Crítica: 'Maria Callas – Em suas próprias palavras'


A grega Maria Callas (1923-1977) tinha um pouco de Maria, a “pessoa física”, sujeita às intempéries da vida como todos nós, e outro tanto de Callas, o mito, a diva mais emblemática da ópera no século XX. Mas, segundo ela, quem prestasse muita atenção a Callas enxergaria o que havia nela de Maria. A distinção entre a figura pública e a privada — mas também, no fim das contas, a convergência entre as duas — ajuda a organizar o documentário “Maria Callas — Em suas próprias palavras” (2017). Trailer do filme ”Maria Callas – Em suas próprias palavras’ Para os admiradores, o filme é um deleite. Quem não a conhece direito, por sua vez, será apresentado ao mesmo tempo à mulher e à lenda. O diretor Tom Volf optou por usar apenas material de arquivo, sem narração ou qualquer outro recurso explicativo. Entrevistas, cenas de bastidores e trechos de apresentações se sucedem em um fluxo feito exclusivamente de Callas, com uma pequena ressalva: a atriz francesa Fanny Ardant, viúva do diretor François Truffaut, empresta a voz em alguns momentos a textos da soprano.A ambição do projeto explica a riqueza e o impacto do documentário. Também fotógrafo, com experiência na área de comunicação em teatro e moda, Volf passou três anos viajando por diversos países com o objetivo de levantar material — boa parte até então inédito — para um filme, uma exposição, três livros e uma coleção de gravações ao vivo. “Maria Callas — Em suas próprias palavras” é a ponta desse iceberg. Serviço do filme ‘Maria Callas – Em suas próprias palavras’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Maria Callas – Em suas próprias palavras’

O que você pensa sobre isso?