Casos de sarampo aumentaram mais de 30% no último ano, diz OMS


RIO- A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira que em 2017 a quantidade de casos de sarampo superou em mais de 30% o índice de 2016. Há um aumento em todo o mundo, especialmente na América Latina e na Europa. A organização explica que o crescimento tem relação com o fato de nesses lugares alguns pais deixarem de vacinar seus filhos. O relatório aponta que em 2017 foram notificados oficialmente 173 mil casos da doença, mas o número real é estimado em 6,7 milhões. No ano passado, 110 mil pessoas morreram, em sua maioria crianças, devido à doença. sarampo- Mais preocupante que o aumento no número de casos reportados é que vemos uma transmissão sustentada de sarampo em países onde há muitos anos não havia contagio- afirmou Martin Friede, coordenador da Iniciativa para Pesquisa em Vacinas.- Isso sugere que, na verdade, estamos tendo um retrocesso em certos casos. A doença é altamente contagiosa e pode ser fatal ou causar perda de audição e desordens mentais nas crianças. Muitas vezes, o sarampo antecipa outras infecções como a difteria em populações com baixos índices de vacinação.Alemanha, Russia e Venezuela tiveram grandes surtos de sarampo no ano passado, o que fez com que a OMS retirasse a certificação de erradicação de contágio desses países.- Olhando os números de 2018, estamos vendo um aumento que parece ser sustentado e nos preocupa que essa ascensão signifique uma tendência- afirmou Friede. Segundo a organização, é provável que 2018 registre um número de casos maior que em 2017. A cobertura global para a primeira dose de vacina contra o sarampo está em 85%, quando o necessário para impedir surtos é que ela chegue a 95%, de acordo com o relatório. Já a cobertura relativa à segunda dose chega a apenas 67%. – A maioria das crianças que não recebem a vacina vivem nas comunidades mais pobres do mundo, muitos em áreas de conflito- afirmou Ann
Lindstrand, coordenadora do Programa Ampliado de Imunização da OMS.Ela afirma que em algumas zonas da Europa e da América Latina, “a desinformação ou a desconfiança na imunização” desalentam a vacinação. – Estamos perdendo terrero no sarampo, porque as pessoas se esquecem que essa é uma doença espantosa- lamentou Lindstrand.

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