Chelsea Manning anunciar que vai concorrer a vaga no Senado dos EUA

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NORTH BETHESDA, EUA – Chelsea Manning está usando da liberdade concedida por Barack Obama no ano passado da melhor maneira possível: nascida em Oklahoma, a ex-militar anunciou que irá concorrer ao senado pelo estado de Maryland. A transgênero preencheu o formulário de candidatura em janeiro; seis meses após receber permissão para votar no estado onde vive.

Com 30 anos, Chelsea, que antes usava o nome Bradley, é a responsável pelo maior vazamento de materiais confidenciais da História dos Estados Unidos: mais de 700 mil documentos foram cedidos ao Wikileaks e a cinco grandes jornais. Entre eles, está o vídeo viral do helicóptero americano bombardeando civis em Bagdá em 2007. Ela foi condenada a 35 anos de prisão, cumprindo sete da pena em uma penitenciária masculina — mesmo se revelando mulher transgênero um dia depois da condenação.

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Chelsea foi presa no Iraque ainda sob a identidade de Bradley. Ela trabalhava no departamento de inteligência do Exército dos Estados Unidos, e seus crimes foram delatados pelo colega e ex-hacker Adriam Lamo. Durante o tempo de prisão, as condições desumanas que Chelsea enfrenteou foram denunciadas pela jornalista do Wikileaks, Alexa O’Brien. O Pentágono se recusa a comentar o caso, assim como não se pronunciaram sobre as ambições políticas de Manning.

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A ex-soldado, hoje ativista pelos direitos dos transsexuais, acredita que sua experiência de vida é bagagem o suficiente para almejar uma cadeira no Senado por seu estado natal, hoje ocupada pelo democrata Ben Cardin, de 74 anos. Seu objetivo é lutar contra a repressão.

— O aumento dos autoritarismo está embutido em cada aspecto da vida, seja no governo, coorporação e tecnologia — declarou ela em entrevista à Associeted Press.

Caso ganhe, algumas de suas propostas são: fechar prisões e libertar presos; acabar com as fronteiras; reestruturar o sistema judiciário criminal; oferecer um serviço de saúde universal e básico; abolir a agência de imigração e alfândega dos EUA, criada em 2003 e que ela acusa de “estar fazendo uma limpeza étnica”.

Analistas políticos apontam que é muito improvável que Chelsea ganhe. Para o professor da Universidade John Hopkins, Daniel Scholzman, Manning está ” concorrendo como um protesto; para brilhar um pouco no império americano.”


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