Estrangeira vive há um mês no Aeroporto Internacional do Rio

76582873_CI Rio de Janeiro RJ 06-05-2018 A estrangeira Olga Babaeva de 58 anos afirma que é israe.jpgRIO — Há cerca de um mês, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, tem servido de abrigo para uma israelense de 58 anos, que se identifica como Olga Babaeva. Com uma pequena maleta de metal e uma mochila com um travesseiro e uma coberta, ela perambula pelo saguão do aeroporto pedindo dinheiro e comida para os passageiros.

A história da Olga, revelada pelo G1, tem intrigado funcionários do Galeão. Eles contam que a estrangeira passa o dia caminhando pelas dependências do aeroporto e, durante à noite, costuma desaparecer, quando se tranca em banheiros para deficientes ou se escora em uma cadeira para dormir.

— A gente fica preocupado de ver essa senhora por aqui. Ela não fala português, mas consegue pedir dinheiro para se alimentar — disse um vigilante.

A empresa RIOgaleão, responsável pelo aeroporto, confirma que há senhora de origem estrangeira que está transitando pela área pública do aeroporto há cerca de três semanas.

O EXTRA foi ao Galeão e encontrou com Olga na praça de alimentação, enquanto ela almoçava. Com ar tímido e falando apenas inglês, ela aceitou conversar com a reportagem e contou que chegou ao Brasil, no ano passado, depois de sair de Israel e passar pela França, Itália e Venezuela:

— Em 2016, tive um problema familiar, mas que não quero falar sobre isso, e resolvi viajar pelo mundo. Quando cheguei em Manaus, fui furtada e perdi todos os meus documentos, inclusive o passaporte. De lá, juntei dinheiro e parti para Brasília e logo depois vim morar no Galeão. Aqui é um lugar seguro e que consigo viver bem.

76582833_CI Rio de Janeiro RJ 06-05-2018 A estrangeira Olga Babaeva de 58 anos afirma que é israe.jpgSem conseguir explicar direito o motivo de sua permanência no Brasil, ela diz que sonha conseguir ajustar a sua documentação para continuar vivendo no Rio de Janeiro.

—Tenho uma amiga que mora em São Pedro da Aldeia (Região dos Lagos) e há cerca de um mês passei por lá e consegui ligar para a casa dos meus filhos que moram em Israel. Eles estão desesperados para eu voltar, mas não quero. Prefiro ficar por aqui — diz a estrangeira que afirma ter três filhos de 29, 37 e 39 anos.

Antes de se enveredar pelo mundo, Olga diz ter trabalhado como atendente de hotéis e restaurantes, em Telavive, em Israel:

—Aqui, tenho conseguido me manter com a ajuda das pessoas. Às vezes, dou uma passeada pela cidade. Vou aos shoppings e logo depois volto para o Aeroporto, que é um lugar tranquilo para ficar.

O caso é investigado pela Polícia Federal, que afirma ter notificado o consulado israelense e encaminhado a questão ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).


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