Mesmo com acordo, caminhoneiros mantêm protestos nas rodovias federais

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra nenhuma desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país, após o anúncio de um acordo com o governo nessa quinta-feira (24). 

Na Régis Bitencourt, em São Paulo, carretas e caminhões permanecem estacionadas ao logo da rodovia. O mesmo ocorre em rodovias no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estado que apresenta 74 pontos de manifestação. No Distrito Federal, a PRF registra manifestação de caminhoneiros na BR-020, BR-060, BR-070 e BR-080. 

Manifestação de caminhoneiros contra o reajuste nos preços do óleo diesel, ainda trava pontos da Rodovia Presidente Dutra.

Caminhoneiros protestam na Rodovia Presidente Dutra (Cristina Indio do Brasil/Arquivo Agência Brasil)

Em Brasília, durante toda a madrugada e no começo desta manhã, motoristas ainda fazem filas para abastecer seus carros nos postos que mantêm estoques de gasolina e diesel, caso do posto Shell da Quadra 307, na Asa Norte, no Plano Piloto. No local, a fila de carros para abastecer chega a entrar na área de estacionamento da quadra residencial.

Acordo

Pelo acordo firmado ontem à noite entre o governo e representantes dos caminhoneiros, a paralisação será suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias, enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União. 

O governo também prometeu uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o fim do ano, sem mexer na política de reajustes da Petrobras, e vai subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês. “Nos momentos em que o preço do diesel na refinaria cair e ficar abaixo do fixado, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzindo o custo do Tesouro”, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. 

O governo também se comprometeu a zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o diesel até o fim do ano. Também negociará com os estados, buscando o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspenso. “Chegou a hora de olhar para as pessoas que estão sem alimentos ou medicamentos. O Brasil é um país rodoviário. A família brasileira depende do transporte rodoviário. Celebramos esse acordo, correspondendo a essas solicitações, dizendo humildemente aos caminhoneiros: precisamos de vocês”, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. 

Para cumprir a proposta de previsibilidade mensal nos preços do diesel até o fim do ano, o governo precisará negociar com o Congresso o projeto aprovado ontem na Câmara que zera o PIS/Cofins para o diesel. A ideia – apresentada nessa quinta-feira – é que o tributo não seja zerado, mas usado para compensar a Petrobras em tempos de alta no valor do barril do petróleo e para manter os preços estáveis. 

Quanto ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que já tem projeto de alteração tramitando no Senado, o governo também precisaria negociar com os governadores, pois se trata de um imposto estadual. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a discussão será sobre a alteração do cálculo desse imposto, que varia de acordo com o preço do combustível. Ou seja, se o diesel aumenta, o ICMS também aumenta. 

“PIS/Cofins e Cide têm um valor fixo por litro. Como um dos problemas é a previsibilidade em função da política de preços, vamos conversar com os governos estaduais para discutir uma sistemática de cálculo do ICMS semelhante à do PIS/Cofins, ou seja, com uma base fixa”, disse Guardia. 

A decisão de suspender a paralisação, porém, não é unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, uma delas, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusou a proposta. O presidente da associação, José Fonseca Lopes, deixou a reunião no meio da tarde e disse que continuará parado. “Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. […] vim resolver o problema do PIS, da Cofins e da Cide, que está embutido no preço do combustível”, afirmou Lopes. 

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Valter Casimiro (Transportes) e o general Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) se sentaram à mesa com representantes dos caminhoneiros, em busca de uma trégua na paralisação, que afeta a distribuição de produtos em todo o país. Os ministros entendem que o governo e a Petrobras têm mostrado iniciativa suficiente.

Os representantes dos caminhoneiros pedem o fim da carga tributária sobre o óleo diesel. Eles contam com a aprovação, no Senado, da isenção da cobrança do PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre o diesel até o fim do ano. A matéria foi aprovada ontem pela Câmara e segue agora para o Senado. Caso seja aprovada, a isenção desses impostos precisará ser sancionada pelo presidente da República.

 

*Colaborou Marcelo Brandão


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Anfavea anuncia que montadoras estão paradas

A paralisação dos caminhoneiros afeta também o mercado automobilístico. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que, a partir de hoje (25), todas as linhas de produção instaladas no Brasil estão paradas.

A indústria automobilística gera de impostos mais de R$ 250 milhões por dia e, por isso, a paralisação terá forte impacto na arrecadação do país.

“A greve dos caminhoneiros afetará significativamente nossos resultados, tanto para as vendas quanto para a fabricação e exportação”, diz a Anfavea em nota divulgada à imprensa.

Segundo a associação, a média diária de produção foi de 12,6 mil unidades. A maioria das montadoras já está sem produzir e outras estão com os pátios lotados, sem o transporte das cegonhas, e não há como estocar veículos.


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IGP-10 registra inflação de 0,79% em janeiro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou inflação de 0,79% em janeiro, na primeira apuração feita em 2018. A taxa é inferior às apuradas em dezembro de 2017 (0,90%) e em janeiro daquele ano (0,88%).

Apesar da inflação em janeiro, o IGP-10, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula deflação (queda de preços) de 0,51% em 12 meses. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

A queda da taxa entre dezembro e janeiro foi provocada pelos preços no atacado e pelo custo da construção. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, caiu de 1,22% em dezembro para 1,06% em janeiro, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção recuou de 0,30% para 0,08%.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,29% para 0,36%.


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ANP aprova oferta permanente de blocos de petróleo e gás devolvidos

A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou hoje (28) o início do processo de oferta contínua de campos devolvidos ou em processo de devolução nas áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural. São 846 blocos de 13 bacias sedimentares brasileiras, no total de 285.399,65 quilômetros quadrados (km²).

Os blocos exploratórios foram ofertados em rodadas anteriores e não arrematados, além dos devolvidos à ANP. O processo está previsto no artigo 4º da Resolução 17/2017 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

De acordo com a agência reguladora, as áreas selecionadas incluem blocos nas bacias maduras terrestres do Recôncavo, Potiguar, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo. Também estão previstos blocos nas bacias terrestres de nova fronteira do Acre, Amazonas, Paraná, Parnaíba, São Francisco e Tucano, além de blocos nas bacias marítimas do Pará-Maranhão, Sergipe-Alagoas, Campos e Santos. Estão incluídas também15 áreas com acumulações maduras nas bacias terrestres do Espírito Santo, Potiguar e Recôncavo.

A agência destacou que as áreas selecionadas ainda dependem de avaliação dos órgãos ambientais competentes para serem concedidas. Os blocos selecionados para a oferta permanente serão divulgados no site Brasil Rounds a partir de quinta-feira (30), quando serão publicadas informações mais detalhadas.

Regras

As regras para participação e os parâmetros técnicos e econômicos das áreas em oferta permanente serão anunciadas pela ANP até o final de abril de 2018, quando o processo de licitação será iniciado de forma contínua. As sessões de apresentação de ofertas deverão ocorrer a partir de novembro do ano que vem. A sessão de apresentação de ofertas só será realizada se a ANP tiver recebido pelo menos uma manifestação com o aporte da garantia de oferta para cada área de interesse.

Para o órgão regulador, “a abertura do processo de oferta permanente representa mais um passo importante na retomada da atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Ao trazer oportunidades para empresas de distintos perfis e tamanhos, faz parte do conjunto de medidas que estão sendo adotadas visando ao desenvolvimento de um setor diversificado, dinâmico e competitivo nos diferentes ambientes exploratórios existentes no Brasil: pré-sal, mar convencional e terra”.

A expectativa da ANP é conseguir, por meio da oferta contínua, “o aumento dos investimentos e da produção de petróleo, com impactos na arrecadação e na geração de emprego e renda, especialmente nas regiões selecionadas”.


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Mudança na reforma da Previdência reduzirá em 40% economia estimada pelo governo

Brasília - O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, participa do programa A Voz do Brasil (Valter Campanato/Agência Brasil)

O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, participa do programa A Voz do Brasil Valter Campanato/Agência Brasil

Com o novo texto da reforma da Previdência, definido na semana passada pelo Palácio do Planalto e pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o governo deve deixar de economizar cerca de R$ 320 bilhões no período de dez anos, ou cerca de 40% da economia estimada na comparação com a proposta inicial enviada no ano passado ao Congresso.

De acordo com o secretário de Previdência do Mistério da Fazenda, Marcelo Caetano, a estimativa inicial do governo com a reforma era de uma economia nos cofres públicos de aproximadamente R$ 800 bilhões em uma década. “[Com as mudanças] se preserva 60%, um pouco mais da economia da reforma. Mas o importante colocar é que a redução da economia da reforma se obteve por meio de uma preservação da população mais carente. Se houve perda de economia, foi para assegurar benefícios para a população mais carente e obter a economia por meio da quebra de privilégios”,  defendeu Caetano à Agência Brasil. O secretário esteve hoje na sede da Empresa Brasil Comunicação (EBC) para participar do programa A Voz do Brasil.

Segundo ele, não houve “recuo” da parte do governo. “Não é um recuo, faz parte de um processo de negociação política. A gente vive em um ambiente democrático que demanda negociações e debates. Essa alteração como apareceu agora procura equilibrar a solvência das contas públicas e a quebra de privilégios. Procura conciliar o equilíbrio entre a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social”, disse o secretário.

Caetano explicou ainda que as mudanças no texto mantém os benefícios para a população mais pobre, como o Benefício de Prestação Continuada (Loas ou BPC), que é a garantia de um salário mínimo mensal para idosos ou deficientes mais carentes. Para trabalhadores rurais também não haverá alterações.

Para o secretário, a reforma é “fundamental para o país”, especialmente para quebrar privilégios. “Isso vai acontecer tratando os iguais de forma iguais. Então, daqui para a frente, não importa se a pessoa for deputado, senador, juiz, desembargador, ou se ocupar um cargo de salário mais baixo no setor privado. Não importa, as regras vão ser as mesmas para todo mundo”.

Com o novo texto, reforçou Caetano, haverá um período de transição de 20 anos para começar a valer a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para as mulheres. O tempo mínimo de contribuição permanece em 15 anos, como na proposta original do governo. “Isso também beneficia a população mais pobre, que tem mais dificuldade de inserção no mercado de trabalho e só consegue contribuir por 15 anos”, disse.


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Em apresentação a diplomatas, CNI mostra dados que indicam fim da recessão


Pela primeira vez nos últimos três anos todos os indicadores medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) evoluíram de forma favorável, indicando o fim da recessão no Brasil, segundo informou hoje (21) o diretor de Políticas e Estratégia da entidade, José Augusto Fernandes.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira a mais de 100 representantes diplomáticos de 80 países, que participam do 8ª Briefing Diplomático, um fórum de interação entre o setor industrial e o corpo diplomático em Brasília.

O Briefing Diplomático ocorre duas vezes ao ano, no primeiro e no segundo semestre, desde 2014.

Segundo Fernandes, a confiança do empresário industrial alcançou 56 pontos em outubro, acima da média histórica do indicador; a produção industrial parou de cair e teve leve melhora; a inflação está abaixo do esperado; o risco país passou de 289 pontos para 243 pontos; a intenção de investimentos subiu de 46,5 para 49,6 e o desemprego caiu de 12,4% em setembro deste ano.

A CNI também apresentou aos representantes diplomáticos a posição do setor industrial sobre a agenda de reformas propostas pelo governo, países prioritários para negociações internacionais e a regulamentação da Lei de Migração.


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Petrobras produziu 2,77 milhões de barris de petróleo e gás por dia em outubro


A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras atingiu a marca de 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em outubro. Deste total, 2,67 milhões foram produzidos no Brasil e 104 mil no exterior. As informações foram divulgadas hoje (14) pela estatal.

De acordo com a Petrobras, a produção média de petróleo no Brasil foi de 2,16 milhões de barris por dia (bpd). A produção de gás natural no país, excluído o volume liquefeito, foi de 80,3 milhões de metros cúbicos por dia, representando uma diminuição de 1,5% em relação a setembro. A redução deveu-se às paradas para manutenção das plataformas Cidade de Anchieta e Cidade de Caraguatatuba.

Na camada pré-sal, a produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras foi de 1,63 milhão de barris óleo equivalente por dia, volume 2,9% abaixo do mês anterior. Esse resultado também deveu-se às paradas para manutenção das mesmas plataformas.


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Ministério da Agricultura vai lançar aplicativo para conectar produtores rurais


O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prepara o lançamento de um aplicativo para celular que vai conectar produtores, legisladores, veterinários e demais pessoas ligadas à pecuária ao maior banco de dados sobre a saúde animal no Brasil. Desenvolvido em parceria da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) com o Departamento de Saúde Animal (DSA) do ministério, o aplicativo, chamado Saúde Animal, vai oferecer informações sobre doenças, vacinas, trânsito de animais e ainda receber denúncias sobre situações irregulares ou suspeitas em qualquer lugar do pais.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do DSA, Guilherme Marques, um dos criadores do projeto, explica que a equipe partiu da necessidade de atualização do Manual Veterinário de Colheita e Envio de Amostras, feito em 2010.

Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Divulgação/Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Guilherme Marques, diretor do Ministério da Agricultura, prevê que o aplicativo será usado por 5 milhões de produtores.Divulgação/Mapa.

“A grande dificuldade era, por incrível que pareça, de custos, porque o manual foi impresso em cores em papel resistente a água, o que não era barato. Além do que, hoje em dia, as pessoas não carregam mais informações impressas. Elas carregam o celular, mesmo na roça. Então pensamos num aplicativo que pudesse inclusive funcionar offline”. explica.

Falando com Lia

Ainda em fase de testes, o aplicativo vai funcionar tanto no sistema Android quanto no IOS e já tem uma atendente virtual, chamada Lia, que responde em português, espanhol ou inglês a perguntas dos usuários.

“Por enquanto – explica Marques – ela ainda não sabe muita coisa, porque o banco de dados ainda não tem tudo. Mas as informações vão sendo passadas por produtores, veterinários, técnicos e processadas no DSA. A ideia é que os dados sejam atualizados constantemente”.

Para acessar as informações, o usuário terá que se cadastrar e a partir dai ficará conectado com a atendente virtual, que poderá responder às suas perguntas. Isso é importante para a localização do usuário, pela qual o aplicativo identifica a região e pode oferecer o conteúdo mais adequado.

As notificações de doenças, ou de suspeitas de doenças, poderão ser feitas off line e a assistente Lia avisa que elas serão transmitidas ao sistema assim que o usuário se conectar a uma rede. Apesar da quantidade e da complexidade do conteúdo, o aplicativo é leve suficiente para não sobrecarregar a memória dos smartphones.

Público-alvo

Segundo Guilherme Marques, o aplicativo deve atingir, em todo o Brasil, um público-alvo de 5 milhões de produtores rurais, 120 mil veterinários e mais 18.700 servidores públicos e auxiliares técnicos da saúde animal.

“Toda e qualquer produção de conhecimento e tecnologia precisa estar numa base de dados por duas razões principais: primeiro, melhorar o conhecimento e o nível de educação no meio agropecuário; e, segundo, permitir a maior participação do produtor na formulação das politicas públicas”. disse Marques.

O novo aplicativo será lançado oficialmente no próximo dia 4 de dezembro, durante o Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – Endesa 2017 – em Belém, estado do Pará, com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi


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Ministério da Agricultura vai lançar aplicativo para conectar produtores rurais


O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prepara o lançamento de um aplicativo para celular que vai conectar produtores, legisladores, veterinários e demais pessoas ligadas à pecuária ao maior banco de dados sobre a saúde animal no Brasil. Desenvolvido em parceria da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) com o Departamento de Saúde Animal (DSA) do ministério, o aplicativo, chamado Saúde Animal, vai oferecer informações sobre doenças, vacinas, trânsito de animais e ainda receber denúncias sobre situações irregulares ou suspeitas em qualquer lugar do pais.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do DSA, Guilherme Marques, um dos criadores do projeto, explica que a equipe partiu da necessidade de atualização do Manual Veterinário de Colheita e Envio de Amostras, feito em 2010.

Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Divulgação/Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Guilherme Marques, diretor do Ministério da Agricultura, prevê que o aplicativo será usado por 5 milhões de produtores.Divulgação/Mapa.

“A grande dificuldade era, por incrível que pareça, de custos, porque o manual foi impresso em cores em papel resistente a água, o que não era barato. Além do que, hoje em dia, as pessoas não carregam mais informações impressas. Elas carregam o celular, mesmo na roça. Então pensamos num aplicativo que pudesse inclusive funcionar offline”. explica.

Falando com Lia

Ainda em fase de testes, o aplicativo vai funcionar tanto no sistema Android quanto no IOS e já tem uma atendente virtual, chamada Lia, que responde em português, espanhol ou inglês a perguntas dos usuários.

“Por enquanto – explica Marques – ela ainda não sabe muita coisa, porque o banco de dados ainda não tem tudo. Mas as informações vão sendo passadas por produtores, veterinários, técnicos e processadas no DSA. A ideia é que os dados sejam atualizados constantemente”.

Para acessar as informações, o usuário terá que se cadastrar e a partir dai ficará conectado com a atendente virtual, que poderá responder às suas perguntas. Isso é importante para a localização do usuário, pela qual o aplicativo identifica a região e pode oferecer o conteúdo mais adequado.

As notificações de doenças, ou de suspeitas de doenças, poderão ser feitas off line e a assistente Lia avisa que elas serão transmitidas ao sistema assim que o usuário se conectar a uma rede. Apesar da quantidade e da complexidade do conteúdo, o aplicativo é leve suficiente para não sobrecarregar a memória dos smartphones.

Público-alvo

Segundo Guilherme Marques, o aplicativo deve atingir, em todo o Brasil, um público-alvo de 5 milhões de produtores rurais, 120 mil veterinários e mais 18.700 servidores públicos e auxiliares técnicos da saúde animal.

“Toda e qualquer produção de conhecimento e tecnologia precisa estar numa base de dados por duas razões principais: primeiro, melhorar o conhecimento e o nível de educação no meio agropecuário; e, segundo, permitir a maior participação do produtor na formulação das politicas públicas”. disse Marques.

O novo aplicativo será lançado oficialmente no próximo dia 4 de dezembro, durante o Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – Endesa 2017 – em Belém, estado do Pará, com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi


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Comércio varejista tem queda de 0,2% nas vendas, indica IBGE

Agência Brasil

Nos últimos 12 meses, comércio acumula queda de 5,4% nas vendas Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O comércio varejista brasileiro registrou em fevereiro queda de 0,2% nas vendas e alta de 0,1% na receita nominal na comparação com janeiro. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados hoje no Rio de Janeiro. Apesar de negativo, o resultado das vendas não exerceu efeito sobre a média móvel que se mantém positiva pelo segundo mês seguido. Em fevereiro, ficou em 1%, enquanto em janeiro foi de 1,4%.

Mas se a relação é com fevereiro de 2016, o varejo recuou 3,2% no volume de vendas. Essa é a vigésima terceira taxa negativa consecutiva. Assim, nos dois primeiros meses do ano, o comércio varejista acumula redução de 2,2% nas vendas e queda de 5,4% na taxa acumulada nos últimos 12 meses.
Já a receita nominal de vendas apresentou em fevereiro deste ano variação de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2016. No acumulado no ano, 2,1%.  Nos últimos doze meses, 4,2%.

Segundo o IBGE, o comércio varejista ampliado, que além do varejo inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção teve variação de 1,4% para o volume de vendas em relação ao mês anterior, na série ajustada sazonalmente, e de 1% para receita nominal de vendas. No volume de vendas, é a quarta vez consecutiva que ficou positivo. Mas quando a comparação é com fevereiro de 2016, o comércio varejista ampliado teve redução de 4,2% para o volume de vendas e de 1,7% na receita nominal de vendas. Nas taxas acumuladas, as variações para o volume de vendas foram de queda de 2,1% no ano e de 7,5% nos últimos 12 meses. 

Atividades com variação positiva

Das oito atividades pesquisadas que compõem o varejo, cinco tiveram variação positiva no volume de vendas na passagem de janeiro para fevereiro. Móveis e eletrodomésticos registraram alta de 3,8%; tecidos, vestuário e calçados, 1,5%; livros, jornais, revistas e papelarias, 1,4%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, 1%; e combustíveis e lubrificantes, 0,6%.

As atividades com taxas negativas foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com queda de 0,5%; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, 1,5%; e outros artigos de uso pessoal e doméstico, 1,8%.

Os índices indicam também que as vendas recuaram em 11 das 27 Unidades da Federação pesquisadas na passagem de janeiro para fevereiro. As maiores variações negativas foram em Mato Grosso (-4,7%); Rio Grande do Sul (-4,4%) e Goiás (-4,2%).

Quando a comparação é de fevereiro deste ano com fevereiro de 2016, 21 das 27 Unidades da Federação acusaram resultado negativo. Os destaques foram Goiás (-15,0%), Tocantins (-14,9%) e Pará, (-14,0%). Os avanços nas vendas ficaram com Mato Grosso do Sul (19,1%) e Santa Catarina (10,6%).

Fonte: EBC