Brasil se alinha a Israel e EUA e vota contra Hamas na ONU


RIO – Filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) escreveu nesta quinta-feira no Twitter que “o Brasil vai deixar de ser um anão diplomático” e classificou o dia como “histórico na relação Brasil-Israel”. Na mesma postagem, ele explicou que pela primeira vez o país “votou a favor de Israel contra grupos terroristas”, referindo-se ao fato de o Brasil ter votado a favor da censura contra o grupo Hamas na ONU.Iniciativa dos Estados Unidos, a resolução contra o movimento palestino Hamas acabou não aprovada, pois não teve os votos necessários na Assembleia das Nações Unidas. Tradicionalmente em votações como esta, o Brasil apoiava os palestinos, optando pela abstenção. A mudança, segundo Eduardo Bolsonaro, já reflete a visão do novo chanceler, Ernesto Araújo, e o alinhamento do Brasil com Israel e Estados Unidos. bolso_hamas”Vitória! Parabéns ao Itamaraty pelo posicionamento, certamente tal fato colabora para o Brasil deixar de ser um anão diplomático”, escreveu o deputado em seu perfil no Twitter, acrescentando a hashtag da campanha presidencial de seu pai #émelhorjairseacostumando. bolsonaroA iniciativa dos Estados Unidos tinha o objetivo de condenar o movimento palestino Hamas por disparar mísseis contra Israel. Apesar do apoio europeu, a resolução defendida pela embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, obteve 87 votos, ficando abaixo da maioria de dois terços exigida para sua adoção. Cinquenta e sete países se opuseram à medida e 33 se abstiveram.O Hamas qualificou a decisão da ONU de “bofetada” na administração do presidente americano, Donald Trump. — O fracasso da iniciativa americana nas Nações Unidas constitui uma bofetada na administração dos Estados Unidos e a confirmação da legitimidade da resistência palestina — afirmou o porta-voz do Hamas Sami Abou Zahri.Já a embaixadora americana Nikki Haley declarou que “a resolução proposta pelos Estados Unidos poderia corrigir um erro histórico” e ressaltou que, “mais importante ainda, ela colocaria a Assembleia Geral do lado da verdade e daria equilíbrio ao esforço para se obter a paz no Oriente Médio”.Haley denuncia frequentemente a ONU por ter uma posição anti-israelense e defendeu Tel Aviv em seu último confronto com o Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007.O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, lamentou após a votação que a proposta tenha fracassado por um processo que exige uma maioria de dois terços, no lugar de maioria simples.Os Estados Unidos contavam com o apoio crucial da União Europeia, que considera o Hamas um grupo terrorista.A Assembleia das Nações Unidas votará mais tarde uma medida redigida pelos palestinos e apresentada pela Irlanda que pede “a obtenção, sem demora, de uma paz ampla, justa e duradoura no Oriente Médio” baseada nas resoluções da ONU.
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