Bolsonaro nega aumento da contribuição previdenciária


RIO – O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que não pretende aumentar a alíquota de contribuição para a Previdência. Em transmissão ao vivo pela internet, ele se referiu à reportagem do GLOBO que mostrou que um dos planos em estudo pela futura equipe econômica é elevar a aíquota de contribuição de servidores públicos para até 22%. Na declaração, ele afirmou incorretamente que o plano em questão se referia a um aumento da contribuição para trabalhadores da iniciativa privada.

— Conversei hoje com o economista Paulo Guedes. A questão da reforma da Previdência. Está no jornal O GLOBO de hoje, botando na minha conta a possibilidade de passar de 11% para 22% a contribuição previdenciária. O que eu recebi em Brasília foram projetos — disse Bolsonaro.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a ideia que está sendo elaborada por técnicos do Congresso, com apoio da equipe de Bolsonaro, prevê mudanças que não precisariam de mudanças na Constituição. Uma delas seria a elevação da alíquota de contribuição para servidores para até 22%. A mudança em estudo que afetaria também trabalhadores que recolhem para o INSS seria o aumento do tempo de contribuição para garantir o benefício integral, que subiria para 40 anos. Esse ponto também foi criticado pelo eleito.

— A imprensa quis colocar na minha conta aí 40 anos para se aposentar de forma integral. (…) Não podemos falar em salvar o Brasil quebrando o trabalhador — frisou Bolsonaro.

Embora tenha criticado a elevação da alíquota para servidores, ao acreditar que a proposta seria válida para trabalhadores em empresas privadas, Bolsonaro defendeu que a reforma foque no funcionalismo, que afirmou ser o regime mais deficitário.

— Nós queremos uma reforma da Previdência, mas não podemos começar com a Previdência pública, normal, que está aí, do trabalhador da iniciativa privada, aquele que desconta os 11% do INSS. Não é por aí. Tem coisa errada, tem. Mas a pública é a mais deficitária — afirmou.

MENOS DIREITOS E EMPREGO

Na mesma transmissão, Bolsonaro voltou a defender a flexibilização de direitos trabalhistas para aumentar a geração de empregos. No entanto, negou que mexeria em princípios previstos na Constituição, como seguro-desemprego, décimo terceiro salário e FGTS.

— O empresariado tem dito para mim. Temos que decidir: todos os direitos e desemprego ou menos direitos e emprego — afirmou Bolsonaro, após descartar mudanças em princípios constitucionais. — Os direitos trabalhistas estão lá no artigo 7º da Constituição. Não tem como tirar, não vou dar murro em ponta de faca, é cláusula pétrea. Mas tem muito direito e não tem emprego


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