Especialista dá dicas de como lidar com doenças cardíacas nos pets


O médico veterinário Rodrigo Prevedello reforça a importância de um acompanhamento médico e também das avaliações de rotina para obter um diagnóstico mais preciso. Cães mais velhos tem mais chances de adquirir uma doença cardíaca
Divulgação
Quando os animais de estimação vão ficando mais velhos, a atenção à saúde precisa ser redobrada, principalmente, com relação aos sintomas de doenças cardíacas.
Neste sábado (29), é comemorado o Dia Mundial do Coração e, por isso, o G1 conversou com o médico veterinário especializado em cardiologia, Rodrigo Prevedello, para tirar todas as dúvidas relacionadas aos cuidados com os pets.
Os problemas cardíacos são adquiridos com a idade e, por isso, estar atento aos sintomas é essencial para um diagnóstico correto. De acordo com o médico, estima-se que cerca de 30% dos cães são acometidos por alguma doença, por isso, avaliações de rotina são muito importantes.
“As doenças cardíacas podem ser silenciosas, não apresentando nenhum sintoma visível. Por isso, mesmo se o animal aparente estar saudável, é muito importante fazer uma avaliação para que seja possível detectar o problema o quanto antes”, explica.
De acordo com Rodrigo, as condições cardíacas podem estar relacionadas a diversos fatores, dentre eles, a idade avançada, predisposição genética e também racial. Por conta disso, algumas raças podem apresentar índices maiores de adquirir problemas desse tipo como, por exemplo, poodle, yokshire, maltês e pinscher para cães pequenos, e boxer e dobermann entre os cães de porte grande.
No caso dos felinos, a raça tem menos influência no aparecimento das doenças porém, os donos de persas e maine coons devem manter os olhos atentos aos sintomas.
“Essas raças têm um histórico de maior predisposição, no entanto, qualquer tipo de gato, até os sem raça definida podem adquirir”, conta.
Rodrigo atende em um centro de especialidades veterinárias em Marília (SP)
Reprodução/Facebook
As doenças
Os problemas cardíacos mais comuns podem aparecer a partir dos 6 anos em cachorros, e dos 4 anos em gatos.
“A endorcardiose é a mais comum entre os cães de porte pequeno com idade de 6 a 7 anos. Já nos cães maiores, temos a cardiomiopatia, que causa uma falha na contração muscular do coração. Já nos gatos, a mais comum é a cardiomiopatia hipertrófica felina”, explica Rodrigo.
Apesar de serem doenças diferentes, os sintomas são semelhantes e podem ser percebidos facilmente. Confira os principais:
Tosse seca progressiva (principalmente durante a manhã ou à noite)
Cansaço
Dificuldade respiratória
Aumento de volume abdominal
Respiração ofegante
Língua arroxeada
O tratamento
Os problemas cardíacos não têm cura, mas o tratamento correto e um diagnóstico precoce pode prolongar mais a vida do bichinho, juntamente com hábitos saudáveis em casa.
“Em alguns casos, os sintomas só aparecem quando a doença já está no seu estágio mais grave. Por isso, os médicos salientam a importância das avaliações de rotina”, acrescenta.
Segundo o veterinário, a orientação para os donos é evitar fazer exercícios bruscos, além de providenciar uma alimentação balanceada com rações específicas para animais idosos.
Para Eliane Antônia Verzoto, empresária e dona do cachorrinho Pepeu, de 10 anos, a descoberta de um problema cardíaco muda completamente a rotina.
“Não pode esquecer a medicação, quando eu saio, preciso de alguém que fique com ele… Muda tudo, mas vale a pena porque o Pepeu é a nossa maior paixão”, conta.
O cão da raça Shih-tzu passou mal há cerca de um ano. E, desde então, convive com o diagnóstico de Endocardiose de Válvula Mital e Tricúspede. Há 8 meses, realiza o tratamento para a doença.
“Ele toma cinco remédios de manhã e mais quatro à noite. Além disso, fazemos o máximo para dar uma vida tranquila a ele, sem estresse”, comenta Eliane.
A empresária também ressalta a importância de procurar um atendimento especializado para realizar o tratamento. “Ter o acompanhamento de um especialista ajuda muito, tanto no tratamento, quanto no diagnóstico. Quando o Pepeu passa mal ou quando há alguma emergência, o Rodrigo tá sempre disposto a me atender”, conta.
*Colaborou sob a supervisão de Mariana Bonora
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