Crítica: Scalene abre com segurança noite no palco Mundo

RIO — O Scalene abriu com autoridade e segurança a noite do palco mundo — apoiado não apenas na fama adquirida no programa “Super Star” mas sobretudo numa maturidade rara nas “bandas de rock” (entendendo essa classificação dentro de uma perspectiva conservadora) de sua geração. Eventualmente, porém, acusavam o golpe por sentirem a grandiosidade daquela estrutura:

— É muita gente, velho — disse a certa altura, impressionado, o vocalista Gustavo Bertoni.

Diferentemente de muitos artistas colocados nessa posição (alguns até com mais tempo de estrada), em seu repertório de 15 músicas a banda não fez nenhuma concessão — todas as canções eram próprias, muitas do recém-lançado “Magnetite”. A corajosa decisão se mostrou acertada, como confirmaram as mãos para o alto e os pulos dados ao comando da banda para uma plateia que, em geral, desconhecia o repertório — além de fãs que cantavam as letras.

Musicalmente, a banda tem a competência de amarrar, com domínio de sua linguagem, referências de quem ouviu mais Foo fighters do que Nirvana, mais Queens of the Stone Age do que Jack White, mais rock de arena do que de garagem. As letras não têm o brilho da ótima performance instrumental (sob comando da bateria de Philipe Conde), mas em momentos como o celulares-pro-alto, eles mostraram talento melódico. Passaram com dignidade no teste de fogo.

COTAÇÃO: BOM

Fonte: O Globo Crítica: Scalene abre com segurança noite no palco Mundo

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