Bandidos do Rio combinam roubos e sequestro em áudio: ‘O time tá em campo'


RIO – Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) prenderam, na tarde dessa quinta-feira, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, Caio Cesar da Silva Brito, o Playboy. Segundo investigação da Polícia Civil, o criminoso, que pertende à maior facção do Rio, é responsável pelo tráfico de drogas no Morro do Limão, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e ainda integra uma quadrilha especializada no roubo de cargas de cigarro. A base dele no Rio seria o Complexo do Alemão, na Zona Norte da cidade.Em áudios no WhatsApp obtidos pela polícia e aos quais o GLOBO teve acesso, Playboy combina com comparsas ações da quadrilha, como roubos e sequestro. Em uma das conversas, segundo a polícia, o criminoso avisa a um comparsa que a quadrilha está de prontidão para praticar um assalto: “Nós estamos juntos amanhã. O time tá em campo, parceiro. A hora que tu chegar, o uniforme vai pra mão. Só cair pra dentro e marcar o gol. A gente vai comemorar junto. Pode ter certeza. Tudo nosso”, afirma Caio.Em outro áudio, o criminoso reclama que o comparsa não o acionou mais para que eles “pegassem o cara do restaurante”. As investigações apontam que os criminosos planejavam o sequestro de um empresário. Numa terceira conversa, um homem pergunta a Playboy se ele sabe quem tem um caminhão clonado. “Nós ‘tá’ caçando um também. Apareceu um aí da Souza (Cruz). Nós ‘tá’ caçando também. Não vai ter jeito. Vamos ter que pegar um e clonar”, afirma ele para o comparsa. Ainda de acordo com a polícia, os criminoso utilizam caminhão clonado para usar no transporte de cargas de cigarros roubadas. Em áudio, criminosos combinam assaltos e sequestroEm conversa com outro comparsa, Playboy admite que atirou nos policiais da UPP do Complexo do Alemão. “Tive que dar uns tiros neles, entendeu?”, afirmou.A polícia ainda encontrou, em um dos telefones usados pelo criminoso, cópias de uma conversa na qual um criminoso negocia com um mulher o pagamento de resgate por uma moto que fora roubada. No diálogo, o bandido pede à vítima foto do dinheiro que seria pago. A mulher exige, então, outra foto da moto, o interlocutor reluta, mas acaba enviando. A vítima reclama com o criminoso que não conseguiu a quantia exigida – R$ 2 mil -, oferece R$ 600 e um relógio.Playboy possui duas condenações por extorsão e uma por roubo. De acordo com informações da Polícia Civil, o criminoso encontrava-se evadido do sistema prisional do Rio.
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