Em 57ª fase, Lava-Jato mira empresário ligado a ex-cônsul da Grécia


SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira, 11 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão no Paraná e no Rio, como parte da 57ª fase da Operação Lava-Jato, chamada de “Sem Limites”. São investigados esquemas de corrupção em duas áreas da Petrobras: trading (compra e venda de petróleo e derivados) e afretamento de navios. As fraudes teriam começado em 2014 e, segundo a PF, podem continuar até hoje. As operações de trading eram realizadas por funcionários da Diretoria de Abastecimento junto a empresas estrangeiras e com o uso de contas no exterior. “As operações não necessitavam de prévia autorização da diretoria, circunstância que facilitava sobremaneira a pulverização dos esquemas ilícitos nas mãos de diversos funcionários de menor escalação”, afirma a PF. A investigação mostra que os funcionários envolvidos no esquema faziam pequenas variações nos valores de cada transação. Como eram muitas movimentações financeiras, que envolviam grandes quantidades de dinheiro,foram gerados “recursos vultosos de propina ao final de um determinado espaço temporal”, segundo a PF. Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a juíza Gabriela Hardt, responsável pela Lava-Jato, expediu ordens de sequestros de imóveis, indisponibilidades de contas bancárias de investigados e bloqueio de valores.A investigação recebeu o nome de “Sem Limites” porque os crimes ocorrem em diversos locais no país e no exterior. Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.
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