Crítica: Irregular, Fall Out Boy diverte ao apelar para a nostalgia da geração emo

RIO – O emocore e o pop punk foram gêneros que se revezaram nas paradas de sucesso da década passada, e perderam relevância na virada para os anos 2010, sobrevivendo à base de nostalgia. O Fall Out Boy emplacou oito hits mundiais que lideraram listas de mais tocadas exatamente por ter sabido transitar muito bem na fronteira entre ambos. LINKS_RIR21

Foi com um desses sucessos, “Sugar we’re going down”, de 2005, que o quarteto de Chicago abriu sua apresentação no Palco Mundo, levando seus fãs mais fiéis ao delírio e agradando a turma mais velha que deve lembrar de ter ouvido o hit nas rádios. Mas o FOB, do novamente cheinho vocalista e guitarrista Patrick Stump e do falante baixista Pete Wentz, se esforça para se manter relevante musicalmente no período pós-decadência dos gêneros supracitados. Tanto é que já lançou dois discos desde que voltou de um hiato de cinco anos em 2013 – “Save rock and roll” (2013) e “American beauty/American psycho” (2015) – e se prepara para soltar um novo em breve, do qual dois singles foram tocados no Palco Mundo: “The last of the real ones”, que saiu na sexta passada, e “Champion”.

Ambas foram ignoradas pelo público “geral” (os fãs apaixonados não contam), assim como boa parte das músicas lançadas pós-hiato – período em que o grupo caminha cada vez mais para uma sonoridade pop (o que contamina, inclusive, a nova roupagem de seus hinos emo).

Assim, em sua estreia no Rio, o Fall Out Boy fez um show de duas caras: provou seu valor diante da multidão quando apelou para a nostalgia de seu auge – em músicas como “Thnks fr th mmrs”, “Dance dance”, “My songs know what you did in the dark” e o divertido cover pop punk de “Beat it”, de Michael Jackson, que tocam há dez anos – e foi ignorado ao apostar nas mais novas. Para não dizer que o futuro do FOB resiste apenas nas glórias passadas, o pop florido da recente “Uma Thurman”, com seus riffs de surf music, e a nova, política (porém ignorada no setlist) “Young and menace” indicam caminhos que a banda pode seguir para voltar ao Brasil ainda relevante em uma próxima visita.

Cotação: regular. Leia as críticas dos shows da segunda semana do Rock in Rio 2017

Fonte: O Globo Crítica: Irregular, Fall Out Boy diverte ao apelar para a nostalgia da geração emo

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