Estudante que criou embalagem com casca de maracujá é vencedora do Prêmio Jovem Cientista


BRASÍLIA – A partir da observação do descarte de cascas de
maracujá em terrenos de Osório, no Rio Grande do Sul, a estudante Juliana
Davoglio Estradioto, de 18 anos, teve uma ideia. Depois de muita pesquisa,
desenvolveu um plástico biodegradável com os resíduos da fruta e transformou sua
invenção na embalagem de mudas de plantas. Ela nunca havia vestido um jaleco na
vida. Hoje, ela foi anunciada como primeira colocada da 29ª edição do Prêmio
Jovem Cientista, na categoria ensino médio. O nome dos vencedores foi divulgado,
na manhã desta terça-feira, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.

– Com esse plástico, você pode enterrar a muda junto com ele, sem ter de
tirar, como é feito com aquele tradicional. E ele se degrada em até 20 dias, o
que é muito importante para a questão ambiental. Foi meu primeiro projeto de
pesquisa e abriu meu horizonte. Quero fazer isso para o resto da vida – explica
Juliana, entusiasmada por ser uma das quatro mulheres premiadas na edição.

O tema do prêmio este ano é “Inovações para Conservação da Natureza e
Transformação Social”. Em dezembro, os vencedores serão homenageados em
solenidade no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer. Foram mais de
1,5 mil inscrições de estudantes e pesquisadores de todo o país. Ao lado de
Juliana, o pernambucano Célio Henrique Rocha Moura receberá o prêmio de primeiro
lugar no ensino superio. Ele venceu com uma pesquisa sobre como a percepção da
população sobre áreas preservadas do Recife pode auxiliar na gestão das Unidades
de Conservação.

João Vitor Campos e Silva, paulista que mora em Maceió, foi o primeiro lugar
na categoria mestre e doutor, com o estudo sobre o impacto de um modelo de
conservação na Amazônia que recupera populações de pirarucu e tem potencial para
garantir às comunidades o equivalente a uma poupança bancária avaliada em R$ 30
mil anuais.

O prêmio é do CNPq, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações
e Comunicações, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Fundação Grupo
Boticário de Proteção à Natureza e o Banco do Brasil, e apoio Embaixada do Reino
Unido da Grã-Bretanha e Irlanda


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