CCXP 2018: 'Aruanas' traz protagonismo feminino e ativismo ambiental


SÃO PAULO – Em sintonia com pautas que ganharam força recentemente, como ativismo ambiental, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas, “Aruanas” é uma das grandes apostas da Globo para a Globoplay em 2019. Com uma presença mais forte na Comic Con Experience (CCXP) deste ano, a emissora apresentou a série ao público da convenção geek paulistana em seu painel desta sexta-feira. Com presença das atrizes Débora Falabella, Leandra Leal, Taís Araujo e Camila Pitanga, do diretor Carlos Manga Jr. e dos autores Marcos Nisti e Estela Renner, o painel revelou mais detalhes sobre a coprodução da emissora e da Maria Farinha Filmes para a sua plataforma de streaming. Embora a primeira temporada ainda não tenha data de estreia definida, Camila deixou escapar que uma segunda temporada está praticamente confirmada.”Aruanas” — palavra indígena que significa sentinelas da natureza — se passa no mundo do ativismo ambiental. Com uma parte considerável da ação se passando na Amazônia, a série acompanha a saga de três amigas ligadas a uma organização não governamental. Débora, Leandra e Taís se unem para investigar crimes cometidos na região e descobrem uma rede mais complexa por trás dos malfeitos. Já Camila é uma advogada que defende os interesses de pessoas que exploram os recursos naturais da área. — O Brasil é o pais que mais mata ativistas no mundo — disse Leandra, que faz uma das mais engajadas e ativas integrantes da ONG Aruanas. — E essas mulheres estão lá, o que por si só já é um risco redobrado. Fico muito feliz de poder unir as duas coisas que fazem parte da minha missão: arte e ativismo. A atriz, uma das mais entusiasmadas do painel, também falou da importância de valorizar o imaginário de lugares que estão fora do eixo Rio-São Paulo, como a Amazônia:– Aquele lugar é para ser preservado e não explorado — disse ela, que foi bastante aplaudida. — Aliás, deve ser explorado, mas de forma sustentável, para que daqui a cem anos esteja aí.Thais, que na série também atua na ONG Aruanas, foi mais além. A atriz pensa ser importante que todos os brasileiros assumam responsabilidade pela região e pela preservação dela:– A gente não pode ficar mais como espectador do Globo Repórter da Amazônia, achando que não temos nada a ver com aquilo. É importante para nós brasileiros e para o mundo inteiro.Já Debora, que faz o papel de uma jornalista que faz a cobertura dos crimes ambientais na região, falou da importância de se filmar in loco. E de contar com um elenco local, que incluiu populações indígenas:– Foi fundamental termos ido para lá — disse ela. — Aprendemos muito com o elenco indígena, que foi incrível. É, na verdade, uma história urgente.
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