Crédito faz lucro do Itaú crescer 2,8% no trimestre, para R$ 6,2 bilhões


SÃO PAULO – As menores despesas com a provisões para calores e o crescimento da margem com clientes (ganhos com juros) contribuíram para que o Itaú Unibanco registrasse, no terceiro trimestre, um lucro líquido de R$ 6,247 bilhões, um crescimento de 2,8% sobre igual período do ano passado. Em termos recorrentes (descontando efeitos extraordinários), o resultado foi de R$ 6,454 bilhões, alta de 3,2%.

No acumulado do ano até setembro, o lucro do banco, que deu início à temporada de balanços do setor, foi de R$ 18,772 bilhões, uma expansão de 3,5% na comparação com os nove primeiros meses de 2017. Já o resultado recorrente chegou a R$ 19,255 bilhões, uma expansão na mesma proporção.

Foi o crescimento da carteira de crédito que permitiu a ampliação dos ganhos do Itaú. Mesmo com a redução dos juros, os maiores volumes permitiram os ganhos na margem financeira com os clientes. Em 12 meses esse ganho foi de 1,2%. As receitas com prestação de serviços também ajudaram no crescimento do lucro bilionário. Tarifas com manutenção de contas, anuidades de cartões e outros serviços financeiros renderam R$ 10,153 bilhões, uma alta de 3,1%.

— De forma geral o crédito continua crescendo, e deve até ficar mais vigoroso, nas pessoas físicas e pequenas e médias. Nas grandes empresas, além das incertezas do período pré-eleitoral, ainda houve uma migração para o mercado de capitais (emissão de títulos de crédito em substituição a empréstimos tradicionais) — explicou Cândido Bracher, presidente do Itaú Unibanco.

A carteira de crédito do Itaú Unibanco, ao final de setembro, somava R$ 636,4 bilhões, uma expansão de 10,65% em 12 meses. Na pessoa física, a maior expansão ocorreu na modalidade cartão de crédito, em que o estoque chegou a R$ 68,7 bilhões, com uma alta de 20,1%. O segmento como um todo cresceu 11,2%, para R$ 200 bilhões. Nas pequenas e média, a expansão foi de 11,9% (R$ 267,5 bilhões). Nas grandes, a retração foi de 2,2% em um ano, para R$ 196,3 bilhões.

Esse crescimento da carteira de crédito está acima da projeção estimulado pelo banco para o ano, que é de uma expansão do total de empréstimos entre 4,0% e 7,0%.

Já a inadimplência continua sob controle. Os atrasos acima de 90 dias respondiam por 2,9% da carteira de crédito total do Itaú em setembro, abaixo dos 3,2% de igual período do ano passado.

Mais despesas e funcionários

Do lado das despesas, as administrativas tiveram alta de 7% na comparação anual, para R$ 12,65 bilhões. Segundo Bracher, o banco está investindo na expansão das equipes comerciais da área de seguros e de adquirência (maquininhas para a captura de transações com cartões de crédito e débito), o que explica os maiores gastos com pessoal.

— Tivemos um aumento das contratações. Em seguros, estamos ampliando o nosso canal de vendas. O mesmo ocorreu no segmento de adquirência. São projetos que devem continuar ao longo de 2019 —avaliou.

Essa expansão do quadro de funcionário deve continuar, mas que a expansão das despesas deverá ficar abaixo da inflação. O Itaú terminou o trimestre com 100.756 colaboradores, 4.430 a mais do que o quadro de funcionários existente em setembro de 2017.

O executivo afirmou ainda espera que, a partir do ano que vem, o setor financeiro volte a pagar uma alíquota de contribuição social sobre o luro líquido (CSLL) de 15%. Desde 2015, essa alíquota foi majorada para 20%, mas a lei que fez essa alteração previa que a alíquota mais elevada iria vigorar apenas até dezembro de 2018.

— A previsão da legislação e que a CSL passe de 20% para 15% e imagino que é isso que vá acontecer — disse.


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