MEC prorroga adesão de estados e municípios ao Mais Alfabetização

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O prazo para estados e municípios aderirem ao Programa Mais Alfabetização foi prorrogado para 15 de fevereiroArquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O prazo para estados e municípios aderirem ao Programa Mais Alfabetização foi prorrogado para 15 de fevereiro. A data anterior para o fim do período de adesão era ontem (2).

A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação, As escolas terão prazo até 16 de fevereiro para fazer sua inscrição no programa.

O programa foi criado para apoiar escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e do segundo anos do ensino fundamental.  A proposta consiste em reforçar o trabalho do professor com a participação de um assistente, a fim de aprimorar a experiência dos alunos nas áreas de leitura, redação e matemática. Os assistentes serão estudantes de pedagogia e licenciatura. A previsão é que o programa esteja funcionando em março. Serão investidos R$ 200 milhões para o pagamento dos assistentes pedagógicos.

A expectativa é atender a 4,2 milhões de alunos em aproximadamente 200 mil turmas espalhadas pelo Brasil. O repasse será feito por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e os auxiliares receberão R$ 150 por mês para cada turma em que atuarem, podendo acumular até oito turmas. Não há vínculo empregatício. Os candidatos a assistente devem, obrigatoriamente, passar por um processo de seleção elaborado pelos municípios.

O programa Mais Alfabetização faz parte da Política Nacional de Alfabetização, lançada pelo MEC em 2017 para combater a estagnação dos baixos índices registrados pela Avaliação Nacional de Alfabetização. O conjunto de iniciativas terá investimento total de R$ 523 milhões.


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Estudantes pedem garantia de orçamento para Olimpíada de Matemática em 2018


A cerimônia de entrega de medalhas da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) foi marcada por uma manifestação de estudantes pela continuidade da competição, com garantia de orçamento. Na plateia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, alguns levantaram cartazes com a frase “Queremos OBMEP 2018”.

A realização da OBMEP depende de recursos repassados pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que aportam recursos no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organizador da competição. O diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, disse que se a proposta orçamentária para o próximo ano for mantida pelo governo do jeito em que está, a olimpíada corre risco de realização por falta de recursos.

“Sou otimista até debaixo d’água e acredito que ainda pode ser modificada, mas com essa previsão orçamentária não é possível realizar a olimpíada como nós a conhecemos, com essa amplitude que ela tem”, disse, Segundo ele, a OBMEP requer investimentos de R$ 53 milhões, divididos em partes iguais entre os dois ministérios.

Para o diretor do Impa, reduzir o número de participantes da olimpíada não pode ser considerada uma alternativa. “O que significa reduzir? É impedir a metade dos alunos participar? A olimpíada pela metade não tem sentido, descaracteriza os objetivos de instrumentos de inclusão social e educacional que tem”.

O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Elton Santa Fé Zacarias, discursou logo após a manifestação dos estudantes e respondeu ao pedido: “Já sei o que vocês querem e o ministério vai fazer todo esforço para que a olimpíada em 2018 aconteça”, afirmou.

Entrega de medalhas da 12 Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Entrega de medalhas da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), no Theatro Municipal do Rio de JaneiroCristina Indio do Brasil/Agência Brasil 

Antes da cerimônia, o secretário disse à Agência Brasil que o corte de recursos ameaça a OBMEP, mas afirmou que há negociações no Congresso Nacional para aumentar os valores no orçamento do ministério para o ano que vem. Além disso, segundo Zacarias, é possível que haja um remanejamento de recursos dentro da pasta. “Existe uma regra orçamentária para o setor de Ciência e Tecnologia que é o remanejamento das rubricas que são livres, então, o ministério tem um certo poder de manobra para tentar reequilibrar o orçamento do IMPA, se for necessário”, disse.

Se a questão do orçamento ainda está indefinida, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já tem como certa a liberação de R$ 500 mil para pagar passagens e diárias para estudantes brasileiros que vão participar de olimpíadas internacionais de conhecimento, não apenas as de matemática. O diretor de desenvolvimento científico e de tecnologia da Finep, Wanderley de Souza, afirmou que o edital deve ser divulgado em até três semanas. “Vamos abrir uma chamada para selecionar duas ou três olimpíadas que possam receber este apoio. Não é possível [um estudante] passar por um processo seletivo e ainda tem que fazer vaquinha para poder viajar”, afirmou.

Mudanças na OBMEP

Na edição de 2017, que terá os resultados divulgados ainda este mês, a OBMEP foi aberta a estudantes de escolas particulares. Segundo Viana, diretor do Impa, a competição poderá ser estendida para alunos das primeiras séries escolares.

“Abrir a possibilidade de toda escola brasileira possa participar foi um primeiro passo que já realizamos em 2017. Tivemos 20% das escolas privadas brasileiras participando e acreditamos que esse percentual vai aumentar na medida em que a notícia for se espalhando. Por outro lado, temos o sonho, ainda mais ambicioso, de estender a olimpíada para os primeiros anos no ciclo inicial. É um sonho grande porque estamos falando em passar de 50 mil escolas para 200 mil escolas. Isso é importante porque achamos que crianças pequenininhas quando entram na escola gostam de matemática”.

Para o secretário de Educação do Rio de Janeiro, Wagner Victer, que tem um filho estudante de escola pública e medalhista da OBMEP, a competição incentiva também a participação em olimpíadas de outras matérias.


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Gabarito oficial do Enem 2017 é divulgado

Texto original em EBC Gabarito oficial do Enem 2017 é divulgado

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou há pouco o gabarito oficial das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, realizadas nos dias 5 e 12 de novembro. 

Com o gabarito, os candidatos podem saber quantas questões acertaram. 

Correção das provas

A correção das provas é feita usando a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), em que o valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.

Dessa forma, um item em que grande número dos candidatos acertarem será considerado fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. Já o estudante que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item.

Por isso, não é possível calcular a nota final apenas contabilizando o número de erros e acertos em cada uma das provas. Dois candidatos que acertarem o mesmo número de questões podem ter pontuações diferentes.  O estudante só tem como saber a nota final no Enem quando o resultado sair.

A correção é feita por meio de um sistema de reconhecimento no qual a Fundação Getulio Vargas e a Cesgranrio extraem os dados com as respostas das questões objetivas de cada participante, durante a etapa de digitalização. Por isso, é imprescindível que o preenchimento do cartão-resposta tenha sido realizado com caneta esferográfica de tinta preta.

O Boletim de Desempenho deverá ser disponibilizado aos participantes em 19 de janeiro de 2018.

Fonte: EBC Gabarito oficial do Enem 2017 é divulgado