Contra migrantes, primeiro-ministro húngaro promete proteger 'cultura cristã'

HUNGARY-ORBAN_-GEH3NE07U.1.jpgBUDAPESTE – O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse nesta segunda-feira que sua principal tarefa no novo governo é preservar cultura cristã no país, fato que vai de encontro à política nacionalista praticada pelo mandatário que, dentre outras medidas, pretende manter afastados os migrantes e refugiados que tentam entrar no país. Orbán, de 54 anos, foi reeleito para um terceiro mandato em uma eleição realizada no mês passado, após uma forte campanha antimigratória garantir uma vitória arrasadora nas urnas.

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Uma das vozes mais fortes contra a crise migratória e de refugiados que acontece atualmente na Europa – principalmente devido à fuga de cidadãos muçulmanos de países em guerra, a campanha de Orbán, apoiada pela mídia, encontrou grande ressonância na população, sobretudo em áreas rurais. O partido do primeiro-ministro, o Fidesz, agora tem 133 de 199 assentos no novo Parlamento.

– A principal tarefa do novo governo será preservar a segurança da Hungria e sua cultura cristã – disse Orbán em uma coletiva de imprensa após o presidente do país ter pedido a formação de um novo governo.

O novo Parlamento terá sua primeira sessão na terça-feira, em que o primeiro-ministro será oficialmente empossado para seu terceiro mandato. Em uma entrevista para uma rádio local na última sexta-feira, Orban afirmou que seu governo estava construindo uma “democracia cristã”.

– Estamos trabalhando em construir uma democracia cristã, calcada em tradições europeias. Nós acreditamos na importância de uma nação, e na Hungria nós não queremos dar lugar a nenhum tipo de negócios supranacionais ou poder político.

Orban acusou organizações não governamentais fundadas pelo empresário George Soros, nascido em Budapeste, de querer influenciar a política na Hungria e apoiar a migração. Ele afirmou que qualquer organização envolvida no assunto teria que dar explicações às autoridades.

Uma das primeiras leis que são esperadas pelo novo governo é a chamada “Stop Soros”, que vai impor 25% de impostos nas doações para qualquer ONG que apoie a migração. Soros afirmou que os ataques contra ele são “mentiras e distorções”, além de que foram planejados para criar um falso inimigo externo.


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