Carpegiani elogia qualidade do Flamengo, mas cobra competitividade e melhor definição

carpe2.jpgO sarrafo é alto no Flamengo. Campeão da Taça Guanabara, o técnico Carpegiani listou pontos que o time precisa melhorar para disputas mais acirradas, especialmente na Libertadores.

Apesar de apenas dez dias para a partida contra o River Plate, o treinador indicou que vai insistir com o sistema criativo com três meias, mas que precisa de mais competitividade e melhor definição de jogadas.

— Temos que evoluir mais. Adversários serão mais exigentes. Temos que definir melhor. Ser mais competitivos. É importante ter a bola. Mas esperamos evoluir mais. Se não sentir isso farei modificações — avisou. FLAMENGO

A mexida é no caminho de abrir o time e o campo. Como com Rodinei e Vinicius Junior. Ou a entrada de um segundo volante para dar mais intensidade ao meio. No modelo atual, Paquetá, Diego e Everton Ribeiro circundam a área mas não conseguem penetrar com as jogadas. Henrique Dourado, isolado, só aparece com as bolas alçadas. Isso quando os laterais aparecem no ataque.

— Gosto de laterais que apoiem. Poderemos ter dificuldades para nossos zagueiros? Sim. Buscamos a firmeza atrás, a fluidez pelos lados, e o meio competitivo sem a bola. Isso leva tempo. Estamos em cima, talvez. Mas estamos forçando. Com essa qualidade, tentando tornar essa equipe competitiva — explicou Carpegiani, que não gostou da atuação contra o Boavista no primeiro tempo. No entanto, viu melhoria na etapa final, com mais paciência para criar as jogadas de gol.

— Temos uma base. Que tenha dinâmica e troca de função. Tivemos paciência e procuramos criar trabalhando a bola — finalizou.

Diego Alves e Juan de volta

Campeão da Taça Guanabara, o Flamengo vai começar a mesclar o time na Taça Rio. Quarta-feira, contra o Madureira, volta o goleiro Diego Alves, já para pegar ritmo para a Libertadores. Além do goleiro, o zagueiro Juan estará em campo. Ele sentiu dores nas costas e não foi relacionado contra o Boavista em Cariacica.

— O Juan joga na quarta-feira. Não quis correr nenhum tipo de risco, tenho um cuidado especial. Quero ter todos os jogadores disponíveis contra o River — afirmou Carpegiani. O treinador não indicou o substituto de Cuéllar na Libertadores. Suspenso, o colombiano deve dar lugar a Jonas.

— Não tenho definição. O Rômulo sentiu um pouco. Vamos esperar amanhã para ver como vai se apresentar.


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Após longa negociação, rebelião em presídio de Japeri termina, e reféns são liberados

RIO – A rebelião no presídio Milton Dias Moreira, em Japeri, acabou no final da noite deste domingo. Depois de longa negociação, os 18 reféns (sendo oito agentes penitenciários e dez internos) foram liberados. A polícia apreendeu duas pistolas, um revólver, uma granada, além de uma lanterna. Os agentes do GIT estão fazendo uma revista nas celas e o confere dos presos.

A represália começou na tarde de domingo, depois de uma tentativa frustrada de fuga de um grupo armado de detentos. Equipes dos batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope) foram enviadas para a unidade, que abriga 2.051 internos.


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Nayara, Mahmoud e Gleici estão no paredão do 'BBB 18'

IMG_2278.JPG RIO – Nayara, Mahmoud e Gleici estão no paredão do ‘Big Brother Brasil 18″. A paulista foi indicada pela família Lima, Ana Clara e Ayrton, líderes da semana.

Mahmoud e Gleici foram para a berlinda, pois foram os dois mais votados da casa. O sexólogo teve três votos e a estudante de psicologia teve cinco. Caruso, o Anjo da semana, imunizou o Wagner.

“Nos sentimos ameaçados e nesses últimos dias tiveram alguns problemas na casa que foram gerados por fofoca e eu não concordo com isso”, disse Ana Clara ao votar em Nayara.

Veja como foi a votação da casa:

Paula e Gleici votaram no Diego.

Kaysar votou no Lucas.

Mahmoud e Nayara votaram no Caruso.

Wagner,Viegas e Caruso votaram no Mahmoud.

Jéssica, Lucas, Patrícia, Diego e Breno votaram na Gleici.


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Conhecimento para decidir

A Polônia deixou de existir como Estado independente entre 1795 e 1918. Demonstrou que um país não dispõe de uma garantia natural de “dar certo”. O processo se deveu em parte a uma paralisia do Legislativo. Incapaz de se mover administrativa e politicamente, privilegiando um status quo ineficiente e caótico, a comunidade polaco-lituana acabou submergindo, sendo dividida entre Rússia, Prússia e Áustria.

O inexorável declínio iniciou-se com a necessidade de unanimidade para que qualquer medida fosse aprovada no Parlamento. Tratava-se do liberum veto, uma ditadura da minoria, pelo qual qualquer membro do Legislativo tinha o poder de obstar os processos em curso.

Nesse passado remoto, países ineficientes eram repartidos e anexados a outras nações. No presente, o processo de captura do espólio daqueles que permitem o suicídio de uma nação é mais sutil. Dá-se principalmente através da venda barata do seu capital acumulado.

Pode ser a venda do capital humano, quando seus jovens mais educados procuram ambientes mais profícuos em outras economias. Ou a venda do seu capital físico, quando suas indústrias se rendem às dificuldades de toda ordem, geradas domesticamente.

Há formas de evitar armadilhas de paralisação legislativa. Um exemplo interessante, pertinente a países de regime presidencialista que objetivam reduzir despesas públicas, foi dado pelos Estados Unidos no processo de extinção de bases militares após o final da Guerra Fria.

Inicialmente, o Executivo decidiu que extinguiria um determinado percentual das bases militares americanas. Valia nessa decisão executiva o “véu de ignorância” de John Rawls, no sentido de que aqueles que propuseram o corte não tinham como saber quais bases viriam a ser efetivamente escolhidas para serem fechadas no futuro. Isso posto, ao menos teoricamente, não tinham como antecipar onde se situariam politicamente, se entre os perdedores ou ganhadores, em suas respectivas comunidades, uma vez que o detalhamento fosse efetuado.

Essa ignorância tende a prover maior amparo político para a decisão inicial, já que aqueles que decidem no primeiro momento sobre o montante total de cortes não podem ser acusados de o terem feito em benefício próprio.

Depois da decisão sobre o percentual de bases a serem fechadas, instituiu-se uma comissão de nove membros independentes, indicados pelo presidente da República. Cabia à comissão nomear as bases a serem efetivamente extintas.

Terminado o trabalho de escolha e detalhamento da comissão e aprovado pelo presidente da República, a proposta foi submetida à Câmara dos Deputados. Esta não podia modificar a proposta, mas apenas aceitá-la ou rejeitá-la em um prazo de 45 dias. Caso não tivesse maioria para rejeitá-la, as recomendações entrariam automaticamente em efeito.

E assim ocorreu em diversas rodadas. Não se obteve maioria necessária para derrubar a proposta da comissão. Automaticamente, os fechamentos de bases militares, ainda que contrariando interesses diretos de diversas comunidades e grupos, começaram a ser feitos.

Claro que o processo, na prática, não foi tão simples nem isento de imperfeições e dificuldades quanto sugerido nestas poucas linhas. Mas é interessante observar, em um país presidencialista como o nosso, como alguns expedientes podem ser necessários e úteis para quebrar inércias legislativas.

Fica implícito o paralelo com a necessidade atual de cortes fiscais no Brasil. De certa forma, a Emenda Complementar do Teto dos Gastos (EC 95) poderia ser visualizada como a decisão inicial de que “tem que haver cortes”.

Não se pode dizer que o processo brasileiro se beneficiou da legitimidade instituída pelo “véu de ignorância”, uma vez que os mesmos atores que decidiram sobre a EC 95 decidem também sobre o detalhamento dos cortes, como ocorre com a reforma da Previdência. Se houve véu nesse caso, não foi aquele concebido por John Ralws.

Crucial na diferença em relação ao caso brasileiro atual, de cortes definidos pela EC 95, entretanto, foi a introdução de uma comissão técnica para decidir onde exatamente incidiriam os cortes.

Formada por profissionais especializados, pode se aproveitar da devida instrução técnica e de uma maior isenção política. Retirou do Congresso a discussão infindável sobre detalhes, restando ao Legislativo apenas aprovar ou rejeitar na íntegra a proposta. Com isso, quebrou também a inércia legislativa.

Claro que constituir uma comissão desse tipo é fato não trivial, principalmente quando se consideram cortes fiscais mais amplos do que apenas bases militares. Mas talvez mais difícil seja o país escapar da inércia legislativa atual sem novas ideias.

Rubens Penha Cysne é professor da FGV/EPGE


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São Paulo precisa de seu prefeito

Respaldado por uma imagem de não político e pelo comprometimento de passar quatro anos à frente da administração municipal, João Doria foi eleito prefeito de São Paulo ainda no primeiro turno das eleições de 2016. O fato, até então inédito, tornou-se histórico na cidade.

Seu primeiro ano de gestão foi marcado por algumas ações de êxito (vide o Corujão da Saúde) e muitos ajustes. Uma de suas principais bandeiras eleitorais, o Plano Municipal de Desestatização — que visa à privatização e concessão de bens públicos, tais como o complexo do Pacaembu, o Anhembi e o autódromo de Interlagos — ainda não foi executado. Em consequência, os outros diversos projetos de melhorias da cidade, dependentes dos recursos advindos deste, também não.

Por isso, me parece um tanto prematura a onda de animação vista em algumas alas do PSDB em torno de uma possível candidatura de João Doria ao governo do estado de São Paulo nas eleições deste ano. Com apenas um ano e dois meses na cadeira de prefeito, há muito trabalho a ser mostrado para o morador de São Paulo — que, inclusive, espera por isso.

A mensagem enviada pelo eleitor no pleito que elegeu Doria foi clara: a de indignação com os resultados do prefeito antecessor (também apresentado como “novo” pelo seu partido no ano de 2012), a vontade de mudança e o cansaço com os políticos tradicionais — cada vez mais refletido em níveis de insatisfação crescentes. Conquistar sua confiança não foi fácil, e, por isso, ela não deve ser quebrada.

Candidatando-se ao governo do estado de São Paulo ou a qualquer outro cargo público, Doria cederá ao perfil do político carreirista, o mais abominado pela população. O próprio PSDB já sentiu na pele a resposta (negativa) do eleitor em outros cenários nos quais parlamentares abandonaram cargos recém-conquistados para aventurarem-se em novas eleições.

Hoje, o paulistano precisa do Doria prefeito, não do Doria candidato. Já o PSDB necessita que ele cumpra todo o seu mandato para mostrar os resultados de uma gestão eficiente, contando com suas fortes relações com o empresariado, a fim de promover uma grande reforma catapultada pelas privatizações.

Fazendo isso, João Doria ficará, ao final de seus quatro anos de mandato, credenciado, com total merecimento, a concorrer a outros cargos e alçar voos maiores.

Mario Covas Neto é vereador em São Paulo e foi presidente do PSDB na cidade


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Por mais avanços

A reforma política sancionada no ano passado é um avanço em relação às regras que estavam em vigor, mas um passo pequeno diante do necessário. O que não significa desmerecer a importância das mudanças. As regras eleitorais, de que tantos se beneficiaram para compor alianças artificiais, sem qualquer conteúdo programático, chegaram ao limite. A lassidão das normas para criação de partidos, por exemplo, permitiu tamanho desregramento na geração artificial de legendas que as grandes e médias perceberam que o custo dessa indústria era alto e crescente. Mais ainda com o fim do financiamento empresarial de campanha. Mesmo que viesse a ser ampliado o financiado público — como foi, contra o interesse do contribuinte —, o crescimento de aspirantes a este dinheiro ameaçava reduzir a cota de cada um.

Interesses bem varejistas como este voltaram a viabilizar a instituição de uma cláusula de desempenho, para estabelecer o mínimo de votos de que cada partido precisa para constituir bancada no Legislativo, com as prerrogativas desta representatividade, incluindo participação no horário de propaganda eleitoral. Em 1995, o Congresso aprovou uma cláusula que barraria a entrada nas Casas legislativas de legendas nanicas, muitas das quais de aluguel, balcões de negócio. Como são. Entraria em vigor dez anos depois. Em 2016, infelizmente, o Supremo suspendeu a cláusula, em nome do direito de expressão das minorias. Um erro. Ora, o partido que não tem votos suficientes não desaparece, apenas não é tratado com as mesmas prerrogativas cedidas às legendas mais votadas. Assim é a democracia representativa.

Ministros se arrependeram da decisão porque, hoje, dos 35 partidos criados — há outros tantos na fila —, 28 ganharam representação no Congresso. Um absurdo que estimula o fisiologismo e a corrupção, dada a dificuldade de os governos comporem a base de apoio no Legislativo. Ela passou a ser comprada, literalmente. Esta é a origem do mensalão do PT e uma das causas do petrolão. Mas, enfim, a cláusula voltou, embora de forma atenuada: na eleição deste ano, todo partido necessita ter um mínimo de 1,5% dos votos válidos, distribuídos no mínimo em um terço dos estados, ao menos 1% destes votos em cada um, tendo como alternativa nove deputados, espalhados no mínimo em um terço dos colégios eleitorais estaduais. A cláusula subirá a cada eleição e só chegará aos 3% do projeto aprovado em 1995 em 12 anos.

Infelizmente, o fim das coligações em pleitos proporcionais — uma excrescência que impede o eleitor saber para onde foi de fato seu voto na escolha de vereadores e deputados — ficou para 2020.

É tudo muito lento, mas caminha-se na direção certa. Importante é manter o rumo, apressar o passo, se possível, e evitar, como deseja o PT, que se mude o sistema eleitoral para o de listas.

O voto precisa continuar a ser escolha do eleitor. Parece óbvio, mas deve-se reforçar: votar em lista significa conceder aos caciques partidários o poder de escolher quem poderá ser eleito. Inaceitável. Nem se deve adotar o voto distrital, devido às suas distorções.


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Uma crise sem fim

Nos países desenvolvidos fala-se hoje em Quarta Revolução Industrial (4.0). São novas tecnologias que integrarão os domínios físicos, digitais e biológicos, o que naturalmente irá modificar o panorama das escolas em todos os graus. O que vai acontecer na escola de 2019 só Deus sabe…

Conversei com a minha neta Paula Flanzer, que acaba de regressar de uma temporada de seis meses de estudos na Austrália. Voltou empolgada e fez um registro: lá eles se preocupam com a internet das coisas, Big Data, hologramas, impressão 3D etc. Mas dão também um extraordinário valor à remuneração dos professores. Aqui algumas escolas de vanguarda mandam comprar esses equipamentos, mas em geral descuram do pagamento dos mestres, o que naturalmente é essencial para que eles trabalhem em paz e com entusiasmo.

O resultado dessa política equivocada é que estamos vivendo uma crise sem fim na educação. Não apenas no ensino fundamental, onde conseguimos o milagre da universalização, mas pecamos na qualidade, e também nos demais graus, como acontece de forma escandalosa no ensino médio. A prova disso é que, nos exames internacionais do Pisa, ficamos nos últimos lugares, inclusive na Matemática, onde o Brasil tem condições de se ombrear com as nações mais desenvolvidas do mundo. Por que tudo isso?

Temos dois milhões de jovens dos 15 aos 17 anos compondo a trágica geração “nem-nem” (nem estudam, nem trabalham). Será que a esperada reforma do ensino médio corrigirá essa vergonha? Fica evidente que não dispomos de um projeto vigoroso de aperfeiçoamento da formação do magistério. Sem bons professores não se vai chegar a lugar nenhum — e isso depende de salários compatíveis. Não sentimos nenhum movimento adequado de correção de rumos.

A reforma do ensino médio foi aprovada no ano passado no Congresso Nacional. E a Base Curricular Nacional do Ensino Médio parece ter empacado no Conselho Nacional de Educação. Tudo é difícil quando se trata de dar agilidade às providências necessárias.

Enquanto declina a oferta de tempo integral em nossas escolas, também não se sente um movimento revolucionário para corrigir a reconhecida falta de laboratórios de Ciências. Cerca de 55% das escolas não dispõem desse recurso, o que mostra o relevo dessa carência.

Temos 40 mil escolas públicas no Brasil, com as deficiências conhecidas. Cerca de 20% não dispõem de internet banda larga e, segundo o Censo Escolar 2017, 10% não têm abastecimento regular de água. Como sobreviver dessa forma? Pode-se pensar nas consequências negativas desse fato.

É claro que tentar equacionar a educação profissional diante desse panorama é quase um exercício improvável, num sistema com tamanhas carências.

Arnaldo Niskier é professor e jornalista


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Rebeliões em presídios já estavam previstas, afirma ministro

INFOCHPDPICT000073083278 (1).jpgBRASÍLIA – O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou neste domingo que, com a assinatura do decreto de intervenção, os governos estadual e federal previram rebeliões em presídios. Segundo ele, serviços de inteligência informaram que o crime organizado atuaria para “testar” a capacidade de reação das forças de segurança: Intervenção – 18/02

— Já estava previsto, tanto é que os presídios estaduais, e também os federais, estão em alerta máximo. É natural que haja um desafio neste primeiro momento da intervenção, que o crime organizado teste a capacidade de operação das nossas forças. Torquato disse ainda que a situação no presídio de Japeri foi controlada após a chegada de equipes do Bope.

— Certamente, haverá tentativas (de rebeliões e fugas), mas nós, acredito eu, estamos preparados — frisou o ministro.

Ele concedeu uma entrevista coletiva após acompanhar, na Base Aérea de Brasília, o embarque de uma equipe das Forças Armadas para o Ceará, onde farão ações de patrulhamento. Ele disse que se trata de uma operação de apoio, frisando que não há possibilidade de uma intervenção federal no estado nordestino. Ainda de acordo com Torquato, o governo federal não pretende fornecer detalhes orçamentários da intervenção na segurança pública do Rio porque “isso seria entregar o ouro ao bandido”. Ele disse apenas que os custos estaduais permanecem sob a responsabilidade do Palácio Guanabara.

Sobre a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o ministro da Justiça afirmou que o presidente Michel Temer busca um nome com bom trânsito no Congresso e entre governadores, e que o titular da pasta será anunciado esta semana.


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Oposição tenta impedir governo de suspender intervenção para aprovar reforma da Previdência

74979477_RI Rio de Janeiro 17-02-2018 - Reuniv£o de trabalho sobre seguranvßa no Palacio Guanabara c.jpgRIO – Dois parlamentares da oposição entraram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde deste domingo, na tentativa de impedir que o governo suspenda temporariamente a intervenção no Rio para aprovar a reforma da Previdência. O recurso é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que participaram da elaboração da Constituição de 1988. Segundo eles, ao revogar a intervenção com o objetivo de aprovar uma emenda, o presidente Michel Temer estaria “burlando” a Constituição e abriria “precedentes perigosíssimos ao país.”

O parágrafo primeiro do artigo 60 da Constituição diz que ela não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. Mas, na sexta-feira, Temer disse que “fará cessar” o decreto para que a Câmara dos Deputados possa votar a reforma da Previdência.

— Eu registro que ajustamos ontem à noite, com uma participação muito expressiva do presidente Rodrigo Maia e do presidente Eunício Oliveira, a continuidade da tramitação da reforma da Previdência, que é uma medida também extremamente importante para o futuro do País. Quando ela estiver para ser votada, e naturalmente isto, segundo a avaliação das Casas Legislativas, eu farei cessar a intervenção. No instante que se verifique, segundo os critérios das Casas Legislativas, que há condições para a votação, reitero, eu farei cessar a intervenção — afirmou o presidente, no discurso de sexta-feira.

Segundo o advogado que representa os parlamentares na ação, o decreto de intervenção só pode ser revogado caso os motivos que o embasaram — a violência no Estado do Rio — cessem:

— A Constituição veda qualquer mudança em seu texto em um momento em que pacto federativo e democrático foi quebrado, como em período de intervenção. Como os motivos que levaram à intervenção continuam os mesmos, qualquer revogação proposital seria inconstitucional — disse Diego Cherulli, sócio do escritório Cherulli&Cavalcanti e diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

O mandado de segurança sustenta que, na década de 1930, Getúlio Vargas suspendeu um estado de sítio em 1935 para fazer alterações na Constituição que, dois anos depois, justificariam a instauração do Estado Novo.

— É nos momentos de crise que os principais golpes do mundo acontecem. Getúlio Vargas fez isso. E é justamente por causa disso que a Constituição veda essa manobra — afirmou Cherulli.

No Twitter, o senador Paulo Paim afirmou que o objetivo é “garantir a integridade da Constituição e do processo legislativo”.

“Temos claro também, e é nosso dever alertar a sociedade que, interromper temporariamente a intervenção para que a reforma da Previdência seja votada como quer o governo é uma irresponsável e total agressão a nossa democracia e aos direitos da cidadania brasileira”, escreveu o petista.

O mandado de segurança deve ser distribuído para um relator no STF nesta segunda-feira.


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Ausência de Crivella e falhas da Riotur no carnaval rendem ação

74855113_RI - Rio de Janeiro13-02-2018 - Vídeo de Marcelo Crivella na Europa . Foto Reprodução Fac.jpgRIO – A “folguinha’’ que tirou no carnaval — expressão usada pelo próprio prefeito Marcelo Crivella — já começou a dar mais trabalho para o chefe da administração municipal. Na sexta-feira, o Ministério Público instaurou inquérito para apurar eventuais irregularidades nas viagens de Crivella ao exterior, como o aumento de 64% do valor das diárias a agentes públicos. Mas não é só. Um novo inquérito, agora da Terceira Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da capital, trata da ausência continuada do prefeito no trato de temas de interesse do Rio ligados ao carnaval. O prefeito e o presidente da Riotur, Marcelo Alves, são investigados por descaso na execução de medidas necessárias à maior festa da cidade, bem como falhas no planejamento, que deixaram moradores e turistas expostos “à desordem e ao caos urbanos”.

Nas palavras da promotora Liana Barros Cardozo, “é notória a constatação em geral do desapreço do atual prefeito pelas manifestações culturais de carnaval, em qualquer de suas expressões históricas ou atuais”. Segundo a titular da Terceira Promotoria de Justiça, esse desprezo fez com que Crivella abandonasse a execução de tarefas inerentes ao cargo, que “incluem a proteção e promoção de bens culturais da municipalidade, incentivo ao turismo e às atividades econômicas atreladas aos festejos tradicionais do carnaval”.

A promotora aponta como evidência dessa omissão a viagem de Crivella ao exterior durante os dias de folia, que, segundo ela, ocorreu sem apresentação de “qualquer convite ou agenda concreta com as autoridades estrangeiras”. Liana Barros Cardozo cita reportagem do GLOBO que revelou que a Agência Espacial Europeia (ESA), um dos destinos mencionados pela Prefeitura do Rio, jamais reconheceu a vista de Crivella como um compromisso oficial. “Ele visitou a agência como uma pessoa em caráter privado. Chamou de visita oficial para impressionar mais”, disse ao GLOBO uma funcionária da ESA, conforme destaca o documento do MP, que constata que a viagem não teve objetivos funcionais, tendo “por finalidade o simples afastamento da autoridade máxima do executivo municipal da cidade durante o período do carnaval”.

Entre os dias 11 e 17 de fevereiro, o prefeito, bispo licenciado da Igreja Universal, visitou Alemanha, Áustria e Suécia, alegando que estava em busca de tecnologia para auxiliar no combate à violência, ainda que essa seja uma atribuição do estado. No período, postou vídeos no Facebook relatando o “saldo’’ da viagem e reclamando do frio. Durante a ausência de Crivella, a cidade sofreu com desordem urbana e temporais que fizeram quatro vítimas.

PREFEITURA DIZ QUE NÃO FOI NOTIFICADA

No caso do presidente da Riotur, que permaneceu no Rio durante o carnaval, o Ministério Público aponta falhas na organização dos eventos e se apoia em críticas apontadas pelas forças de segurança e pela Sebastiana, entidade que reúne blocos do Rio.

Crivella e Marcelo Alves vão responder por descaso na execução das medidas necessárias ao desenvolvimento do carnaval em 2018, desvalorização de patrimônio público imaterial local, depreciação de ativo econômico da cidade, falhas de planejamento com impacto na segurança pública e improbidade administrativa.

A prefeitura informou ontem que só vai responder aos questionamentos quando notificada. Já a Riotur declarou que os desfiles dos cerca de 600 blocos autorizados transcorreram em normalidade, em sua grande maioria.

— O que vimos foram atos de vandalismo que ocorreram exclusivamente na ausência das forças policiais, o que é de responsabilidade do estado. No momento em que a segurança foi reforçada, não ocorreram mais episódios de destruição de patrimônio público, e a ordem foi restabelecida — defendeu Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da Riotur.


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