Conheça quem são os militares do Ministério de Jair Bolsonaro


RIO – O presidente eleito Jair Bolsonaro já definiu 20 nomes que comandarão as pastas da Esplanada dos Ministérios e Banco Central — que também tem status de ministério — a partir do início do ano que vem. Entre eles, estão seis militares (quatro do Exército, um da Aeronáutica e outro da Marinha), dois deles indicados para atuar dentro do próprio Palácio do Planalto (no Gabinete de Segurança Institucional e na Secretaria de Governo). A expectativa, segundo o próprio Bolsonaro, que ele assine logo no primeiro dia de governo o decreto que formatará a estrutura ministerial da nova gestão . O GLOBO reúne aqui um breve perfil dos militares escolhidos até agora para o Ministério do novo governo.Marcos Pontes, Ciência e TecnologiaConfirmado na equipe de Bolsonaro no final de outubro através do Twitter, o astronauta Marcos Pontes foi o primeiro brasileiro a chegar ao espaço. Ele é oficial da reserva da Força Aérea e ficou em órbita durante nove dias, há 12 anos, a bordo da chamada Missão Centenário, em homenagem à comemoração dos 100 anos do primeiro voo de Santos Dumont a bordo do avião 14 bis. Quando regressou à Terra, Pontes passou a se dedicar a ministrar palestras sobre a experiência que adquiriu durante a carreira . Ele apoiou publicamente a campanha de Bolsonaro antes da eleição e chegou a ser cogitado para o cargo quando o presidente eleito ainda era apenas candidato. Entre as intenções para a pasta, o futuro ministro afirmou que pretende liberar que o setor privado faça investimentos em pesquisas de universidades públicas, ideia que segue o modelo aplicado nos Estados Unidos .General Augusto Heleno, Gabinete de Segurança InstitucionalInicialmente cotado para o Ministério da Defesa, o general da reserva do Exército Augusto Heleno foi o sexto ministro a ser anunciado por Bolsonaro e assumirá o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) . O militar já fazia parte da equipe mais próxima do presidente eleito e, antes mesmo do anúncio, vinha participando de agendas em Brasília ao lado dele. No comando do gabinete, ele trabalhará dentro do próprio Palácio do Planalto. Pouco após a indicação vir a público, Heleno defendeu Bolsonaro no episódio da aprovação no Senado do reajuste para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o general negou que a medida seria uma derrota para Bolsonaro , mesmo com o possível impacto de cerca de R$ 4 bilhões para os cofres públicos, por conta do efeito cascata decorrente do aumento do teto. Apesar da negativa, ele assumiu que o aumento — agora já sancionado pelo presidente Michel Temer — e visto com preocupação pelo novo governo.General Fernando Azevedo e Silva, DefesaEx-chefe do Estado Maior do Exército, o general Fernando Azevedo e Silva foi o escolhido de Bolsonaro para assumir a pasta da Defesa. Sétimo ministro anunciado na equipe de Bolsonaro, o militar teve uma indicação no sentido contrário à expectativa anunciada inicialmente pelo vice-presidente eleito: dias antes do anúncio, o general Hamilton Mourão havia dito que o ministério deveria ficar com alguém da Marinha , para “equilibrar forças” entre as três áreas das Forças Armadas. Como primeira medida antes da posse, Azevedo e Silva anunciou quem serão os novos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica : o general Edson Leal Pujol, o almirante Ilques Barbosa Júnior e o tenente-coronel brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez. Ele declarou ainda que está analisando o pedido de prorrogação da permanência do Exército no Rio de Janeiro, feito pelo governador eleito Wilson Witzel, e afirmou que as forças poderão ser utilizadas esporadicamente em questões ligadas à segurança pública .General Carlos Alberto dos Santos Cruz, Secretaria de GovernoGeneral da reserva com experiência em situações de violência e conflitos urbanos, Carlos Alberto dos Santos Cruz vai trabalhar no Palácio do Planalto para comandar a Secretaria de Governo de Bolsonaro . Ele é ex-secretário de Segurança Pública (abril de 2017 a junho deste ano), Santos Cruz tem no currículo o comando das missões de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti (2007 a 2009) e na República Democrática do Congo (2013 a 2015). Inicialmente, Santos Cruz seria indicado para comandar a Segurança Pública, sob a liderança de Sergio Moro no Ministério da Justiça. Mas, conforme ele mesmo afirmou, o pedido do presidente teve prioridade. Para o recém-indicado, as nomeações de generais para postos-chave da gestão federal não significam que há um processo de militarização em curso .Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque JuniorO novo ministro de Minas e Energia será o almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior. Ele é considerado um defensor da tecnologia nuclear desenvolvida no Brasil como estratégica para fortalecer a soberania do país. Em entrevista à revista “Brasil Nuclear”, em novembro de 2017, Bento afirmou que o submarino com propulsão nuclear será importante para “proteger a Amazônia Azul”, termo criado pela Marinha brasileira para se referir o mar territorial brasileiro, por suas riquezas naturais. Carioca, Bento tem 60 anos e iniciou sua carreira na Marinha em 1973. Ele tem pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Nacional de Brasília, MBA em gestão internacional pela Coppead/UFRJ e MBA em Gestão Pública pela Fundação Getulio Vargas, além de ter cursado o curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra.
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