Danilo Gentili: 'As forças do mal são poderosas, mas nada vence a estupidez'



É comédia. Mas também é terror. E dos trashes. O filme brasileiro “Exterminadores do além contra a loira do banheiro”, que estreou na última quinta, 29 de novembro, tem um quê de filmes dos anos 1980, como o “Os Caça-Fantasmas”, mas investe em outro clássico da memória afetiva infantojuvenil: a entidade “loira do banheiro”. Pois é, é a lenda urbana que assombrava a criançada no passado que inspira o longa com roteiro de Danilo Gentili, Fabrício Bittar (também diretor do filme) e André Catarinacho. É é o próprio Gentili, que protagoniza o filme ao lado de companheiros de seu talk show na tv, Léo Lins e Murilo Couto, em um elenco que ainda traz Dani Calabresa, Sikêra Júnior, Matheus Ueta e Jean Paulo Campos, quem fala sobre a obra e de histórias dos bastidores. Teve ataque no set, hérnia que estourou durante cena de ação, sangue de verdade se misturando com maquiagem… Mas nada que derrubasse a produção: “As forças do mal são poderosas, mas nada vence a estupidez. A estupidez vive me salvando”, diz o ator. Em “Os exterminadores do além…”, você também assume a função de produtor. Esse é um lugar em que almeja estar mais presente, cada vez mais? Pretende se dedicar mais a isso? No “Pior aluno” (filme anterior a esse), também assinei como produtor. Eu só queria ser roteirista, na verdade, mas me vejo na necessidade de assumir outros papeis para viabilizar as histórias que eu gostaria de contar. Na realidade, eu fico tentando encontrar alguma alternativa pra fazer algo diferente por aqui. Eu não sei se farei outro filme no futuro. Eu acho que o cinema como é feito aqui precisa encontrar novos meios. Há muitas referências ao terror na cultura pop em “Os exterminadores do além…”, que segue uma linguagem parecida com a dos blockbusters americanos. Faltam produções do gênero no cinema brasileiro? Vê um motivo para isso? Eu não parei pra pensar nessas questões quando estava escrevendo tudo. Eu tentei criar algo que pudesse divertir as pessoas, algo que soasse diferente de qualquer outro filme nacional, apenas isso. Como foram as gravações do filme? Lembra-se de alguma passagem curiosa ou engraçada durante os bastidores? O que mais teve foi coisa maluca acontecendo. O Sikêra Jr. foi o rei das loucuras no set. Tomou remédio errado e teve um ataque, ficou mais de mês com cabelo rosa, a hérnia estourou durante uma cena de ação. O Ratinho entrou no set e demoramos pra reconhecê-lo. Eu caí de verdade durante a cena e abriu um corte… ou seja, durante as cenas finais é possível que seja o meu sangue ali misturado com a maquiagem. O seu personagem passa muitos percalços. Você já disse que, nesse ponto, a ficção é parecida com a vida. Por quê?O lema do filme é: as forças do mal são poderosas, mas nada vence a estupidez. A estupidez vive me salvando… Se não fosse por ela os assuntos sérios e pesados, as forças do mal já teriam me derrubado. Quando era criança/adolescente, acreditava em algum ser sobrenatural? Era uma pessoa medrosa? Eu sempre fui medroso. Tinha muito medo de escuro. E já tive medo da loira do banheiro em alguma fase da vida escolar. Se encontrasse hoje o espírito da loira do banheiro, qual seria sua primeira reação? Eu diria pra ela: quanto você quer pra divulgar meu novo filme?
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