Compositor e diretor musical Caique Botkay morre aos 67 anos


RIO – O compositor e diretor musical carioca Caique Botkay morreu nesta segunda-feira, aos 67 anos, por complicações da mielodisplasia, doença hematológica que impede a medula óssea de produzir sangue. O velório está marcado para esta terça-feira, a partir das 10h da manhã, no Cemitério do Catumbi.

Ele construiu uma carreira de mais de quatro décadas compondo e dirigindo para o teatro. Em 2000, ganhou o prêmio Shell de melhor música por “Ai, ai Brasil”, de Clovis Levi e Sergio Britto.

Formado em musicoterapia pelo Conservatório Nacional de Música, em 1975, ele iniciou a carreira fazendo a trilha do espetáculo “História de lenços e ventos”, de Ilo Krugli, montagem de 1974 do Teatro Ventoforte. A partir dali, Botkay passou a pesquisar sobre a musicalidade no teatro. Seu principal mote era que a música fosse moldada a partir da interpretação dos atores.

No teatro, foi diretor e autor do Grupo Navegando, dedicado a obras infantis. Particiou da montagem de “Cabaré Valentin” (1980) e “Poleiro dos anjos” (1981), ambos do Grupo Navegando. Com Bia Lessa, fez quatro espetáculos.

Nos anos 1990, dirigiu o Instituto de Arte e Cultura da Universidade Gama Filho e foi integrante do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Era presidente da MultiRio (Empresa Municipal de Multimeios) desde março de 2017. Ele participou ainda na equipe de cultura do projeto educacional de Darcy Ribeiro para implantação dos Cieps.

Seu último trabalho em teatro aconteceu em 2016, quando celebrou sua parceria de dez anos com o grupo paulista Cia. do Tijolo, ao compor a trilha sonora do musical “O avesso do claustro”, sobre a vida de Dom Helder Câmara.

Em 1979, Botkay recebeu o prêmio Molière pelo conjunto da obra.


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