Com greve de caminhoneiros, empresários temem falta de hortifrutigranjeiros em Cruzeiro do Sul

Previsão dos empresários é que o estoque de frutas, legumes, verduras e frios seja suficiente para garantir o consumo dos cruzeirenses até o final dessa semana. Empresários temem falta deprodutos em Cruzeiro do Sul
Adelcimar Carvalho/G1
Com a greve dos caminhoneiros que ocorre em Rio Branco desde a última quarta-feira (23) a noite, os empresários de Cruzeiro do Sul temem que a cidade fique desabastecida de produtos hortifrutigranjeiros.
A previsão dos empresários é que o estoque de frutas, legumes, verduras e frios seja suficiente para garantir o consumo dos cruzeirenses até o final dessa semana e que a reposição desses produtos só ocorra depois de 15 dias, após o término total da paralisação que ocorre em vários estados.
Os empresários divergem quanto ao tempo que o estoque desses produtos esteja garantido. Uns dizem ter estoque para até o dia 30 dias e outros dizem ter estoque para até o final de semana.
O empresário Francisco Tomé fala que a paralisação deve causar desabastecimento apenas de frutas, verduras, legumes e frios no comércio dele.
“Nossa empresa carrega caminhões toda quinta em São Paulo e semana passada não conseguimos carregar. Ainda temos uma quantidade de verduras que deve durar por mais essa semana. A questão de carga seca temos estoque alto que garante o abastecimento por uns 90 dias. O que deve faltar são os frios, legumes, frutas e verduras”.
Racene Cameli, que também é empresário, prevê que os efeitos da paralisação sejam sentidos por cerca de 15 dias após o término total da greve.
“Se a paralisação terminar, levaremos entre 10 e 15 dias para repor o estoque. Nossos carros estão todos aqui na cidade. Teremos que sair daqui e ir a São Paulo para abastecer. A situação ainda está sob controle, mas, nos próximos dias, a cidade deve enfrentar desabastecimento de alguns produtos sim”, falou.
Assen Cameli, presidente da Associação Comercial do Alto Juruá, confirma que alguns produtos devem começar a faltar na cidade até o fim dessa semana.
“A situação ainda está razoável, mas, alguns produtos devem faltar já a partir de quarta (30). O gás de cozinha também corre risco de faltar, tudo vai depender da liberação das estradas. O caso do gás é mais fácil repor o estoque, pois os carros são abastecidos em Porto Velho”, afirmou.
Alguns produtos tiveram os preços reajustados. O quilo da cebola, antes comercializado por R$ 3,99, varia hoje de R$ 5 a R$ 7. O tomate e a batata o aumento foi menor. Os produtos estão sendo comercializados entre R$ 4 e R$ 5.
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