Em clima tenso, Trump visita sinagoga onde ocorreu massacre


WASHINGTON – O que era para ser um momento de homenagem aos 11 mortos e aos feridos do ataque a tiros no último sábado, se tornou um problema para Donald Trump. Ele enfrentou uma série de protestos contra sua visita à Sinagoga Árvore da Vida, palco da tragédia em Pittsburgh, Pensilvânia. Ao menos mil pessoas, segundo a polícia local, protestaram contra o gesto do presidente, considerando-o hipócrita. Manifestantes afirmam que o massacre só ocorreu devido às palavras de ódio do presidente, e muitos afirmam que ele tenta tirar proveito do episódio — as eleições legislativas ocorrerão em 6 de novembro.

Cartazes com dizeres como “as palavras importam” e “o presidente não é bem-vindo ao nosso estado” foram vistos nas cercanias da sinagoga. Em geral, este tipo de manifestação não ocorre em visitas de luto. O prefeito da cidade — um centro de tecnologia em meio à antiga região industrial e mineral que deu a vitória a Trump no estado nas eleições de 2016 — chegou a dizer que o republicano não deveria visitar Pittsburgh justo no momento em que os funeriais das vítimas do massacre estaria começando.

TrumpSinagoga_3010Trump estava acompanhando da primeira-dama, Melania, e de sua filha Ivanka e o genro Jared Kushner — os dois últimos, judeus. Mas nem esta proximidade parece ter ajudado: uma organização judaica, a Bend the Arc, reuniu cerca de 70 mil assinaturas contra a visita do presidente. A avaliação é que ele só poderia prestar homenagem às vítimas se condenasse, de forma enfática, os supremacistas brancos — algo que ele não fez de forma convincente desde que chegou ao poder.

79628045_US President Donald Trump and first lady Melania Trump pay their respects at a makeshift me.jpgDurante a carreata de Trump do aeroporto ao local da passeata, pessoas protestaram, com polegares para baixo ou cartazes com os dizeres “Trump ama nazistas”, de acordo com o relato dos jornalistas credenciados para seguir a viagem do presidente.

Outros afirmam que Trump tentou agir rapidamente no caso para obter vantagens eleitorais. O presidente está sob pressão desde que um apoiador seu enviou ao menos 14 bombas a líderes democratas e progressistas, na semana passada. A forma pouco convincente como Trump condenou o caso — que não chamou de ameaça terrorista — e depois tentando afirmar que a culpa do episódio foi da imprensa americana piorou sua avaliação.


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