Coreia do Norte rejeita mídia sul-coreana em fechamento de instalação nuclear  

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SEUL – Após impasses surgirem entre a Coreia do Norte, Estados Unidos e Coreia do Sul em meio ao processo de aproximação, o regime norte-coreano rejeitou uma lista de jornalistas sul-coreanos que acompanhariam o desligamento de sua instalação de testes nucleares, informou Seul nesta sexta-feira, despertando novas dúvidas sobre o comprometimento norte-coreano com a redução da tensão entre os vizinhos.

A Coreia do Norte havia convidado um número limitado de jornalistas da Coreia do Sul e de outros países para testemunharem o que disse que será o fechamento de sua única instalação de testes nucleares em Punggye-ri, na semana que vem. A oferta norte-coreana de desativar a estrutura foi vista como uma grande concessão após meses de apaziguamento da tensão entre Pyongyang, de um lado, e Seul e os Estados Unidos do outro.

Mas o progresso surpreendente parece ter sido refreado nos últimos dias, uma vez que a Coreia do Norte expressou dúvidas a respeito de uma cúpula inédita entre seu líder, Kim Jong-un, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Cingapura, no dia 12 de junho, e cancelou uma reunião de alto nível com a Coreia do Sul.

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O Ministério da Unificação sul-coreano, encarregado dos contatos com Pyongyang, disse nesta sexta-feira que a Coreia do Norte “declinou aceitar” uma lista de jornalistas apresentada por seu país para acompanhar o acontecimento. O ministério não deu detalhes, mas a decisão norte-coreana deve colocar em questão seu plano para a instalação de testes.

Na quinta-feira Trump procurou apaziguar a Coreia do Norte depois de esta ter ameaçado cancelar a cúpula de junho, dizendo que a segurança de Kim estará garantida em qualquer acordo e que sua nação não sofrerá o destino da Líbia de Muammar Gaddafi, a menos que este não se concretize. Também na quinta-feira, o negociador-chefe da Coreia do Norte qualificou a Coreia do Sul como “ignorante e incompetente”, repudiou os exercícios de combate aéreo entre EUA e Coreia do Sul e ameaçou interromper todas as conversas com Seul.

Na quarta-feira, a Coreia do Norte disse que pode não comparecer à reunião em Cingapura se os EUA continuarem a insistir que o regime abdique unilateralmente de suas armas nucleares, que desenvolveu desafiando resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) devido à percepção de uma hostilidade norte-americana.

Na Casa Branca, Trump disse que, até onde sabe, a cúpula ainda está de pé, mas que Kim pode estar sendo influenciado por Pequim — ao que a China respondeu nesta sexta-feira que defende a paz e a estabilidade na península coreana.


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