BC argentino reduz número de membros do conselho de Política Monetária

BUENOS AIRES – O Banco Central da República Argentina (BCRA) reduziu o tamanho de seu Conselho de Política Monetária a quatro membros como parte de uma reestruturação para restaurar a credibilidade no mercado, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto da decisão. O presidente da autoridade monetária, Luis Caputo, dirigirá o novo conselho, que inclui o vice-presidente, Gustavo Cañonero, o diretor Enrique Szewach e o economista-chefe do banco, disse a fonte. Procurado pela Bloomberg, o BCRA não quis comentar o caso.Caputo, que assumiu o cargo no mês passado, ainda não nomeou o economista-chefe da instituição. Atualmente, o conselho é composto por seis membros, incluindo Caputo. A próxima reunião para definir a taxa básica de juros será no dia 7 de agosto.O novo presidente do BC argentino está tentando restabelecer a confiança dos mercados argentinos depois que uma queda brusca na cotação da moeda, no início do ano, se estendeu aos mercados de valores e crédito. O governo recorreu ao Fundo Monetário Internacional para obter uma linha de crédito recorde de US$ 50 bilhões.Desde que assumiu o cargo, em 14 de junho, o peso já teve valorização de 2,6% em relação ao dólar. O banco recorreu a leilões diários de US$ 100 milhões, iniciou a recompra de notas do banco central e planeja manter o crédito elevadoelevados os custos do endividamento para combater a inflação, cuja estimativa é de que chegue a 30% neste ano.Ao longo deste ano, o peso registra desvalorização de 30%. Os custos internos do endividamento dispararam e as taxas das letras do banco central (Lebacs) aumentaram mais de 60% em um mês, o que gera temor de que as pequenas e médias empresas não consigam se financiar.
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