Embraer vai recorrer da decisão judicial que suspendeu joint venture com a Boeing


SÃO PAULO – A Embraer vai recorrer da decisão do juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, concedeu liminar suspendendo a fusão entre Boeing e Embraer. Ainda não há data definida para que a companhia entre com o recurso.Em fato relevante, a empresa informou “que tomará todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a referida decisão e manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relativos à ação popular”. A ação foi apresentada à justiça por quatro deputados petistas: Paulo Pimenta (PT-RS) e Carlos Zaratini (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP) e Nelson Pellegrino (PT-BA). A Boeing não se pronunciou sobre a liminar.Segundo o fato relevante, a companhia tomou conhecimento ontem da decisão da Justiça proferida na última quarta-feira. No texto, a Embraer destaca que embora tenha concedido a liminar suspendendo qualquer decisão da Embraer que concorde com transferência da parte comercial da empresa a outra empresa, o juiz não se opôs a “qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas”.Na ação, os deputados pedem que a União utilize o poder de veto ao negócio contido na chamada “Golden Share’ e, caso isso não aconteça, que seja necessária autorização do Congresso para a criação da joint venture ou qualquer outra operação envolvendo a Embraer.- A decisão do juiz é muito consistente. O governo vai ter trabalho para derrubá-la – disse ao GLOBO o deputado Carlos Zaratini.Segundo o juiz, a suspensão foi necessária em razão da proximidade do recesso do Poder Judiciário e da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, marcada para 1º de janeiro. Sua decisão, escreveu o juiz, tem como objetivo, “evitar atos concretos que sejam impossíveis de serem revertidos”. O magistrado não impediu, entretanto, que as empresas continuem a negociar uma fusão.A joint venture entre a Boeing e a Embraer foi anunciada em julho passado e prevê que os americanos terão 80% do segmento de produção de aviões comerciais da brasileira, enquanto a Embraer ficará com 20% das ações. As operações de aviação comercial da Embraer foram avaliadas em US$ 4,75 bilhões e a fatia da Boeing no negócio é equivale a US$ 3,8 bilhões.
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