Iraque fará operação contra jihadistas na fronteira com Arábia Saudita

O Iraque anunciou neste sábado (3) o lançamento de uma ofensiva militar para eliminar os jihadistas remanescentes do grupo Estado Islâmico (EI) de uma região desértica e na fronteiriça com a Arábia Saudita, no oeste do país. A informação é da Agência EFE.

Em comunicado, o porta-voz das do Exército do Iraque, o general Yahya Rasool, informou que a ofensiva terá participarão de integrantes da Unidade de Operações de Al-Anbar, guardas da fronteira e grupos tribais, que contarão com a cobertura aérea do Exército e da coalizão internacional, comandada pelos Estados Unidos.

“O objetivo da campanha é investigar e pentear o deserto ocidental até a fronteira saudita em busca dos esconderijos e células adormecidas do EI ou o que restou deles após o fim dos combates”, disse o militar. 

O responsável do Comando das Operações Conjuntas em Al-Anbar, o general Mahmoud al-Falahi, disse em coletiva de imprensa que “membros do EI fugiram das cidades libertadas no oeste do Iraque para o grande deserto de Al-Anbar”, e que a missão é para “destruir” os esconderijos.

Em 9 de dezembro, o primeiro-ministro do Iraque, Haider Al-Abadi, anunciou que o Exército tinha retomado o controle da fronteira com a Síria, o último reduto dos terroristas no país, que estavam no território desde 2014.

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Campeã olímpica no Rio em 2016 denuncia médico por abuso sexual

Simone Biles ganha segundo ouro após vencer a disputa do individual geral da ginástica artística

Biles ganha segundo ouro após vencer a disputa do individual geral da ginástica artística, no RioReuters/Mike Blake/Direitos Reservados

A campeã olímpica Simone Biles publicou carta nas redes sociais contando ter sido abusada sexualmente pelo ex-médico da seleção norte-americana de ginástica, Larry Nassar. Na carta, publicada no Twitter nesta segunda-feira (15) a esportista diz que é “uma sobrevivente” e que foi muito difícil contar sua história.

Biles tem 20 anos, já ganhou dez campeonatos mundiais de ginástica, conquistou quatro medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e faz parte do time de ginástica dos Estados Unidos, com o maior número de medalhas conquistadas em uma única olimpíada.

A atleta aderiu à campanha #metoo (eu também, em português), iniciada nas redes sociais em outubro do ano passado, por artistas de Hollywood, após a revelação de casos de abuso e assédio sexual contra o produtor Harvey Weinstein.

Outras ginastas da seleção  norte-americana, como Gabby Douglas, Aly Raisman e Mckayla Maroney também contaram que foram abusadas pelo médico, acusado de explorar sexualmente as adolescentes, sob pretexto de tratamento médico.

O advogado de  Nassar disse que ele ainda não comentou as últimas denúncias. O ex-médico da seleção de ginástica dos Estados Unidos foi condenado no ano passado a 60 anos de prisão por acusações de pornografia infantil.

Nesta semana ele enfrenta novo julgamento no Michigan e pode pegar prisão perpétua pelas acusações de abuso contra as atletas.


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Unicef diz que 520 mil crianças rohingyas correm risco por chegada de chuvas

Famílias rohingyas no acampamento improvisado de Balukhali, em Cox's Bazar, Bangladesh

Famílias rohingyas no acampamento improvisado de Balukhali, em Cox’s Bazar, BangladeshFoto: Ocha/Anthony Burke/ONU

Mais de 520 mil crianças rohingyas instaladas em acampamentos de refugiados em Bangladesh estão em risco devido à chegada das chuvas relacionadas com a temporada de ciclones e monções, alertou nesta terça-feira (16) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Centenas de milhares de crianças já vivem em condições horríveis e enfrentarão um risco ainda maior de doenças, inundações, deslizamentos de terra e mais deslocamentos”, disse o representante do Unicef em Bangladesh, Edouard Beigbeder, em um comunicado da organização.

Segundo a agência da ONU, os ciclones tropicais que todos os anos surgem entre março e julho, e setembro e dezembro, junto com as chuvas de monção previstas a partir de junho, ameaçam agravar as possibilidades de contrair cólera e malária.

Além disso, aumenta o risco de inundações e deslizamentos de terra, uma ameaça “direta” à vida dos menores, e que poderia danificar “severamente” as infraestruturas nos acampamentos.

Segundo o Grupo de Coordenação Intersetorial da ONU, cerca de 655 mil rohingyas chegaram a Bangladesh desde em agosto, e as autoridades calculam que mais de 300 mil membros desta comunidade estejam na zona antes do início da crise.

O atual êxodo de rohingyas começou com as operações militares de represália das forças de segurança birmanesas lançadas após os ataques, em 25 de agosto, do rebelde Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA) a 30 postos militares e policiais em Rakain.

A ONU e organizações defensoras dos direitos humanos denunciaram repetidas vezes que existem provas claras sobre violações dos direitos humanos nesta operação, e o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU qualificou os fatos de “limpeza étnica”, afirmando que há indícios de “genocídio”.

Os governos de Bangladesh e Mianmar anunciaram hoje que acordaram que o processo de repatriação de rohingyas refugiados será finalizado em dois anos, desde o momento em que começar o retorno dos membros desta minoria muçulmana.

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Marinha faz balanço da missão no Haiti e destaca missão cumprida

A Marinha do Brasil deu início hoje (28) no Rio de Janeiro a um seminário para avaliar os 13 anos da experiência brasileira na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O evento, que vai até amanhã (29), conta com a participação de oficiais das três Forças Armadas brasileiras – Marinha, Exército e Força Aérea -, além de diplomatas, pesquisadores e outros interessados.

A Minustah foi criada por Resolução do Conselho de Segurança da ONU em fevereiro 2004. O objetivo era restabelecer a segurança e a normalidade após sucessivos episódios de turbulência política e violência que culminaram com a partida para o exílio do então presidente Jean Bertrand Aristide. A missão foi encerada no mês passado. Durante os 13 anos, o Brasil foi responsável pelo comando militar, que teve ainda a participação de tropas de outros 15 países.

“Quando chegamos lá, o país estava a beira de uma guerra civil e passados esses anos se tornou um lugar melhor. Só não ficou melhor ainda devido a uma série de catástrofes naturais. Mas, em termos de segurança, houve a estabilização do país. Em termos do processo político, tivemos pela primeira vez uma sequência de dois presidentes democraticamente eleitos. Antes, era raríssimo um presidente concluir seu mandato”, avalia o contra-almirante Carlos Chagas, que foi assistente do primeiro comandante da missão, o general Augusto Heleno.

Tragédias

Durante os 13 anos da Minustah, as forças de paz presenciaram no Haiti dois furacões, inundações em períodos chuvosos, uma epidemia de cólera e um terremoto, ocorrido em 12 de janeiro de 2010, que deixou 240 mil mortos e 1,5 milhão de desabrigados. Diante de tantas adversidades, Carlos Chagas afirma que a sensação das Forças Armadas é de dever cumprido.

“Fizemos o melhor que podíamos. E foi também uma experiência real de emprego das Forças Armadas, o que as deixa cada vez mais profissionais, mais treinadas e capazes de assumir novos desafios. Também permite um preparo maior para a própria defesa do país, que é a nossa missão fundamental”, acrescentou.

O oficial da Marinha dividiu a missão de paz em fases. Segundo ele, primeiro houve a chegada e acomodação das tropas, passando em seguida para o confronto com grupos que colocavam em risco o processo de paz. Após o terremoto, teria se iniciado um trabalho humanitário mais intenso, até que fosse desencadeado a fase final de desmobilização.

Embaixador do Brasil no Haiti na época em que houve o terremoto, Igor Kipman lembrou que o hospital da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou mais de 36 mil procedimentos clínicos e mais de 1,1 mil cirurgias. “Nós trouxemos um aprendizado muito grande sobre a integração das Forças Armadas com a comunidade”, disse o diplomata, atualmente cônsul-geral na cidade de Faro, em Portugal.

Perspectivas

O seminário também abriu espaço para se discutir as lições e perspectivas das forças de paz da ONU. Segundo Ricardo Oliveira dos Santos, pesquisador de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, um dos principais desafios destes trabalhos é coibir os casos de abuso e exploração sexual.

De acordo com ele, estes episódios podem ocorrer em decorrência da cultura hipermasculinizada que frequentemente existe nas Forças Armadas dos diversos países e a também do contexto frágil dos Estados assistidos, o que faz com que muitas vítimas não exponham a situação pelo medo de perder as ajudas humanitárias, fazendo com que esses casos sejam subnotificados. “Nenhum brasileiro foi efetivamente condenado por exploração sexual, o que denota um comportamento de excelência das Forças Armadas do Brasil, mas, infelizmente, nós observamos a persistências desses casos em forças de paz”, disse o pesquisador.

De acordo com o contra-almirante Carlos Chagas, a experiência no Haiti coloca o Brasil em boa posição para integrar novas missões de paz. Atualmente, o foco é a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Desde 2011, a Marinha brasileira comanda a Força-Tarefa Marítima da Unifil. São realizadas operações marítimas para coibir a entrada de armas ilegais e contrabandos no país. Além disso, são organizados treinamentos para a Marinha libanesa, de modo que ela possa futuramente conduzir as atividades de forma autônoma.

A Unifil teve início em 1978, com a participação inicialmente de países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), cujo objetivo era assegurar a retirada de tropas israelenses do Líbano e restaurar a segurança na região. Após a crise de 2006 entre forças de Israel e o grupo islâmico político e militar Hezbollah, as atribuições foram ampliadas. As forças da ONU assumiram as tarefas de monitorar a cessação das hostilidades, de apoiar o deslocamento das Forças Armadas libanesas e de garantir acesso humanitário à população civil, permitindo ainda o retorno seguro e voluntário dos deslocados.


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Comissão Europeia lança concurso para melhorar mobilidade de idosos

A Comissão Europeia lançou nesta semana o prêmio Horizonte em Inovação Social, cujo objetivo é investir em ideias para atender às crescentes necessidades dos idosos. Financiado pelo Programa de Investigação e Inovação da União Europeia, o Horizonte 2020, o prêmio vai distribuir 2 milhões de euros.

Em 2060, cerca de um terço da população europeia terá mais de 65 anos, quase o dobro do que existe hoje. “Não temos alternativas senão inovar agora para atender às crescentes necessidades dos cidadãos mais velhos, especialmente à necessidade de melhor mobilidade”, disse Carlos Moedas, comissário europeu para a Investigação, Inovação e Ciência, no lançamento do prêmio, em Lisboa.

Dos 2 milhões de euros que serão distribuídos, 1 milhão ficarão com aquele que inventar uma nova maneira de ajudar na mobilidade das pessoas idosas. Serão ainda distribuídos quatro prêmios de 250 mil euros cada para projetos que permitam aos idosos participar em atividades sociais e manter a sua autonomia de forma saudável. “Estamos a falar de um prêmio mais ou menos da dimensão do Prêmio Nobel, mas na inovação social”, disse Moedas.

As ideias têm de poder ser replicadas e adaptadas a outros contextos e devem promover a criatividade, reunindo inovadores, organizações da sociedade civil e dos setores público e privado.

Os vencedores terão de combinar componentes tecnológicas, sociais e comportamentais. E as propostas têm de estar implementadas por um período de pelo menos cinco meses durante o concurso.

O concurso será em 2019, e as inscrições ficam abertas até 28 de fevereiro do ano que vem, para entidades sediadas nos países da União Europeia ou parceiros do projeto Horizonte 2020. Os vencedores serão anunciados no segundo trimestre de 2019.


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OIT diz que há mais de 70 milhões de jovens desempregados no mundo


O relatório “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017″, lançado pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) alerta para o desemprego juvenil, que atinge 70,9 milhões de jovens no mundo. Para 2018, a estimativa é de que o desemprego entre a população jovem aumente ainda mais, chegando a 71,1 milhões de pessoas.

O documento divulgado ontem (20) mostra que, em 2016, a taxa global de desemprego juvenil ficou em 13%. Para 2017, deve ficar um pouco acima, em 13,1%. Apesar do pequeno aumento, o indicador representa melhora significativa se comparado ao auge da crise, em 2009, quando foram registrados 76,7 milhões de jovens desempregados no mundo.

Se considerarmos apenas a América Latina e o Caribe, a taxa de desemprego juvenil ficou em 19,6% em 2017, o que representa 10,7 milhões de pessoas. Os piores indicadores são observados nos Estados árabes (30%) e no norte da África (28,8%).

De acordo com o relatório, cerca de um quinto dos jovens em todo o mundo não estão empregados, estudando ou em treinamento. Apesar da recuperação econômica, o desemprego permanece alto, e os jovens são mais propensos a estar desempregados do que os adultos ao redor do mundo.

O documento revela que, entre os jovens, os baixos níveis de produtividade e uma grande informalidade continuam a ser desafio. Na medida em que as populações envelhecem, a força de trabalho jovem terá que cada vez mais apoiar as pessoas idosas. Essas condições globais exigem esforços concertados para garantir que jovens, tanto mulheres quanto homens, tenham acesso a empregos decentes.

De acordo com o estudo, a diferença nas taxas de desemprego entre jovens e adultos quase não mudou na última década, ilustrando as enormes desvantagens que a juventude enfrenta no mercado de trabalho.

Atualmente, dois em cada cinco jovens na força de trabalho estão desempregados ou estão trabalhando enquanto continuam na pobreza, uma realidade que afeta sociedades do mundo todo.

Em 2017, 39% dos 160,8 milhões de jovens trabalhadores no mundo emergente e em desenvolvimento vivem em pobreza moderada ou extrema, ou seja, com menos de U$ 3,10 por dia. No entanto, há uma leve tendência de que este indicador melhore em 2018, com 158,5 milhões de jovens no mundo trabalhando e vivendo na pobreza (38,5%).

Mulheres

Em 2017, a taxa global de participação delas na força de trabalho é 16,6 pontos percentuais menor que a dos homens, sendo a participação masculina na força de trabalho equivalente a 53,7% e a feminina, 37,1%. Na América Latina, a diferença chega a 19,2 pontos percentuais, sendo os homens responsáveis por 59,3% da força de trabalho e as mulheres, por 40,1%.

As taxas de desemprego das mulheres jovens também são significativamente maiores do que as dos homens jovens.

Além disso, a diferença de gênero na taxa de jovens que não estão trabalhando nem estudando ou recebendo treinamento é ainda maior: 34,4% das mulheres jovens, comparado a 9,8% dos homens jovens. Globalmente, somando homens e mulheres jovens, são 21,8% que não estudam nem trabalham.

Informalidade

Para muitos deles, presente e futuro estão na economia informal. No mundo todo, três em cada quatro jovens mulheres e homens empregados estão no emprego informal (76,7%). A informalidade é comparativamente menor entre os adultos empregados, embora a taxa seja também alta (57,9%). Nos países em desenvolvimento, essa proporção chega a 19 em cada 20 jovens mulheres e homens (96,8%).

Em todos os países emergentes, os jovens em emprego informal representam 83% dos que estão empregados, quase 20 pontos percentuais maior do que entre os adultos. A informalidade é menor, mas ainda relevante, nos países desenvolvidos, onde atinge pouco menos de 20% dos jovens que trabalham.

Outros resultados

O relatório também revela que os setores com algumas das maiores taxas de crescimento de emprego juvenil na última década incluem finanças, comércio e saúde.

No Brasil, 70% dos jovens empregados na saúde são do sexo feminino. O setor de comércio, hotéis e restaurantes representou o maior crescimento de empregos entre os jovens quando comparado aos adultos. De acordo com o documento, este aumento pode estar ligado à transição de uma cultura agrícola para uma de serviços.

Novo mundo de trabalho

De acordo com o relatório, os jovens trabalhadores estão embarcando em um novo mundo, muitas vezes em empregos que não existiam no passado. Em média, os jovens trabalhadores agora são mais educados do que as gerações anteriores. Além disso, crescendo em um ambiente mais aberto à tecnologia, eles estão mais bem preparados do que os adultos para colher oportunidades decorrentes da atual onda de tecnologia e podem se adaptar mais facilmente a novos empregos.

Os jovens trabalhadores também têm mais vantagens no uso do computador do que os trabalhadores mais velhos. Uma análise de dados da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) sugere que os trabalhadores jovens são melhores equipados para resolver problemas em ambientes ricos em tecnologia do que os trabalhadores mais velhos.

As habilidades demandadas também estão mudando. Houve um declínio na busca por capacidades de nível médio, enquanto a procura por trabalhadores altamente qualificados e menos qualificados está crescendo, contribuindo para uma maior polarização no mercado de trabalho.

A demanda por jovens altamente qualificados cresceu fortemente em países de renda alta, enquanto nos países em desenvolvimento e emergentes houve um aumento no trabalho de baixa habilidade.


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OIT diz que há mais de 70 milhões de jovens desempregados no mundo


O relatório “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017″, lançado pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) alerta para o desemprego juvenil, que atinge 70,9 milhões de jovens no mundo. Para 2018, a estimativa é de que o desemprego entre a população jovem aumente ainda mais, chegando a 71,1 milhões de pessoas.

O documento divulgado ontem (20) mostra que, em 2016, a taxa global de desemprego juvenil ficou em 13%. Para 2017, deve ficar um pouco acima, em 13,1%. Apesar do pequeno aumento, o indicador representa melhora significativa se comparado ao auge da crise, em 2009, quando foram registrados 76,7 milhões de jovens desempregados no mundo.

Se considerarmos apenas a América Latina e o Caribe, a taxa de desemprego juvenil ficou em 19,6% em 2017, o que representa 10,7 milhões de pessoas. Os piores indicadores são observados nos Estados árabes (30%) e no norte da África (28,8%).

De acordo com o relatório, cerca de um quinto dos jovens em todo o mundo não estão empregados, estudando ou em treinamento. Apesar da recuperação econômica, o desemprego permanece alto, e os jovens são mais propensos a estar desempregados do que os adultos ao redor do mundo.

O documento revela que, entre os jovens, os baixos níveis de produtividade e uma grande informalidade continuam a ser desafio. Na medida em que as populações envelhecem, a força de trabalho jovem terá que cada vez mais apoiar as pessoas idosas. Essas condições globais exigem esforços concertados para garantir que jovens, tanto mulheres quanto homens, tenham acesso a empregos decentes.

De acordo com o estudo, a diferença nas taxas de desemprego entre jovens e adultos quase não mudou na última década, ilustrando as enormes desvantagens que a juventude enfrenta no mercado de trabalho.

Atualmente, dois em cada cinco jovens na força de trabalho estão desempregados ou estão trabalhando enquanto continuam na pobreza, uma realidade que afeta sociedades do mundo todo.

Em 2017, 39% dos 160,8 milhões de jovens trabalhadores no mundo emergente e em desenvolvimento vivem em pobreza moderada ou extrema, ou seja, com menos de U$ 3,10 por dia. No entanto, há uma leve tendência de que este indicador melhore em 2018, com 158,5 milhões de jovens no mundo trabalhando e vivendo na pobreza (38,5%).

Mulheres

Em 2017, a taxa global de participação delas na força de trabalho é 16,6 pontos percentuais menor que a dos homens, sendo a participação masculina na força de trabalho equivalente a 53,7% e a feminina, 37,1%. Na América Latina, a diferença chega a 19,2 pontos percentuais, sendo os homens responsáveis por 59,3% da força de trabalho e as mulheres, por 40,1%.

As taxas de desemprego das mulheres jovens também são significativamente maiores do que as dos homens jovens.

Além disso, a diferença de gênero na taxa de jovens que não estão trabalhando nem estudando ou recebendo treinamento é ainda maior: 34,4% das mulheres jovens, comparado a 9,8% dos homens jovens. Globalmente, somando homens e mulheres jovens, são 21,8% que não estudam nem trabalham.

Informalidade

Para muitos deles, presente e futuro estão na economia informal. No mundo todo, três em cada quatro jovens mulheres e homens empregados estão no emprego informal (76,7%). A informalidade é comparativamente menor entre os adultos empregados, embora a taxa seja também alta (57,9%). Nos países em desenvolvimento, essa proporção chega a 19 em cada 20 jovens mulheres e homens (96,8%).

Em todos os países emergentes, os jovens em emprego informal representam 83% dos que estão empregados, quase 20 pontos percentuais maior do que entre os adultos. A informalidade é menor, mas ainda relevante, nos países desenvolvidos, onde atinge pouco menos de 20% dos jovens que trabalham.

Outros resultados

O relatório também revela que os setores com algumas das maiores taxas de crescimento de emprego juvenil na última década incluem finanças, comércio e saúde.

No Brasil, 70% dos jovens empregados na saúde são do sexo feminino. O setor de comércio, hotéis e restaurantes representou o maior crescimento de empregos entre os jovens quando comparado aos adultos. De acordo com o documento, este aumento pode estar ligado à transição de uma cultura agrícola para uma de serviços.

Novo mundo de trabalho

De acordo com o relatório, os jovens trabalhadores estão embarcando em um novo mundo, muitas vezes em empregos que não existiam no passado. Em média, os jovens trabalhadores agora são mais educados do que as gerações anteriores. Além disso, crescendo em um ambiente mais aberto à tecnologia, eles estão mais bem preparados do que os adultos para colher oportunidades decorrentes da atual onda de tecnologia e podem se adaptar mais facilmente a novos empregos.

Os jovens trabalhadores também têm mais vantagens no uso do computador do que os trabalhadores mais velhos. Uma análise de dados da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) sugere que os trabalhadores jovens são melhores equipados para resolver problemas em ambientes ricos em tecnologia do que os trabalhadores mais velhos.

As habilidades demandadas também estão mudando. Houve um declínio na busca por capacidades de nível médio, enquanto a procura por trabalhadores altamente qualificados e menos qualificados está crescendo, contribuindo para uma maior polarização no mercado de trabalho.

A demanda por jovens altamente qualificados cresceu fortemente em países de renda alta, enquanto nos países em desenvolvimento e emergentes houve um aumento no trabalho de baixa habilidade.


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Jungmann discute em Washington criação de autoridade sul-americana de segurança

Texto original em EBC Jungmann discute em Washington criação de autoridade sul-americana de segurança

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reuniu em Washington com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Thomas A. Shannon Jr., para discutir a possibilidade de criação de uma autoridade sul-americana de segurança, para combater a criminalidade, principalmente na região de fronteira.

Segundo o ministro da Defesa, no Brasil, o crime organizado se nacionalizou e se transnacionalizou, o que, para Jungmann, representa um risco à sociedade, às instituições e à democracia.

Shannon, que esteve à frente da embaixada norte americana no Brasil de 2011 a 2013, ressaltou a importância do compartilhamento de informações, experiências e inteligência entre governos no combate ao crime organizado internacional.

Durante o encontro, Jungmann lembrou ainda que os Estados Unidos são um dos 23 países que participaram do Amazonlog2017, exercício multinacional interagências de logística humanitária, que ocorreu de 6 a 13 deste mês, em Tabatinga (AM), na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

O evento, inédito na América do Sul, contou com quase 2 mil participantes. O objetivo foi desenvolver diretrizes para ações humanitárias, com resposta rápida a adversidades causadas por ondas migratórias, catástrofes e acidentes.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-11/amazonlog-reforca-…

Fonte: EBC Jungmann discute em Washington criação de autoridade sul-americana de segurança

Reino Unido diz que encontrou gás sarin em amostras de ataque na Síria

Criança recebe tratamento em um hospital em Idlib, no norte da Síria, após suposto ataque com armas químicas. Imagem de divulgação do Idlib Media Center

Criança recebe tratamento em um hospital em Idlib, no norte da Síria, após suposto ataque com armas químicas. Imagem de divulgação do Idlib Media CenterArquivo/Idlib Media Center

O gás sarin ou uma substância similar foi encontrado em amostras recolhidas no local do suposto ataque químico cometido na semana passada na Síria e analisadas por cientistas britânicos, segundo revelou hoje (12) o Reino Unido à Agência EFE.

“O Reino Unido, portanto, compartilha a análise dos Estados Unidos (EUA) de que é altamente provável que o regime (de Assad) é responsável por um ataque com sarin”, indicou o embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft, em discurso no Conselho de Segurança.

Constatação dos EUA

Os EUA consideram, “sem sombra de dúvida”, que as forças do presidente sírio Bashar Al Assad utilizaram esse tipo de arma química na localidade de Khan Sheikhoun. O país considera que a Rússia provavelmente sabia com antecedência do ataque.

Funcionários do Conselho de Segurança Nacional dos EUA declararam ontem (11) à imprensa que têm “provas fisiológicas” de que o regime sírio usou gás sarin contra a população em uma área de domínio rebelde e que possuem uma quantidade “massiva” de evidências que indicam a autoria de Damasco.

Segundo Rycroft, especialistas britânicos tiveram acesso a amostras recolhidas no local do ataque e as análises também confirmaram a presença de sarin ou de um agente neurotóxico similar.

Reino Unido, França e EUA propuseram ao Conselho de Segurança uma resolução sobre o ocorrido em Khan Sheikhoun, um texto que está previsto para ser votado hoje mesmo, e que a Rússia deve vetar.

Apesar dos países ocidentais terem culpado Assad pelo ataque, a minuta não indica nenhum responsável e se concentra em condenar o episódio e a pedir cooperação com a investigação internacional.

Fonte: EBC

Polícia alemã investiga explosões em Dortmund

A polícia da Alemanha investiga se as três explosões registradas nesta terça-feira, próximo ao ônibus da equipe de futebol do Borussia Dortmund, foram por conta de um ataque islamita. É que foi encontrada uma carta no local e ela se referia a uma missão militar alemã na Síria, segundo informações publicadas hoje (12) no jornal Suddeutsche Zeitung. Segundo o jornal e as emissoras regionais NDR e WDR, os investigadores não descartam que os autores tenham deixado uma pista falsa.

A carta, segundo a imprensa, começa com referências a “Alá, o clemente, o misericordioso”, e se refere ao atentado jihadista ocorrido em dezembro no ano passado, em um mercado natalino de Berlim e denúncia que aviões alemães participam do assassinato de muçulmanos do Estado Islâmico (EI).

Assim, diz a carta, atletas e personalidades da “Alemanha e outros países da cruzada” estão na lista de objetivos do Estado Islâmico até que se feche a base americana situada em Ramstein.

Oficialmente, a polícia se limitou dizer hoje que a investigação continua, mas sem dar detalhes. Ela continua analisando a veracidade da carta.

Segundo o jornal Die Welt, a Promotoria federal assumiu a investigação e o Escritório Federal de Investigação Criminal alemão (BKA) criou uma unidade de crise em Berlim.

O ataque aconteceu ontem quando três artefatos explodiram durante da passagem do ônibus do Borussia Dortmund que seguia para o estádio Signal Iduna Park, quando seria jogada a partida contra o Mônaco, pelas quartas de finais da Liga dos Campeões da Europa. O jogo acabou adiado para hoje.

O único jogador ferido foi o espanhol Marc Bartra, operado ontem à noite em um hospital de Dortmund ao fraturar a mão, de acordo com informações divulgadas pelo clube. Um policial que fazia escolta do ônibus também ficou ferido.

Source: EBC