Endidades indígenas estão em Brasília para 'pressionar' Bolsonaro


BRASÍLIA – Representantes de povos indígenas de todas as regiões do país
desembarcaram na manhã desta quinta-feira em Brasília , e concentram no
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição do novo
governo, para tentar uma agenda com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Dentre
as demandas dos indígenas estão a permanência da Funai no Ministério da Justiça
e a intensificação dos processos de embarcação de territórios indígenas.Segundo Kretã Kayngang, da coordenação dos povos indígenas da região Sul do
país, as entidades prepararam um documento com as demandas dos povos. As
reivindicações serão entregues a Bolsonaro.- A luta maior nossa é que não queremos retrocessos nos direitos
constitucionais. E principalmente a questão da demarcação das terras, que
precisamos retomar o mais rápido possível para cessar o genocídio de índios.As lideranças também criticaram as falas recentes do presidente eleito,
principalmente a que compara índios a animais presos em zoológicos. – Chamaram nós de animais. Como povos originários, nos sentimos muito
ofendidos. Ainda de acordo com Kretã, as lideranças vão cobrar para que o governo eleito
“pare com especulações” sobre o destino da Funai.- Primeiro é que nenhum desses ministerios está preparado. A unico ministério
que está preparado para lidar com conflitos fundiarios é o da Justiça . Sérgio
Moro fez o juramento da constituição, e vai respeitar nossos direitos.O documento que será entregue a Bolsonaro ressalta que no Brasil há mais de
300 povos indígenas, com diferentes línguas e culturas. e pede, portanto, que o
governo reapeite tal diversidade.- Não o existe uma politica igual para todos. A única política é acabar com o
genocídio dos povos indigenas. A gente enxerga que ninguém quer ficar com a
Funai. Todo mundo fala muita coisa, como se índio fosse hoje um problema. Mas eu
acredito que falar, todo mundo fala. Papagaio fala. Temos os direitos
constitucionais e internacionais. Ele (o presidente eleito) vai ter que cumprir.
Não Vamos cobrar nada mais do que está na Constituição. Nao queremos conflito –
completou Kretã. Cerda de 100 indígenas estão na entrada do CCBB. Duas lideranças serão recebidas.
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