Empresário preso em Marília deu início a esquema que desviou R$ 28 milhões de cooperativa, diz polícia

Homem de 44 anos foi um dos alvos da terceira fase da Operação Etanol da Polícia Civil de Mato Grosso. Investigações apuram desvio milionário em cooperativa de açúcar e etanol. Operação Etanol foi deflagrada na manhã desta quinta-feira e cumpriu mandado de prisão em Marília
Polícia Civil de MT/Assessoria
O empresário de 44 anos preso em Marílía (SP) nesta quinta-feira (23), durante a 3ª fase da operação “Etanol”, deu início ao esquema que desviou R$ 28 milhões de uma cooperativa de açúcar e etanol, conforme informou a Polícia Civil.
A defesa do suspeito não foi localizada para falar sobre a prisão. De acordo com a polícia, o dinheiro foi desviado de uma cooperativa de açúcar e etanol.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Mato Grosso, que cumpre nesta quinta-feira 50 ordens judiciais, sendo 46 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Minas Gerais e Paraná.
Segundo informações da Delegacia de Investigações Gerais de Marília, o empresário Júnio José Graciano é ex-gerente da cooperativa alvo das investigações sobre o esquema de corrupção. Ele é investigado por desvio e lavagem de dinheiro, e já estava desligado da empresa há anos, porém, de acordo com a polícia, indicou o atual diretor que continuou com o esquema de corrupção.
Graciano foi preso em casa, no Jardim Santa Teresa. Alguns documentos e objetos pessoais foram apreendidos para perícia. A prisão preventiva foi decretada e ele permanece na delegacia.
Dinheiro e materiais foram apreendidos na Operação Etanol
Polícia Civil de MT/Assessoria
Desvio milionário
A cooperativa tem 46 cooperados, divididos em 19 famílias, quase todas moradoras de Campo Novo do Parecis (MT), e constitui importante fonte de renda e emprego da cidade.
Na fase atual da operação, 3 ex-funcionários da cooperativa, entre eles o empresário de Marília, e a pessoa responsável pela abertura de empresas de fachadas para lavar o dinheiro tiveram ordens de prisão decretadas. Alguns têm mais de um domicílio e serão notificados nas cidades ou estados que forem encontrados.
Outros endereços, como residências e empresas fantasmas, serão alvos de busca e apreensão de materiais.
O delegado que preside a investigação, Adil Pinheiro de Paula, informou que o objetivo da nova fase da operação é arrecadar elementos e apreender documentos fiscais e contábeis, que comprovem a movimentação financeira já detectada e investigada pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público.
Operação Etanol foi deflagrada em Mato Grosso
Cristina Mayumi/TV Centro América
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