Em Brasília, Witzel defende abertura de capital da Cedae em vez de sua venda


BRASÍLIA. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), defendeu a abertura de capital da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Ao ser questionado sobre a situação da empresa estatal, depois da reunião com governadores eleitos em 2018, ele negou o risco de o governo do estado perdê-la.

— O modelo que pode ser feito com a Cedae não foi definido. Ao longo do ano, no BNDES, nós vamos definir esse modelo. Eu sou favorável à abertura de capital da Cedae, que não é a venda. O estado fica com 51%. Os outros com 49% — disse. links witzel 13/11

Questionado sobre as condições do estado de mantê-la, já que ela foi colocada como garantia de um empréstimo tomado com o BNP Paribas ao estado, Witzel negou o risco de a empresa ser federalizada. Isso aconteceria caso o Rio não pague a dívida, que tem como garantidora a União.

— A Cedae não é para pagar a divida. É garantia. O estado vai pagar de acordo com as possibilidades que ele tem para pagar — afirmou o governador eleito, acrescentando que a Cedae “não pode ser” federalizada.

SECRETARIADO

Com sete secretários anunciados, o governador negou dificuldades para escolher o da Fazenda, que lidará com os problemas financeiros do estado.

— Nenhuma (dificuldade). Só estou selecionando com cuidado. O secretário da Fazenda tem de conhecer o estado do Rio de Janeiro e aderir às minhas ideias — disse.

Sobre não ter anunciado nenhuma mulher como secretária ainda, depois de prometer que metade do primeiro escalão do governo seria feminino, ele disse que ainda vai anunciá-las.

— Vamos anunciar. Temos duas para anunciar — afirmou, sem citar nomes.

Questionado se realmente manterá a proporção de metade de mulheres no governo, ele respondeu “estamos tentando”.


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