Casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria já ultrapassam 600, segundo último boletim

Novo informe aponta que, em duas semanas, 27 novos registros de pacientes com a doença confirmada foram registrados. Autoridades ainda investigam as causas do surto. Casos de toxoplasmose confirmados foram de 594 para 621 nos últimos 15 dias, segundo novo boletim do surto
Reprodução/RBSTV
O número de casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria totaliza 621, segundo último boletim do governo do Rio Grande do Sul e da prefeitura sobre o surto enfrentado pela cidade da Região Central do estado. Desde o último dia 29, data do informe anterior, há duas semanas, 27 novos registros foram contabilizados. A divulgação do boletim é feita quinzenalmente.
Dos mais de 600 casos confirmados, 54 são de gestantes, com o registro de três óbitos de fetos e três abortos.
O número de casos suspeitos subiu de 1.291 no dia 29, para 1.486 na sexta. Destes, 350 foram descartados e 515 ainda estão em investigação. O total de notificações relacionadas à doença é de 1.786, segundo o último boletim.
As causas do surto, confirmado pela Secretaria Estadual do RS em abril deste ano, ainda não são conhecidas, e as autoridades seguem investigando a ocorrência, sob fiscalização do Ministério Público Federal.
Na última sexta-feira (6), um exame detectou a presença do protozoário que causa a doença na caixa d’água de uma residência da cidade. Mas a relação do protozoário com o surto não foi confirmada. Na casa, moram duas pessoas que foram contaminadas, e outras duas que não estão com a doença.
A doença
A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos (onde o parasita se desenvolve) provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplacentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.
Sintomas
Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:
Febre
Cansaço
Mal-estar
Gânglios inflamados
O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.
Prevenção
A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:
Não ingerir carnes cruas ou malcozidas;
Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente;
Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes;
Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.
Toxoplasmose – ciclo da doença
Arte/G1
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