Estado Islâmico executou mais de 5 mil pessoas na Síria desde 2014

Jihadistas do Estado Islâmico exibem suas armas e bandeiras do grupo em comboio em uma estrada de Raqqa, na Síria, em maio de 2015
Militant website / via AP Photo
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) executou 5.171 pessoas extrajudicialmente, entre elas 2.896 civis, nas regiões dominadas na Síria desde que declarou um califado em junho de 2014 até março deste ano, segundo uma apuração da ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Entre os civis executados há 106 crianças e 153 mulheres. Entre as vítimas também está um ativista dessa ONG, identificado como Yaudat al Rabah (Abu Islam). Todos foram fuzilados, degolados, decapitados, lançados do topo de edifícios ou queimados em várias províncias sírias.
Também foram executados nos últimos quatro anos 379 integrantes das facções rebeldes e islâmicas e da Frente al Nusra, antiga denominação do braço sírio da Al Qaeda.
Além disso, o EI assassinou 1.325 integrantes das forças governamentais e milicianos aliados ao governo de Damasco, após terem sido capturados em combates ou detidos em postos de controle dos jihadistas nas zonas ocupadas.
A organização jihadista também queimou vivos dois soldados turcos que foram capturados no nordeste da província de Aleppo, onde está presente o Exército da Turquia.
Integrantes do próprio grupo também estão entre as vítimas. O balanço do OSDH aponta que o EI matou 569 de seus membros, incluindo mulheres, acusadas de espionagem a favor de países estrangeiros e da coalizão internacional liderada pelos EUA, por terem “relações sexuais ilegais” e por “dissidência”, e muitos foram aprisionados quando tentavam fugir e retornar aos seus países.
O EI controla atualmente 3% do território sírio, após ter perdido grande parte das áreas que chegou a controlar desde 2014, que representavam mais da metade da superfície do país árabe.
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