'Encontrava por R$ 23, hoje está R$ 43', diz consumidor sobre alta no preço do cimento no Amapá


Após receber sequência de denúncias, nesta segunda-feira (24) Procon iniciou fiscalizações para investigar escassez e aumento do valor do cimento. Tabela de preço mostra que saco do cimento chega a R$ 40 em Macapá
Victor Vidigal/G1
“Eu encontrava por R$ 23, hoje está por R$ 43”, reclamou o administrador Márcio Pena, de 45 anos, sobre o preço da saca do cimento em Macapá. Após receber denúncias como essa, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) do Amapá iniciou nesta segunda-feira (24) fiscalizações em estabelecimentos e distribuidoras de Macapá e Santana, a 17 quilômetros da capital. O objetivo é investigar a escassez e o aumento abusivo no preço do produto.
Pena conta que precisou adiar a obra que iria fazer na residência própria devido o aumento.
“Eu ia começar minha obra, mas agora o engenheiro achou melhor esperar porque esse preço absurdo impactaria em um aumento de 30% no orçamento”, acrescentou.
Segundo Lana Cristina, chefe de fiscalização do Procon, desde agosto são registradas três denúncias por dia de pessoas insatisfeitas com o preço do produto na cidade.
As fiscalizações seguem até sexta-feira (28). A equipe do Procon vai analisar os custos do produto nos estabelecimentos, colher notas fiscais, saber por quanto as empresas estão comprando e revendendo os sacos, além de pedir uma justificativa do empreendedor para tal aumento.
Lana Cristina, chefe da fiscalização realizada pelo Procon, em Macapá
Victor Vidigal/G1
Nesta segunda-feira, o G1 visitou alguns estabelecimentos de Macapá para saber quais preços estão sendo praticados e os motivos para tal aumento. A maioria das lojas não estão expondo os preços, que variam de R$ 38 a R$ 45.
Em uma distribuidora no bairro Buritizal, Zona Sul da capital, o gerente não quis gravar entrevista, mas confirmou o aumento no valor. Segundo ele, o motivo seria o alto frete que a empresa paga para o cimento, encomendado do Maranhão para o Amapá.
Após o período de fiscalização, os fiscais irão repassar os dados coletados para a assessoria jurídica do Procon que irá apresentar o parecer da investigação. Só a partir disso será possível saber o real motivo da alta no preço e se as empresas cometeram aumento abusivo.
Constatado que o fornecedor praticou preço abusivo, o Procon deve abrir processo administrativo contra a empresa.
Alguns estabelecimentos não estão expondo preço ao consumidor
Victor Vidigal/G1
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