Detran aponta crescimento no número de acidentes por desobediência à sinalização em Porto Velho

Foram registrados 118 acidentes, no primeiro trimestre de 2018, contra 45 no mesmo período de 2017. Mais de 70% dos acidentes envolvem motocicletas, segundo o Detran. Grande parte dos acidentes, registrados em Porto Velho, envolvem motocicletas, segundo o Detran
Foto ilustrativa/Hosana Morais
O número de acidentes de trânsito decorrentes de desobediência à sinalização aumentou em Porto Velho. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), nos primeiros três meses deste ano, as colisões causadas por esse motivo chegaram a 118. No mesmo período do ano passado, o Detran registrou 45 colisões, 73 a menos que o registrado esse ano.
Segundo o mapa de acidentes, disponível no site do Detran, a região central da capital, entre as Avenidas Jorge Teixeira, Farquhar, 7 de Setembro e Calama, lidera em ocorrências, com mais de 70% dos acidentes envolvendo motocicletas.
Contudo, apesar de a inobservância à sinalização ser um dos principais responsáveis pela violência no trânsito, no apanhado geral desse primeiro trimestre, considerando os demais fatores causadores de batidas e atropelamentos, o índice diminui em 2018.
De janeiro a março deste ano, o Detran registrou 432 acidentes, enquanto, no primeiro trimestre de 2017, foram 575, o que representa redução de – 24,9%.
Mapa de acidentes do Detran mostra que a região central de Porto Velho lidera em número de ocorrências
Reprodução/Divulgação
Além dos danos e prejuízos aos envolvidos, o aumento no número de acidentados na capital se reflete nos gastos na saúde. Segundo a assessoria do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, de fevereiro e maio deste ano, a unidade de saúde atendeu 1.249 pacientes vítimas de acidentes com moto.
Nesse mesmo período foram socorridos 160 acidentados de automóveis, 168 vítimas de atropelamento e 123 que transitavam de bicicleta quando sofreram o acidente. No total geral, em três meses, foram realizados 1.680 procedimentos em acidentados.
A assessoria informou que, devido a implantação de um novo sistema, o hospital não dispõe de números relativos a janeiro deste ano nem ao primeiro trimestre do ano anterior.
O delegado Tadeu Bancalari, titular da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito, diz que na maioria dos casos de acidentes, envolvendo tanto moto quanto carro, o fator pressa é o principal.
“Conversamos com muitas pessoas envolvidas em acidentes, a maioria relata que estava atrasada”, salienta. “Os condutores têm que se habituar a sair mais cedo de casa para que não precisem correr para evitar atrasos”, alerta o delegado.
Quadro de acidentes aponta aumento na desobediência à sinalização de trânsito
Reprodução
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