Corregedoria faz pente-fino em batalhão e encontra munição fria, drogas e granada



RIO – A Corregedoria da Polícia Militar encontrou drogas, munição fria — que não pertence à PM —, uma granada e uma luneta para fuzil em três armários do 17º BPM (Ilha do Governador), durante uma inspeção feita no batalhão na tarde desta quinta-feira. Dois dos armários tinham identificação, e seus donos — dois praças — serão investigados.O objetivo da medida é o de saber se há ou não indícios da participação de policiais da unidade no assassinato do major Alan de Luna Freire, que teve o carro atingido por 24 tiros de fuzil, na última terça-feira, em Nova Iguaçu. O major chefiava o serviço reservado do batalhão era um dos encarregados de levantar informações sobre o traficante Fernandinho Guarabu, responsável pelo tráfico no Morro do Dendê, na Ilha do Governador.A maior quantidade de drogas — cocaína, maconha e crack — foi achada num armário sem identificação no alojamento dos praças. Segundo o coronel Marcelo de Menezes, que comanda o 17º BPM, uma equipe da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investiga a morte do major Luna Freire, também é esperada na unidade.— A equipe da DHBF vai fazer um trabalho para inspecionar o notebook que era usado pelo major assassinado, a fim de tentar encontrar algo que ajude na investigação — disse o oficial.Segundo o coronel Marcelo de Menezes, a inspeção feita pela corregedoria não afetou o funcionamento da unidade que comanda. De acordo com o oficial, estão sendo desenvolvidas ações para enfraquecer o braço financeiro de Fernandinho Guarabu. O bandido é suspeito de ordenar a morte do major Luna Freire. A polícia também investiga se o ex-PM Antônio Eugênio de Souza Freitas, o Batoré, seria um dos três homens responsáveis por executar o oficial com tiros de fuzil.— Desde o dia da morte do major estamos ocupando o Morro do Dendê, por ordem do comando da PM. Estamos desenvolvendo ações para sufocar o braço financeiro da quadrilha, que age na exploração da contravenção, de caça-níqueis e do transporte irregular de passageiros — disse o coronel Marcelo de Menezes.O major Luna Freire foi morto pouco depois de sair de casa, quando estava a caminho do 17º BPM. Ele teve o carro interceptado por bandidos na Avenida Pensilvânia, no Bairro Jardim Esplanada, em Nova Iguaçu. O assassinato ocorreu após o oficial retornar de um período de folga que durou três dias. Policiais da DHBF analisam imagens de câmeras de segurança, que flagraram a ação dos assassinos, para tentar identificar os responsáveis pela morte de Alan Luna Freire.
Leia a notícia completa em O Globo Corregedoria faz pente-fino em batalhão e encontra munição fria, drogas e granada

O que você pensa sobre isso?