), que poderiam gastar esse tempo em concretizar as reunificações.
“Eles tiveram os recursos para separar, para mandar cada pessoa para várias partes do país. Dizer hoje que não têm recursos para reunificar é uma loucura”, respondeu, no final da audiência, o advogado da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês), Bardis Vakili.
Na audiência de sexta, o juiz reconheceu os esforços do governo para unir as famílias no caso das crianças menores de 5 anos, mas pediu que o processo seja “transparente”.
Os advogados da ACLU insistiram em que, ao contrário do que aconteceu com o primeiro grupo de crianças menores de 5 anos, eles precisam ser notificados sobre o local onde acontecerá o reencontro com pelo menos 12 horas de antecedência para conhecer as necessidades de cada família. EFE
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