21 de junho, quinta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado. A 2ª rodada da Copa continua cheia de expectativa e pressão. Dinamarca e Austrália abrem o 8º dia da competição. Depois, Peru entra em campo com a esperança de que Guerrero jogue desde o início contra a França. À tarde, Messi terá a tarefa de tentar levar a Argentina à primeira vitória no Mundial, em confronto com a Croácia. Além da Copa, também é notícia: Brasil teve 17,4 mil mortes violentas entre janeiro e abril, o STF pode autorizar sátiras de candidatos nas eleições e a lei que vai permitir que mulheres aprendam a pilotar moto na Arábia Saudita.
Copa do Mundo: 8º dia
9h: Dinamarca x Austrália
A Dinamarca entra em campo querendo resolver a vida e se classificar para as oitavas de final. Após a vitória de 1 a 0 sobre o Peru, a seleção escandinava entra em campo depois de um puxão de orelha do técnico Age Hareide, que cobra performance da equipe. Já a Austrália tenta sobreviver depois de perder para a França na estreia.
12h: França x Peru
Paolo Guerrero
Reuters
A expectativa é de que a equipe peruana tenha Paolo Guerrero desde o início da partida. Na derrota para a Dinamarca na estreia, o atacante entrou só no 2º tempo e mostrou que tem tudo para ser titular. A França entra em campo com sabendo que a última vez que foi derrotada por um país da América do Sul em Copas foi há 40 anos. Mas a fraca performance na estreia colocou pressão sobre os astros da equipe – Pogba, Mbappé e Griezmann – e o técnico Didier Deschamps.
15: Argentina x Croácia
Lionel Messi
Fernando Vergara / AP Photo
A Argentina enfrentará a Croácia pressionada e modificada. Depois da atuação ruim e completamente dependente de Lionel Messi diante da Islândia, Jorge Sampaoli mudou peças e o esquema. Rojo, Biglia e Di Maria deram lugar a Mercado, Acuña e Pavón. A dúvida está no meio: Meza permanece ou dá lugar a Enzo Pérez? O clima na Croácia é bem diferente. A seleção vem de sua melhor estreia em Copas nos últimos 20 anos e pode até encaminhar o primeiro lugar do grupo em caso de vitória.
Blog do Samy Dana: Chances da Copa: Dinamarca x Austrália; França x Peru e Argentina x Croácia
Tite e os Livros
Tite
Markus Schreiber / AP Photo
Não é novidade: Tite gosta de inspirar seus jogadores e, muitas vezes, ele recorre aos livros. Recentemente, o técnico da seleção brasileira distribuiu entre seus jogadores o livro “Liderar com o coração”, escrito pelo técnico norte-americano de basquete, Mike Krzyzewski, conhecido como Coach K. Na lista de livros lidos por Tite estão livros de esporte e autores brasileiros como Paulo Coelho e Luís Fernando Veríssimo. Veja alguns livros lidos, citados ou presenteados por Tite
Mais Copa do Mundo:
Jovens de comunidade no Rio participam de festival da Fifa na Copa da Rússia
Noites Brancas: conheça o fenômeno que causa longos dias claros em São Petersburgo, onde o Brasil joga na sexta
Relembre cinco momentos emocionantes da 1ª semana da Copa que aconteceram fora da Rússia
Em Costa Rica, Mato Grosso do Sul, torcida faz até camiseta para torcer pelo Brasil
Vídeo: aprenda a fazer uma maquiagem para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo
O que é notícia além da Copa:
Monitor da Violência

Editoria de Arte / G1
O Brasil registra quase 4 mil assassinatos em abril. Índice nacional de homicídios criado pelo G1 monitora mês a mês os dados de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Veja mapa.
Sátiras nas eleições
STF discute liberar sátiras sobre candidatos, mas adiou a decisão para esta quinta-feira. Cinco ministros já votaram por permitir. Lei das Eleições impede uso de recursos para ridicularizar candidatos. Abert argumenta que norma viola liberdade de pensamento.
Começa o inverno
Jovem caminha com cachecol e casaco em SP
Dario Oliveira / Estadão Conteúdo
O inverno chega hoje, às 7h07, no horário de Brasília, e vai até 22 de setembro.

Veja a previsão do tempo para quinta-feira (21)
Veja a previsão do tempo por regiões e as temperaturas nas capitais
Mulheres motociclistas
Mulheres aprendem a andar de moto na Arábia Saudita após fim da proibição
As mulheres da Arábia Saudita se preparam para assumir os volantes de carros e também pilotar motocicletas pelo país. Depois de décadas de vigência, a proibição para mulheres conduzir veículos no país termina em 24 de junho.
Pós-Paralimpíada
Cadeirantes têm dificuldades para andar de trem no RJ
Dois anos depois da realização da Paralimpíada do Rio, pessoas com deficiência ainda enfrentam sérios problemas de mobilidade pela cidade, principalmente no transporte ferroviário. Entre os obstáculos, longas escadarias e um vão de cerca de 40 centímetros entre o trem e a plataforma.
Promessas no G1
Daniela Araújo
Divulgação
Após vazamento de áudio em que fala de maconha, Daniela Araújo volta à carreira gospel: ‘Não é bom ter vida dupla’.
Curtas e Rápidas
G1 comenta em vídeo: ‘Jurassic World: Reino Ameaçado’, ‘Tungstênio’ e ‘Desobediência’ são as estreias da semana nos cinemas
Detida, avó brasileira que emigrou com neto deficiente aos EUA pode ser separada definitivamente do jovem
Prefeitura troca asfalto ao redor de carro ‘esquecido’ em rua de bairro nobre de SP
Como Matheus e Kauan chegaram ao topo do sertanejo graças ao reggae, funk e MPB
Blog da Mariza Tavares: a gente tem data de validade para morar sozinho?
Hoje é dia de…
Institui o Dia Nacional do Engenheiro de Custos
Institui o Dia Nacional de Luta Contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
Leia a notícia completa em G1 21 de junho, quinta-feira

Crítica: Desobediência

Quando Ronit (Rachel Weisz), uma jovem e respeitada fotógrafa britânica vivendo em Nova York, recebe a notícia da morte de seu pai, o primeiro impulso dela é tentar enganar a dor com altas doses de prazeres fugazes: balada, bebida e sexo casual. Incapaz de afastar a realidade da perda, ela acaba voltando para o lugar de onde fugiu, uma comunidade judaica ortodoxa no norte de Londres. Este reencontro com o passado e o confronto com o presente formam o eixo central de “Desobediência”, primeiro longa de língua inglesa do chileno Sebastián Lelio — diretor do festejado “Uma mulher fantástica” —, que estreia hoje. Trailer ‘Desobediência’Ao chegar, Ronit enfrenta os olhares de reprovação da família, no seio da qual o pai dela, um rabino conservador e rígido, era respeitado e visto como uma referência. Além disso, ela toma um susto ao rever os amigos mais próximos, o primo Dovid (Alessandro Nivola) e a antiga companheira de subversões Esti (Rachel McAdams), casados e plenamente ajustados às regras daquele grupo fechado.Mais que amizadeO deslocamento sentido por Ronit no meio onde ela nasceu, cresceu e viveu grita em suas ações. Quando ficam claros os laços que a uniam a Esti e Dovid no passado, toda a estranheza começa a se explicar. O trio era inseparável, e as duas criaram uma relação maior do que uma simples amizade. A fuga para Nova York, portanto, não foi apenas um recurso à liberdade. Foi também uma forma de desobediência em face à proibição do amor que ela desejava viver.Revelada aos poucos, a rotina de Esti, uma professora de ensino fundamental, e Dovid, pupilo do falecido rabino e principal candidato a ocupar a função, mostra um casal plenamente ajustado às regras, incluindo o sexo ritual às sextas-feiras, o uso da peruca para as mulheres cobrirem a cabeça e outras tradições de uma cultura rica e complexa. Em contraste à realidade de Ronit, que zomba dos costumes e enfrenta todo tipo de questionamento ao seu comportamento.Uma reaproximação, no entanto, acaba sendo inevitável. E a desobediência, agora de Ronit e Esti, volta a se impor. O que causa uma ruptura não apenas entre os amigos, já que Dovid se sente traído. A comunidade inteira se envolve, o que coloca o desfecho longe da quebra de tabu. Mas que, ainda assim, surpreende pela delicadeza e pelo respeito às individualidades.Uma das forças de “Desobediência” está no elenco, principalmente nas atuações de Rachel Weisz e Rachel McAdams. Embora Alessandro Nivola possa parecer um coadjuvante, é ele quem dá frescor e equilíbrio ao trio central de protagonistas. Além disso, a direção de Lelio, acostumado aos dramas femininos, se impõe pela sugestão, pelo detalhe e pelas ações, mais do que pelo explícito, pelo didatismo ou pela fala. Logo no início do filme, quando Ronit é chamada por uma assistente ao telefone, isso fica claro. O mesmo se pode dizer do desvelar de sua relação com o pai, com a comunidade onde ele era rabino, com a família e com os amigos que deixou para trás.Para fazer o filme, o diretor chileno, que também é coautor do roteiro, com Rebecca Lenkiewicz, baseou-se no romance homônimo de Naomi Alderman. O livro, como quase toda a obra da autora, trata da sexualidade no judaísmo ortodoxo, não como uma forma de afronta, mas como um ponto de partida para discutir aspectos importantes dessas tradições no mundo contemporâneo. Serviço ‘Desobediência’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: Desobediência

Crítica: 'Amores de chumbo'

Em “Amores de chumbo”, Tuca Siqueira aborda o reencontro entre Miguel e Maria Eugênia, que se distanciaram décadas antes, durante o período da ditadura, quando ele foi preso e ela migrou para o exílio na França. A longa parceria não se restringe ao plano ficcional. Seus intérpretes, Aderbal Freire-Filho e Juliana Carneiro da Cunha, também têm conexão antiga. Basta dizer que Aderbal dirigiu Juliana numa montagem de “Mão na luva”, de Oduvaldo Vianna Filho, em 1984. Como sua personagem nesse filme, Juliana foi viver na França, mas por razões totalmente diferentes — a atriz passou a integrar o Théâtre du Soleil —, e, há alguns anos, voltou a participar de trabalhos no Brasil. A companhia conduzida por Ariane Mnouchkine, inclusive, é evocada em “Amores de chumbo” por meio da aparição do ator Maurice Durozier. Trailer ‘Amores de chumbo’O retorno de Maria Eugênia ao Brasil — mais exatamente a Recife, onde a história acontece — abala o casamento de Miguel e Lúcia (Augusta Ferraz), ainda mais diante da descoberta do comprometimento da última na separação dos dois primeiros. O destaque a personagens que tiveram suas trajetórias alteradas pelo regime militar é oportuno. O conflito entre eles, porém, soa pouco original no roteiro da cineasta e de Renata Mizrahi. Em todo caso, o texto suscita reflexões fundamentais, como a importância de não esquecer as arbitrariedades cometidas no passado, o que não significa perder de vista a necessidade de seguir em frente. Além disso, o filme conta com belas sequências sem falas. No elenco, Aderbal, Juliana e Rodrigo Riszla (como Ernesto, filho de Miguel e Lúcia) merecem elogios.Serviço ‘Amores de chumbo’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Amores de chumbo’

Crítica: 'Hereditário'

Já cansou a mania de catalogar como os novos “Beatles” toda banda de talento que surge no cenário musical. De certa forma, isso acontece também, no campo do cinema, com “O exorcista”, quando um filme sobre possessão consegue fugir do lugar-comum. O novo projeto a receber essa comparação é “Hereditário”. A trama envolve uma família que, ao perder sua matriarca, entra num processo de deterioração causado por um luto profundo. Trailer do filme ‘Hereditário’O longa escrito e dirigido por Ari Aster vem recebendo atenção por fugir da técnica do jump scare (sustos) que atualmente assola quase todo filme de terror. Isso gerou a equivocada denominação “pós-terror”. Só que desde sempre existem filmes do gênero que se propõem a gerar reações que não sejam o medo, como a repulsa, a ameaça, entre outras. O que se pode dizer é que existe uma nova geração de cineastas talentosos que vêm investindo num gênero que sempre foi visto como algo menor pelo público.Outro deslize é associar especificamente a esses novos filmes uma preocupação com uma temática político-social. Essa característica não é exclusiva do terror de hoje, mas uma preocupação atual que tem aparecido até em comédias românticas. No caso de “Hereditário”, existe uma profundidade interessante na exploração das relações familiares que não é comum em produções de terror. Mas isso, claro, não é novidade no cinema. O papa no assunto é ninguém menos que o mestre sueco Ingmar Bergman, que disse tudo o que se podia dizer sobre o tema e dirigiu o terror “A hora do lobo”. No caso do projeto de Aster, o problema é a falta de harmonia entre a exploração do primeiro arco e as convenções do terror do segundo. Isso determina um desequilíbrio na narrativa. Mas, apesar dessa falha, a direção e o elenco não sofrem essa oscilação. Serviço ‘Hereditário’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Hereditário’

Detida, avó brasileira que emigrou com neto deficiente aos EUA pode ser separada definitivamente do jovem

Se ela for deportada, jovem com autismo e deficiência neurológica ficará sob cuidado do governo dos EUA pelo menos até os 21 anos. Segundo advogado, dupla não entrou ilegalmente no país e pediu asilo após ser ameaçada por policial no Brasil. Ponto na fronteira do México com o estado do Novo México, nos Estados Unidos
Reprodução/Google Street View
Muito antes da adoção da política de tolerância zero adotada pelos Estados Unidos na fronteira com o México – que separou quase 2 mil crianças de seus pais nas últimas semanas – a brasileira Maria de Bastos sofreu ao ter seu neto tirado de sua companhia ao chegar ao país.
Solicitante de asilo, ela foi detida há dez meses no Novo México, e Matheus, que tem 17 anos e tem autismo e epilepsia severos e isquemia perinatal, não pode acompanhá-la ao centro de detenção por ser menor de idade. Ele foi levado a outro local, inicialmente não informado à avó.
Segundo o advogado que a assiste nos EUA, Eduardo Beckett, ainda hoje os dois continuam separados sem nunca mais terem se visto, e se falam apenas uma vez por semana, por telefone. Maria está em um presídio federal no Texas e Matheus em uma instituição governamental no estado de Connecticut, a cerca de 3 mil quilômetros de distância.
A brasileira, que tentava se estabelecer nos EUA com o jovem que cria desde pequeno, alega sofrer ameaças no Brasil, e aguarda para qualquer momento o resultado de uma decisão judicial que pode tornar a separação permanente. Caso o juiz de imigração decida deportá-la, Matheus fica nos EUA, e ela não poderá entrar no país para visitá-lo.
Decisão
Segundo Eduardo Beckett, se Maria perder o caso, seu neto ficará sob os cuidados do governo dos Estados Unidos até completar 21 anos, quando, teoricamente, terá liberdade para decidir se prefere continuar no país ou retornar ao Brasil.
Mas, como não tem condições de optar sozinho, ainda não está claro quem poderia tomar essa decisão. “Provavelmente um tribunal”, afirma Beckett, que acredita que o resultado deve ser conhecido dentro de algumas semanas.
A avó poderá ainda apelar dentro de um prazo de 30 dias após uma sentença negativa, mas mantém a esperança de que possa sair vencedora. “Esperamos que ela seja libertada, e nesse caso reunida a Matheus. Então, depois de um ano, recebe o status de asilada e após um ano pode pedir o direito de residência permanente”, explica o advogado.
“A única razão pela qual ela saiu do Brasil foi para garantir a segurança do neto, não é justo ou admissível que tenha que ficar longe dele”, diz Beckett.
“É nisso que acreditamos e por isso estamos colocando uma grande pressão sobre esse caso. Já conversei com o congressista que representa nossa região, entrei em contato com a Anistia Internacional. Matheus tem necessidades especiais e isso faz com que sofra ainda mais com a separação”, acrescenta.
De acordo com Beckett, Maria não tentou entrar ilegalmente nos EUA. Ela se apresentou a um posto de fronteira ao chegar e disse que queria pedir asilo. O motivo alegado para sua detenção é porque, em 2007, em outra temporada no país, ela teria trabalhado como babá sem permissão oficial. No entanto, de acordo com Beckett, isso gerou uma punição que a impediu de retornar por dez anos, e que já havia sido cumprida.
Beckett diz ainda que em geral é difícil que um cidadão brasileiro consiga receber asilo nos Estados Unidos porque o país não considera que o Brasil seja um local que ofereça grandes riscos. Por isso, um de seus objetivos é conseguir provar que avó e neto realmente correm perigo, já que afrimam que um policial ameaçou a vida de ambos depois de um desentendimento entre seu irmão e Maria.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe ordem executiva para interromper a separação de pais e crianças na fronteira entre o país e o México, na Casa Branca, na quarta-feira (20), ao lado da secretária de Segurança Kirstjen Nielsen
AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
Separação de famílias
O advogado Beckett não demonstra muito otimismo com a ordem executiva assinada nesta quarta-feira (20) pelo presidente Donald Trump para que famílias sejam detidas juntas, sem que crianças sejam separadas dos pais.
“É um bom primeiro passo, talvez, mostra que a pressão pública funcionou”, avalia, “mas a questão é: por que essas pessoas estão sendo presas, por que estão sendo tratadas como criminosas se não cometeram um crime? A imigração é uma questão social, não um crime”, opina.
Ele também lamenta uma nítida piora nos maus tratos a imigrantes ilegais por conta dos policiais nas fronteiras e dos agentes da Imigração e Fiscalização Alfandegária (ICE, na sigla em inglês) desde a eleição de Trump.
“Eles sempre tiveram uma reputação ruim, tratam imigrantes como inferiores, mas agora é definitivamente pior. Antes ao menos fingiam ser mais decentes”, compara. “Havia alguns casos, mas não um racismo aberto como agora, não assim. Eles são incentivados por nosso presidente e se sentem com mais poder”, lamenta.
Leia a notícia completa em G1 Detida, avó brasileira que emigrou com neto deficiente aos EUA pode ser separada definitivamente do jovem

Crítica: 'Rei'

Dizem que a História costuma ser escrita pelos vencedores. Mas isso não significa, necessariamente, que os derrotados sempre estejam do lado errado dela. O diretor e vIdeoartista americano (radicado no Chile) Niles Attalah encontrou em um personagem pouco conhecido da ocupação territorial chilena no século XIX um improvável material para falar sobre a subjetividade da interpretação histórica. Ao mesmo tempo, constrói um ensaio sobre a decadência do celuloide, que lhe confere um caráter experimental pouco acessível a grandes plateias. Trailer ‘Rei’Orélie-Antoine de Tounens foi um advogado francês que desembarcou em 1860 na América do Sul com sonhos de se tornar o rei da região hoje conhecida como Patagônia, alegando ter o consentimento dos nativos locais. Morreu 18 anos mais tarde, já na França, pobre, frustrado e completamente desconhecido. Diante das imprecisões dos raros registros existentes sobre a aventura de Tounens no Novo Mundo, Attalah opta por uma versão quixotesca e fantasmagórica, na qual máscaras simbolizam a artificialidade da reconstrução histórica.A trajetória de Tounens (Rodrigo Lisboa) e Rosales (Claudio Riveros), seu guia, pelo território dos índios Mapuche, à época em conflito com o governo chileno, é contada em capítulos não lineares, que carregam nas tintas alucinatórias. O efeito é reforçado pelo uso de imagens de arquivo e de material filmado em diferentes suportes — 8mm e 16mm —, e posteriormente enterrados por anos, para apressar a aparência de deterioração física da imagem. O resultado oscila entre o estranho, o deslumbrante e o hipnótico, e, às vezes, ostensivamente “artístico”. Serviço ‘Rei’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Rei’

Dupla suspeita de tráfico de drogas é presa em loja de cosméticos, em Manaus

Polícia afirma que local foi alugado com dinheiro da venda de entorpecentes. Dupla utilizava loja de cosméticos para vender entorpecentes
Divulgação/SEAOP
Dois homens, de 26 e 27 anos, foram presos por suspeita de tráfico de drogas no Conjunto Oswaldo Frota, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. A polícia afirma que a dupla escondia os entorpecentes em uma loja de cosméticos, alugada com dinheiro do tráfico. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (20).
Por meio de nota, a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) informou que o comércio era apenas usado para encobrir a venda de drogas. Uma denúncia levou a equipe de policiais até o estabelecimento, onde foram apreendida uma balança de precisão, porções de cocaína, um revólver calibre 38 e cerca de R$ 2,9 mil.
Ainda segundo o comunidado, no andar superior do estabelecimento, a dupla guardava o entorpecente, que era previamente preparado para a venda. A Seaop afirma que o espaço foi alugado pelos suspeitos com dinheiro do tráfico e que há indícios de que o local era usado para lavagem de dinheiro.
Ambos os criminosos já possuem passagem pela polícia, por crimes como porte ilegal de arma e roubo. Eles foram encaminhados para o 6° Distrito Integrado de Polícia (6° DIP) para os procedimentos cabíveis.
Leia a notícia completa em G1 Dupla suspeita de tráfico de drogas é presa em loja de cosméticos, em Manaus

Crítica: 'Canastra suja'

Existe um filão do cinema contemporâneo que se refestela na sordidez. Sob o pretexto de revelar a face abjeta, egoísta e animalesca da humanidade, a narrativa se resume a uma compilação de cenas em que os personagens revelam novas facetas grotescas. “Canastra suja” pertence a essa linhagem e é sob esse viés que são explorados os dramas e contradições da família formada por um pai manobrista (e bêbado), uma mãe dona de casa (e marombeira às escondidas), uma filha secretária de dentista (e virgem que negocia sua sensualidade para melhorar de vida), um filho ocioso (e revoltado contra o pai) e uma caçula autista. Trailer ‘Canastra suja’Filmado em planos sequência de câmera na mão, com fotografia dessaturada, o filme almeja uma certa modernidade nua e crua, mas seu “realismo” parece consistir unicamente em mostrar as máculas existenciais de seus protagonistas e realizar reviravoltas mirabolantes de roteiro. É claro que é possível fazer grande ficção explorando atos torpes de pais, mães e filhos — Nelson Rodrigues é um grande exemplo disso —, mas, na aproximação que Caio Soh faz da narrativa, só sobressai a mesquinharia do olhar e a vontade de ser espertinho ao se fazer de grande denunciador da hipocrisia alheia. “Canastra suja” acaba sendo tão desprezível quanto o diretor acha que seus personagens são. Serviço ‘Canastra suja’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Canastra suja’

Crítica: 'Tungstênio'

“Tungstênio” é um perfeito exemplo de falso filme bom. Tem ritmo frenético, apelo pop, enquadramentos excêntricos, vaivéns temporais que reconstroem o sentido do que acontece, reviravoltas inesperadas… Ou seja, tudo que está na cartilha já bem pisoteada da linguagem “de impacto” de um certo cinema contemporâneo com cara de publicidade. Nada contra artifícios, claro. O problema é quando você tira a pirotecnia do filme e ele desmonta, e aqui é isso que acontece. Trailer ‘Tungstênio’Adaptado de um quadrinho de Marcello Quintanilha, “Tungstênio” parece uma tentativa do diretor Heitor Dhalia de retomar o hype e a atmosfera de “O cheiro do ralo”. A sensação de mundo cão blasé é semelhante, e até mesmo uma narração literária e misantropa — mais complexa do que no filme anterior, mas igualmente afetada e intrusiva — domina a narrativa. Mas é a dramaturgia rala o que mais chama atenção.Nesse jogo de gato e rato em que três homens tentam cantar de galo e uma mulher tenta sair do jugo de um deles, os personagens tornam-se joguetes para truques narrativos ou pretexto para estilização visual. O arco dramático da personagem feminina é particularmente constrangedor. É uma pena, porque no meio de tanto fru-fru é possível notar que Wesley Guimarães, Fabrício Boliveira e José Dumont imprimem forte fisicalidade a seus papéis. Mas o desejo de choque a todo custo impede “Tungstênio” de atingir qualquer maturidade dramática ou estilística. Serviço ‘Tungstênio’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Tungstênio’

Crítica: 'Em Guerra Por Amor'

O registro interpretativo de Pif (nome artístico de Pierfrancesco Diliberto) em “Em guerra por amor” lembra um pouco o de Massimo Troisi em “A viagem do Capitão Tornado” (1990). Não por acaso, Pif — que, além de atuar, assina a direção e o roteiro (em parceria com Michele Astori e Marco Martani) — dedica o filme a Ettore Scola. Trailer ‘Em guerra por amor’Reverente a uma tradição de comédia do cinema italiano, Pif surge aqui como o atrapalhado Arturo. Ele e Flora (Miriam Leone) vivem em Nova York e planejam se casar. Mas ela tem união acertada com outro homem, Carmelo (Lorenzo Patané). Para reverter a situação, Arturo decide viajar até a Itália para pedir a mão de Flora ao pai dela. Em plena Segunda Guerra, o único modo que encontra para chegar lá é se alistando no exército.A trilha sonora de Santi Pulvirenti acentua o humor. Ao longo da projeção, bons personagens — como Saro (Sergio Vespertino), o cego que identifica a proximidade dos bombardeios — e momentos inspirados — as discussões entre os idosos em relação às estátuas de Nossa Senhora e Benito Mussolini que levam para o abrigo — divertem o público, que também se depara com cenas que realçam a brutalidade da guerra. Serviço ‘Em guerra por amor’
Leia a notícia completa em O Globo Crítica: ‘Em Guerra Por Amor’