Cachorro batizado em canil em MG como 'Tite' na verdade era 'Estopinha' e volta pra família após campanha na internet

Poodle cego foi reconhecido por familiares em divulgação feita durante a Copa do Mundo. Ele estava desaparecido há mais de dois meses. Canil de Juiz de Fora tem investido em ensaios temáticos para conseguir adoções responsáveis. Divulgação de foto em campanha do Canil Municipal ajudou família de Juiz de Fora a reencontrar Estopinha
Reprodução/Facebook
A campanha do Canil Municipal de Juiz de Fora que usou a Copa do Mundo como incentivo à adoção responsável foi responsável por um reencontro, por adoções e emoções. O poodle cinza “Tite”, por exemplo, que estava entre os cachorros disponibilizados no local, na verdade tinha uma família que procurava por ele há mais de dois meses.
“Quando eu o chamei e ele me viu, ficou doido. Pulou e começou a chorar”, foi assim que o professor de educação física Bruno da Silva Silvério descreveu ao G1 o reencontro com o cachorro, que na verdade se chama Estopinha.
De acordo com o Bruno, o poodle tem cerca de dez anos e havia desaparecido da casa onde mora a família, no Bairro Santa Cruz.
“Ele era um cachorro que ficava em casa, bem cuidado, nem parece a idade que tem, mas de vez em quando fugia para a rua. Um espoletinha. Até que um dia, ele sumiu. Depois disseram aqui no bairro que uma mulher teria pego vários cachorros que estavam na rua. Só que os outros voltaram, mas o Estopinha não apareceu”, lembrou.
A ausência do cachorro deixou todo mundo preocupado. “A gente procurou. Estivemos até no Canil Municipal, mas foi em um horário que não funcionava. A gente começou a pensar que ele tinha morrido. Minha tia ficou muito triste”, contou Bruno.
O poodle Estopinha estava desaparecido há mais de dois meses, segundo família
Demlurb/Divulgação
A boa notícia veio por uma amiga da tia, que viu as fotos da campanha e ligou para avisar. “Ela contou que viu a foto de um cão disponível para adoção parecido com o Estopinha. Na hora que vi a imagem tive certeza de que era ele, que é cego de um olho e isso apareceu na foto”, explicou o professor de educação física.
Em seguida foi ao Canil Municipal e o reencontro com Estopinha ocorreu na última terça-feira (10). Após resolver os aspectos burocráticos, o cachorro voltou para casa.
Kaio tem 4 anos e é sobrinho do Bruno. Ele está feliz por ter o “Pinha” de volta
Bruno da Silva Silvério/Arquivo Pessoal
“A alegria está de volta. Já tosamos, demos banho. Ele está todo feliz, alegre e interagindo com os outros três cachorros que temos. A curiosidade é que antes ele gostava mais da minha irmã, agora ele gosta mais de mim, porque fui buscá-lo no canil”, brincou.
Ainda segundo Bruno da Silva Silvério, a família está grata ao tratamento que Estopinha recebeu no Canil Municipal. “Eles estão de parabéns. Os cachorros são muito bem cuidados. A gente sabendo que existem trabalhos assim na cidade fica mais satisfeito ainda”, concluiu.
O basset batizado como Neymar foi um dos ‘astros’ adotados da campanha do Canil Municipal de Juiz de Fora
Demlurb/Divulgação
“Copa da Adoção”
A gerente do Departamento de Controle Animal do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), Miriam Neder, contou que o reencontro de Estopinha/Tite com a família emocionou todos os funcionários do Canil. “Imediatamente foi feito o termo de reintegração de posse e ele foi liberado para ir com o dono”, explicou.
O ensaio com dez animais que foram batizados com inspiração na Copa do Mundo já contabiliza duas adoções bem-sucedidas: Neymar e Corneta ganharam novos donos. Ela destaca o sucesso das estratégias para a divulgação da adoção responsável.
“O importante é que não beneficiam apenas os animais que aparecem na campanha. É como evento de adoção, desperta o interesse. A pessoa vem ao Canil para ver se há algum com o perfil compatível ou entra em contato pelas redes sociais, que são uma grande ajuda e impulso para que os animais encontrem novos lares”, disse a gerente do Demlurb.
Após aparecer em campanha do Canil Municipal de Juiz de Fora, Corneta também foi adotada
Demlurb/Divulgação
Para Miriam Neder, a pessoa que se disponibiliza a abrir as portas para um animal é a parte mais importante deste quadro. “O que adianta a gente tirar o cachorro ou o gato da rua para ele passar o resto da vida dentro de uma baia? Por isso a peça mais fundamental é o adotante. A gente resgata e trata, mas é ele quem salva a vida deste animal”, destacou.
Neder também acrescentou que na entrevista de adoção é deixado bem claro que a pessoa esteja bem consciente do que pode acontecer e do que representa ter a posse consciente. “Ela está lidando com um animal que, como nós, tem infância, idade adulta e velhice e as necessidades de cada faixa etária”, acrescentou.
Além das divulgações nos perfis no Instagram e do Facebook, a agenda do Canil Municipal inclui vários eventos de adoção no segundo semestre. “Estamos com previsão de uma campanha na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em agosto, participaremos da programação da Rainbow Fest. Em setembro, devemos fazer um desfile para divulgar a adoção no Calçadão da Rua Halfeld. E em outubro, estamos planejando algo para a Semana da Adoção Responsável, perto do dia de São Francisco, protetor dos animais”, elencou Míram Neder.
Campanha nas redes sociais usa a Copa do Mundo para estimular a adoção responsável
Canil Municipal de Juiz de Fora/Divulgação
Como adotar?
Os interessados em conhecer os animais disponíveis para adoção no canil podem agendar as visitas pelo telefone (32) 3690-3591. O atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 11h30 e das 13h às 15h30, na Rua Bartolomeu dos Santos, s/nº, Bairro São Damião. Outra opção é ligar para o Disque Adoção, no (32) 3225-9933.
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