CCR diz ter doado R$ 3 milhões em caixa 2 para Gleisi Hoffmann


SÃO PAULO. A concessionária CCR afirmou ter feito doação de R$ 3 milhões, por meio de caixa 2, à campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em 2010. Gleisi é hoje presidente do PT. A doação teria sido pedida por Paulo Bernardo, marido da senadora, que na época era ministro do Planejamento. O valor teria sido pago por meio de um dos assessores de Paulo Bernardo. A informação fez parte do acordo de leniência fechado pela empresa com o Ministério Público de São Paulo. Responsável pela concessão de rodovias como Presidente Dutra e Bandeirantes, a empresa admitiu pagamento de R$ 30 milhões para campanhas no estado de São Paulo, mas não pagamento de propina. Entre os nomes envolvidos ainda os de dois ex-governadores, Geraldo Alckmin e José Serra, e deputados. O acordo, revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” estipula o pagamento de uma multa de R$ 81 milhões pela concessionária como reparação pelos crimes admitidos no acordo. A CCR é comandada pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Correa, que fecharam acordo no âmbito da Operação Lava-Jato. Em fevereiro deste ano, o GLOBO revelou que o ex-diretor da Dersa , Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, teria recebido comissões de Adir Assad. Paulo VIeira teria sido o responsável por indicar o operador para a CCR. A defesa do ex-diretor negou qualquer envolvimento no esquema e qualquer relação com Assad.
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