Com abastecimento prejudicado e sem aulas, prefeito de Caxias do Sul decreta situação de emergência

Segunda maior cidade do estado está com o abastecimento prejudicado. Nesta segunda-feira (28), escolas estaduais e municipais tiveram as aulas canceladas. Nos supermercados, faltam produtos, principalmente perecíveis. Durante paralisação dos caminhoneiros, situação de emergência é decretada em Caxias do Sul
O prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra, decretou situação de emergência devido aos efeitos causados pela paralisação dos motoristas de caminhões no Rio Grande do Sul. O município da Serra gaúcha está com o abastecimento prejudicado e, nesta segunda-feira (28), escolas estaduais e municipais tiveram as aulas canceladas.
Nos supermercados, faltam produtos, principalmente perecíveis, como carnes, frutas e verduras. “Espero que se resolva logo, porque se se prolongar por mais uma semana vai complicar”, afirma o professor Ronei Teodoro da Silva.
Segundo o Sindicato do Comércio de Gêneros Alimentícios, alguns supermercados de Caxias do Sul já trabalham com a venda de um número máximo de itens por pessoa. Outra preocupação é a possibilidade dos funcionários não conseguirem chegar no trabalho por causa da falta de transporte.
“Os próprios proprietários não têm combustível para buscar os funcionários. Então, amanhã (terça-feira) vai estar precário mesmo. Não se sabe se alguns não vão ter que fechar amanhã por falta de mão-de-obra”, afirma o presidente do Sindigêneros, Eduardo Slomp.
Desde sexta-feira (25), não tem mais gás nas distribuidoras. Nos postos de combustíveis, a gasolina e o acabaram e já começa a faltar diesel. Nesta segunda, muita gente deixou o carro em casa.
“Tive que ir de ônibus por causa do combustível. Fora isso, acho que o nosso trabalho acaba também tendo esse reflexo porque as pessoas não conseguem se deslocar”, afirma a psicóloga Flavia Nicoletti.
Na noite de domingo (27), três caminhões com gasolina chegaram a Caxias do Sul e foram para um estacionamento de uma empresa. Mas caminhoneiros e empresários de outros setores montaram um acampamento para impedir a saída dos veículos. Na manhã desta segunda, a Brigada Militar tentou, sem sucesso, negociar com os manifestantes.
“Todo mundo que usa combustível que é contra esses altos preços está conosco aqui. Nossa ideia é que, sem ter um acordo justo, esses caminhões não saem. Independentemente que seja para abastecer os postos da cidade”, explica o empresário Nilton Moraes.
No fim da tarde, uma reunião entre Sindicato dos Petroleiros do RS (Sindipetro) e Brigada Militar definiu que um dos caminhões-tanque parados seria escoltado até um posto de combustíveis da cidade. A gasolina serviria para abastecer veículos da Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal e veículos de serviços oficiais. PMs também vão fazer a segurança do posto para garantir o abastecimento dos automóveis.
Nesta segunda, o Hospital Geral da cidade suspendeu as cirurgias eletivas. A cada dia, são realizados 30 procedimentos.
Protestos na região
Segundo a polícia, pelo menos 20 pontos de bloqueios de caminhoneiros permanecem nas estradas estaduais e federais da região. O dia também foi marcado por manifestações na cidade. No início da tarde desta segunda, motoristas de vans, tratores e caminhões bloquearam parte do trânsito no centro de Caxias do Sul, próximo à Praça Dante Aliguieri.
Nos postos de combustíveis de Caxias do Sul, a gasolina e o etanol acabaram e já começa a faltar diesel.
Reprodução/RBS TV
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