Botafogo já pensa em caminhos para voltar à Libertadores no ano que vem

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Não dá para dizer que não dói. A segunda eliminação seguida, desta vez para o Grêmio nas quartas de final da Libertadores, deixou jogadores, comissão técnica e torcida frustrada, principalmente porque o Botafogo teve boas oportunidades de marcar e sofreu um gol de bola parada.

No entanto, a ordem é digerir a frustração o mais rapidamente possível e focar em outro feito inédito na história do clube: jogar a Libertadores dois anos seguidos. O clube é o único entre os 12 grandes do Brasil (os quatro do Rio, quatro de São Paulo, dois de Minas e dois do Rio Grande do Sul) que ainda não jogou o torneio duas vezes seguidas.

O clube, até aqui, tem cinco participações no maior campeonato do continente: 1963, 1973, 1996, 2014 e 2017. Para um grupo que já quebrou tantas marcas (mais jogos e mais vitórias em uma única edição da Libertadores, vitórias fora do país após décadas, melhor campanha em duas competições simultâneas de mata-mata), mais uma cairia muito bem.

Nesta quinta-feira, ao desembarcar no Rio, a delegação alvinegra não quis dar entrevistas. Quarta-feira, após a partida, no entanto, o discurso era esse: de frustração com o resultado, mas orgulho pela campanha e motivação para repetir a dose no ano que vem.

— A gente ficou triste, mas temos um ano para cumprir. Convidei os jogadores a fazer um pacto para conseguir a classificação para a Libertadores. É difícil, mas vamos com força máxima para o Brasileiro — afirmou o técnico Jair Ventura.

— Muito difícil uma eliminação do jeito que foi, sabemos que tivemos oportunidade — disse o lateral-esquerdo Victor Luis. — Agora é focar no Brasileiro e, se Deus quiser, colocar o clube na Libertadores de novo.

CAMINHOS PARA A VAGA

Em tese, é G-6. No momento, é G-7. Se os times brasileiros tiverem sucesso, pode até virar G-9. A zona de classificação para a Libertadores pelo Campeonato Brasileiro é, no momento, flexível, passível de aumento dependendo dos resultados das demais competições. Para equipes como o Botafogo, que rondam o G-6, mas não estão seguros na disputa, é uma boa notícia.

Hoje, os sete primeiros iriam, ao menos, para a pré-Libertadores. Isso porque o campeão da Copa do Brasil — seja Cruzeiro ou Flamengo — está entre os seis primeiros colocados no Brasileirão.

Se um brasileiro vencer a Copa Sul-Americana e terminar na zona de classificação do Brasileiro, mais uma vaga se abre.

A última condição para um G-9 é que o Grêmio, único brasileiro sobrevivente na Libertadores, seja campeão e termine na zona de classificação (a segunda parte dificilmente não ocorrerá).

Fonte: O Globo Botafogo já pensa em caminhos para voltar à Libertadores no ano que vem

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