Casos de pessoas infectadas pelo HIV crescem em Araraquara


Neste ano até agora são 49 confirmações. A maioria são pessoas entre 15 e 49 anos. Cresce número de pessoas com HIV em Araraquara, SP
O número de casos de pessoas infectadas pelo HIV, em Araraquara (SP), vem crescendo desde 2016, segundo dados do Serviço Especial de Saúde (Sesa). A maioria são pessoas entre 15 e 49 anos.
A situação preocupa já que a doença não tem cura e, sem tratamento adequado, pode causar complicações que levam à morte.
Crescimento dos casos
Em 2016, foram 53 novos casos de pessoas infectadas com o vírus. Em 2017, foram 63. Em 2018, até agora são 49, superando o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 47 novos casos.
O aposentado Edilson Souza convive com o HIV desde o ano 2000. Quando descobriu que tinha contraído a doença ele ficou desesperado. “Tirar o chão dos pés. Parece que todo mundo sabia de você”, afirmou.
Casos de HIV em Araraquara estão crescendo
Reprodução/EPTV
A contaminação aconteceu depois de Souza ter se relacionado sexualmente sem preservativo. A partir daí, começou o tratamento e se tornou voluntário de um grupo que acompanha as pessoas que também têm o vírus.
“O dragão da Aids que era antigamente hoje em dia é uma lagartixa. Tem que se prevenir, se precaver, fazer exames”, disse.
O estudante Raul Nogueira, de 28 anos, descobriu há 2 que é soropositivo. “Você descobrir uma doença crônica já é uma coisa que machuca você de fato, porque você vai ter que carregar para a vida inteira. É uma doença ruim, mas tem tratamento. A gente tem que ter a noção de que pode acontecer com a gente a qualquer momento”, afirmou.
a enfermeira responsável pelo ambulatório de infecções sexualmente transmissíveis e Aids, Marisa Marques Monteiro
Reprodução/EPTV
Tratamento e prevenção
Segundo a enfermeira responsável pelo ambulatório de infecções sexualmente transmissíveis e Aids, Marisa Marques Monteiro, a prefeitura acompanha cerca de 630 pacientes. “Aqui é oferecido como tratamento o coquetel, são os antiretrovirais. A partir do uso e monitoramento a gente entende que existe uma grande chance de supressão viral”.
Ela ainda diz que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção e que nos postos de saúde preservativos são distribuídos de graça. “A juventude não tem noção do perigo e se expõe. Exercitar o autocuidado , seja para as questões do HIV ou outros agravos, é fundamental”, destacou.
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