Entenda como a alta do petróleo pode pesar no seu bolso

75981520_NI - Rio de Janeiro RJ 04-04-2018 Plataforma de petróleo na praia de Boa Viagem em Niterói..jpgRIO — O preço do petróleo ultrapassou a barreira dos US$ 70, o barril, e atingiu o maior nível desde 2014. Embora tenha atingido o nível histórico nesta segunda-feira, os valores de comercialização do óleo estão em alta há mais tempo. No período de seis de abril a cinco de maio deste ano, o preço do barril do petróleo tipo Brent subiu 12,28%, de US$ 66,68 para US$ 74,87. No mesmo período, o dólar teve alta de 4,72%, saindo de R$ 3,369 para R$ 3,528.

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A mais imediata e provável consequência do cenário descrito acima, na avalição de especialistas, é o aumento no preço da gasolina pago pelo consumidor. Isto se dá por causa da política de preços da Petrobras, que faz seus reajustes tendo como base a cotação do petróleo e do câmbio. Também no período de seis de abril até cinco de maio, o dólar teve alta de 4,72%, saindo de R$ 3,369 para R$ 3,528.

— O recente aumento do petróleo e a valorização do dólar vão fazer com que a gasolina fique mais cara. É provável que, pelos mesmos motivos, o gás natural também tenha aumento em seu preço — avalia Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil.

O preço médio da gasolina vendida às distribuidoras, em igual período, teve variação de 10,3%. Saiu de R$ R$ 1,647 para R$ 1,817.

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Além do acréscimo no preço do combustível, pontua Leal, é possível que outros serviços também tenham reajustes.

— O próprio aumento do combustível pode levar a um encarecimento no preço cobrado pelo frete, o que incide o montante final pago pelo produto.

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O economista, entretanto, faz uma ressalva de como essas subidas no preço do petróleo vão ser repassadas para o consumidor final. Tudo vai depender de quais mercados esses aumentos vão vigorar:

— Se for um mercado que já está se aquecendo e que o consumo está aumentando, pode haver um repasse desses aumentos. Entretanto, se for um mercado que ainda tenha um consumo fraco, a tendência é uma diminuição da margem de lucro do comerciante.

A crise na Venezuela e as preocupações com um possível retorno de sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã fizeram com que os preços do óleo se elevassem.

POSSÍVEL VANTAGEM DO ETANOL

O executivo do Banco ABC Brasil pontua que o etanol, nas próximas semanas, pode ganhar competitividade frente à gasolina, por uma série de fatores. Leal aponta como primeiro deles o momento de safra da cana-de-açúcar.

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— Essa tendência baixista no preço do etanol, por causa da safra, e um movimento de aumento da gasolina por conta das altas no petróleo e no câmbio, podem fazer com que o preço do etanol fique mais comptitivo que a gasolina para abastecer o carro.

Outro fator que pode contribuir para a competitividade do álcool é a queda no preço das usinas de São Paulo. Os preços do etanol hidratado (que abastece os veículos) acumularam queda em abril nas usinas do estado, segundo o Centro de Pesquisas em Economia Aplicada da Esalq/USP. Na média das semanas cheias do mês, o indicador do combustível recuou 17,8% sobre março, último mês da entressafra.


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