Empresário acusado de guardar propina para Pezão se entrega à PF


RIO – O empresário Luís Alberto Gomes Gonçalves, o Beto, sócio da empresa JR Pavimentação, que era considerado foragido pela Polícia Federal, se entregou nesta sexta-feira. Ele teve o mandado de prisão expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante a operação Boca de Lobo, a mesma que prendeu o governador Luiz Fernando Pezão na quinta-feira.Gonçalves chegou ao prédio da PF, na Praça Mauá, na tarde desta sexta, onde está prestando depoimento. Ele foi citado por Carlos Miranda, operador do ex-governador Sérgio Cabral, como o responsável por receber uma espécie de prêmio que Cabral pagava a Pezão. Ele teria guardado R$ 1 milhão em propinas para Pezão, valor repassado por Miranda a mando de Cabral. conteudos-cafe-manha-pezaoA empresa era responsável por pequenas e médias obras de engenharia civil e de pavimentação no sul do estado do Rio. Ainda durante sua delação, Carlos Miranda disse que Beto também pagou um percentual de 5% de propina de todos os contratos com o governo do Rio. Segundo ele, isso durou de 2007 até o fim do governo de Cabral. A operação Boca de Lobo, da Polícia Federal, cumpriu nove mandados de prisão, entre eles o do governador Luiz Fernando Pezão. Ele é acusado de ter mantido em seu governo o esquema de propinas que já funcionava durante o governo de Sérgio Cabral, já preso. Os crimes apurados pela PF são corrupção, lavagem de dinheiro, participação em organização criminosa e outros crimes ligados à fraudes em licitações.Veja a trajetória política de Pezão
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