Caso Maria Eduarda: adolescentes detidos fugiram de centro de internação

Dois jovens apreendidos foram levados para o lugar de onde fugiram. Homem de 21 anos está foragido. Maria Eduarda Rodrigues, de 5 anos, foi morta a tiros em Ceilândia
Arquivo pessoal
Três adolescentes foram apreendidos nesta terça-feira (29) pela suspeita de envolvimento no assassinato de Maria Eduarda Rodrigues, de 5 anos. Um homem de 21 anos continua foragido. A menina foi morta com um tiro na cabeça dentro de casa, em Ceilândia, no Distrito Federal. O crime ocorreu em 21 de maio.
Dois dos jovens eram fugitivos da Unidade de Internação de Santa Maria. Um deles, de 16 anos, fugu às 11h do dia do crime, segundo o delegado responsável pela investigação, Ricardo Viana. Ele tinha sido detido por tentar matar um comerciante.
“Se eles não tivessem fugido, provavelmente nada disso teria acontecido. A situação no Setor O [em Ceilândia] estava controlada.”
O outro fugitivo, de 17 anos, conseguiu sair do regime socioeducativo há 20 dias e era procurado. O terceiro adolescente apreendido, também de 17, não tinha antecedentes criminais. A polícia ainda não sabe qual deles deu o tiro fatal.
Os dois adolescentes com passagens pela polícia foram encaminhados para o mesmo lugar de onde fugiram, em Santa Maria. O outro está na carceragem da Delegacia da Criança e do Adolescente 2 (DCA 2), em Taguatinga.
Delegado Ricardo Viana, chefe da 24ª DP, apresenta foto de foragido por participação na morte de Maria Eduarda Rodrigues
Brena Silva/G1
A noite do crime
A morte de Maria Eduarda ocorreu por volta das 18h30. Segundo a investigação da Polícia Civil, os quatro suspeitos roubaram o carro utilizado no crime no Setor O cerca de meia hora antes de chegarem à casa onde estava a menina.
Dois tiros atingiram a criança – um na cabeça e um nas costas. O irmão da vítima, de 15 anos, também foi atingido por um dos disparos. Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que os tiros saíram do banco de trás do carro roubado, onde estavam os adolescentes que fugiram do sistema socioeducativo.
Depois do assassinato, o carro foi abandonado. A polícia o encontrou um dia depois do crime. Dentro dele, foram encontradas três armas. O veículo foi devolvido para o dono.
Na mesma noite do crime, a Polícia Militar prendeu um homem de 26 anos com 1 kg de maconha e afirmou que ele era suspeito de ter participado da morte da criança. A Polícia Civil descartou o envolvimento dele no caso.
Grade de portão onde Maria Eduarda Rodrigues foi morta com tiro da cabeça em Ceilândia, no DF
Vinicius Cassela/G1
Briga de gangues
Na avaliação do delegado-chefe da 24ª DP, Ricardo Viana, a morte de Maria Eduarda é reflexo da briga entre gangues das quadras QNO 17 e da QNO 18, em Ceilândia.
“O irmão da Maria Eduarda é um dos suspeitos de um assassinato em uma quadra de futebol no dia 18 [três dias antes do crime]”, disse Viana. Segundo ele, 24 integrantes de facções criminosas nessa área foram detidos nos últimos dois anos.
O suspeito foragido foi identificado pela delegado como Walisson Ferreira da Silva. Ele tem passagens por roubo e tráfico de drogas. A polícia acredita que ele esteja fora do Distrito Federal.
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