Com prisão de Pezão, página do Diário Oficial do estado não tem atos do governador


RIO – Com a prisão de Luiz Fernando Pezão, nesta quinta-feira, o Diário Oficial do estado não apresenta, na edição eletrônica desta sexta-feira, atos do Poder Executivo nem do governador. Não há itens no sumário referentes a essas categorias. Já na seção dos atos do interventor da Segurança do estado, o general Braga Netto, há exonerações e nomeações. Também não existem publicações sobre atos do vice-governador Francisco Dornelles, que assumiu o comando do estado.Dornelles, de 83 anos, soube da prisão de Pezão pelo noticiário. Ele acordou ontem às 6h30m, tomou café da manhã e, em vez de sair para se exercitar no Jockey Club, como costuma fazer, decidiu ir à academia de ginástica do prédio em que mora, no Jardim Botânico. E a mudança na rotina não parou por aí. Às 7h30m, o noticiário chamou sua atenção: Pezão havia sido preso pela Polícia Federal. Dornelles soube, então, que teria um dia atípico. Acordou vice, dormiria governador. links Pezão/ Dornelles 30/11Para despistar a imprensa, Dornelles saiu de casa num Spin preto, carro diferente do que costuma usar. Destino: Palácio Laranjeiras, residência oficial de Pezão, onde, horas antes, a PF tinha batido à porta. Ele queria saber como estava a primeira-dama, Maria Lúcia Cautiero Horta Jardim. Ao GLOBO, ele disse que Maria Lúcia não estava abatida:— Ela estava bem. É uma pessoa muito forte. Está confiante de que o Pezão vai dar todas as explicações necessárias.Em seguida, Dornelles, já governador em exercício, reuniu-se com o chefe da Casa Civil, Sérgio Pimentel Borges da Cunha, para tratar das prioridades do governo. Ele adiantou que seu mandato terá três pilares:— O primeiro é manter as questões relacionadas ao Regime de Recuperação Fiscal do estado com a União. O segundo é dar prosseguimento à transição do atual governo para o do governador eleito, Wilson Witzel, fornecendo as informações necessárias. O terceiro é apoiar a intervenção na área da segurança e ter um relacionamento estreito com os Poderes: Alerj, Judiciário e Ministério Público.Sobre o 13º salário do funcionalismo, Dornelles disse que precisa se reunir com o secretário de Fazenda e Planejamento, Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes, “para ter noção da data em que será possível” fazer o pagamento. Outra questão é manter o veto de Pezão ao projeto da Alerj que retirou a Cedae do plano de recuperação fiscal do estado. Essa é a segunda vez que Dornelles substituirá Pezão.
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