Estudantes marcham a favor da reforma de leis de armas nos EUA

WASHINGTON – Milhares de estudantes em diferentes pontos nos Estados Unidos participam de manifestações nesta sexta-feira, dia que marca o 19º aniversário do massacre na escola secundária de Columbine. Os atos pretendem demonstrar a união dos alunos americanos e pressionar os políticos para implementar leis mais rígidas sobre o acesso a armas no país.

Os protestos, que devem contar com estudantes de mais de 2.600 escolas e instituições, começaram às 10h, no horário local de cada cidade. Um pedido comum foi o uso da cor laranja nas roupas, para representar o movimento contra a violência armada. Cada grupo manifestante deverá fazer ao menos 13 segundos de silêncio em memória às vitimas de Columbine.

“O movimento está aqui para ficar. Sem mais desculpas. Queremos soluções”, disseram os organizadores na quinta-feira, em página no Facebook.

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Em 20 de abril de 1999, dois alunos de ensino médio em Columbine invadiram a escola e dispararam a esmo, matando 12 alunos e um professor, antes de cometerem suicídio. Desde então, ataques armados em escolas se tornaram frequentes nos Estados Unidos. Na quinta-feira, ativistas pelo controle de armas manifestaram perto da escola no Colorado, pedindo o fim da violência.

No episódio mais recente, uma pessoa ficou ferida e um suspeito estava sob custódia da polícia após um tiroteio na manhã desta sexta-feira na Escola Secundária Forest, no condado de Marion, na Flórida.

O FIM DA ERA DA INDIFERENÇA

O segundo ataque mais mortal em escolas públicas na História dos EUA aconteceu em Parkland, na Flórida, em 14 de fevereiro este ano. Na Escola Secundária Marjory Stoneman Douglas, 17 pessoas morreram. O episódio foi o estopim para lançar o movimento estudantil nacional que pressiona pelo fim da violência armada e mais restrições ao acesso a armamentos.

“Podemos acabar com o derramamento diário de sangue em nosso país. Podemos fazer História enquanto fazemos isso”, escreveu Max Cumming, um dos organizadores do ato desta sexta-feira, em carta aberta a jovens americanos. “Podemos nos elevar juntos e declarar, com uma voz uníssona, que a era da indiferença nacional a respeito do crescimento contínuo do número de mortos está acabada. Podemos mudar os Estados Unidos para sempre, todos antes de completarmos 20 anos de idade”.

Cumming é aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Secundária Ridgefield, em Connecticut, perto da Escola Elementar Sandy Hook, em Newton, onde um massacre em dezembro de 2012 matou um grupo de 26 crianças e adultos.

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As marchas e os discursos para chamar a atenção de eleitores nesta sexta-feira buscam pressionar políticos americanos para implementar leis mais duras sobre a venda de armas em meio à disputa pelas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.

MAIS UMA MANIFESTAÇÃO NACIONAL

A convocação desta sexta-feira acontece mais de um mes após dezenas de milhares de estudantes de cerca de 3 mil escolas participarem da Marcha Escolar Nacional #Basta para exigir o respeito dos legisladores.

Também acontece depois da “Marcha por Nossas Vidas” — uma onda de protestos em várias cidades americanas realizada em 24 de março, com os meios objetivos. Foi uma das manifestações mais fortes da juventudade em décadas, com milhares de jovens americanos e apoiadores tomando as ruas para exigir mudanças nas leis.

Dudley Brown, presidente da Associação Nacional pelos Direitos às Armas, disseram que o movimento de controle sobre armas busca acabar com direitos civis: “O principal objetivo desses alunos é banir armas de fogo completamente, e confiscar as armas de fogos de americanos que cumprem as leis. Vamos nos opor a cada passo”.


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Rachel Weisz revela estar grávida de seu primeiro filho com Daniel Craig

76091771_Actors Daniel Craig right and Rachel Weisz arrive at The Opportunity Network%27s 11th Ann.jpg A atriz Rachel Weisz contou estar grávida de seu primeiro filho do eterno James Bond, o ator Daniel Craig. Aos 48 anos de idade, ela contou a jornal “New York Times”, que o casal está feliz e ansioso pela chegada do bebê.

– Teremos um pequeno humano. Não podemos esperar mais para conhecê-lo, ele ou ela. É um grande mistério – afirmou.

Os dois começaram a namorar em dezembro de 2010 e se casaram em junho de 2011. Cada um te um filho fruto de outros relacionamentos. Rachel é mãe de Henry, de 11 anos, fruto da relação com o cineasta Darren Aronofsky, e Daniel, pai de Ella, de 25 anos, nascida durante o seu casamento a atriz Fiona Loudon.

– É algo muito pessoal e privado. A nossa diferença é que somos pessoas públicas. Mas eu nunca achei que fosse me casar, não era uma ambição minha, pelo contrário – contou Rachel, na entrevista.


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Anvisa proíbe venda de lote de frango cozido e desfiado da D+ Alimentos por presença de bactéria

frango - supermercado.jpgRIO — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e a comercialização, em todo o país, do lote 320 do peito de frango cozido, desfiado e congelado da marca D+ Alimentos, fabricado pela G L Faleiros Indústria de Alimentos Eireli, que fica em Jaú, interior de São Paulo.

Segundo a Anvisa, a empresa já havia emitido um comunicado de recolhimento voluntário da mercadoria, em decorrência da presença de Listeria monocytogenes em um lote de produto.

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A partir da Resolução 995, publicada nesta sexta-feira, dia 20, no Diário Oficial da União, a Anvisa determinou que a empresa recolha qualquer estoque existente no mercado referente ao lote citado.

O que é a bactéria

A Listeria monocytogenes provoca a listeriose, que pode causar febre e dores musculares, às vezes precedidas de diarréia e outros sintomas gastrointestinais em pessoas saudáveis.

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Se contraída durante a gravidez, pode resultar em aborto espontâneo, nascimento prematuro, infecção grave do recém-nascido ou morte do bebê. Além disso, pode causar meningite e septicemia principalmente em pessoas com baixa imunidade, idosos e crianças.

A bactéria pode sobreviver à refrigeração e até mesmo ao congelamento. Mas não resiste a altas temperaturas.


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Na quarta semana de protestos em Gaza, dois palestinos são mortos por soldados israelenses

ISRAEL-PALESTINIANS_PROTESTS-GOV3MN916.1.jpgGAZA — Tropas israelenses mataram a tiros dois palestinos e feriram 12 em novos distúrbios na fronteira entre Gaza e Israel na sexta-feira, na quarta semana de protestos que resultam em vítimas fatais. A campanha de protestos, apelidada de “A Grande Marcha de Retorno”, está marcada para prosseguir até 15 de maio, quando os palestinos celebram o Nakba, ou o Dia da Catástrofe, marcando seu deslocamento por conta da fundação de Israel em 1948. Alguns palestinos trouxeram cortadores de arame para atravessar a cerca da fronteira e à medida que a multidão crescia, soldados israelenses alertavam em árabe em alto-falantes para os indivíduos que se aproximavam da cerca da fronteira.

Anunciadas por autoridades de saúde palestinas, as duas mortes elevam o número de mortos nas últimas semanas de protestos para pelo menos 33, além dos feridos. Militares israelenses disseram que no último incidente, cerca de 3.000 palestinos protestaram e tentaram se aproximar do que chamou de infraestrutura de segurança. As tropas responderam “com meios de dispersão de distúrbios, atirando de acordo com as regras de engajamento”, afirmaram autoridades israelense.

A atitude israelense atraiu críticas internacionais, apesar de Israel afirmar que apenas está protegendo suas fronteiras quando manifestantes tentam cruzá-la. O país acusa o Hamas, grupo militante islâmico que governa Gaza, de organizar tumultos e tentar realizar ataques. Embora a principal campanha de protesto seja pacífica, os moradores de Gaza atiraram pedras e queimaram pneus perto da cerca da fronteira.

Alguns manifestantes na sexta-feira equiparam pipas com latas de líquidos inflamáveis, que atravessaram a fronteira para iniciar incêndios em Israel.

— Nosso objetivo é distrair os soldados de atirar e matar nosso povo. Soldados israelenses ficarão preocupados com nossos artifícios. Essas pipas também queimam arbustos e árvores e não apenas causam perdas, mas os mantêm ocupados tentando apagar incêndios — disse Mohammad Abu Mustafa, 17 anos, que perdeu a perna direita alguns meses atrás, depois de ter sido baleado por um soldado israelense.

TOPSHOT-PALESTINIAN-ISRAEL-GAZA-CONFLICT-GOV3MN8HO.1.jpgTambém nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde de Gaza afirmou que um cidadão palestino foi atingido na cabeça por disparos israelenses e seu estado é grave. No início da manhã, os militares israelenses usaram uma nova tática, lançando panfletos em Gaza alertando os moradores para não se aproximarem da fronteira.

“A organização terrorista Hamas está se aproveitando de você para realizar ataques terroristas. A IDF (Forças de Defesa de Israel) está preparada para todos os cenários. Fique longe da fronteira e não tente prejudicá-la”, diziam as mensagens espalhadas por Aeronaves israelenses em áreas ao longo da fronteira. O Hamas, que está comprometido com a destruição de Israel, nega a afirmação.

Longe da fronteira, a atriz de Hollywood israelense-americana Natalie Portman anunciou que não compareceria a uma cerimônia em Israel para aceitar um prêmio de um milhão de dólares por causa de eventos “angustiantes” no país.


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Submarino mais poderoso da frota nazista é descoberto na Dinamarca

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COPENHAGUE — Perto do fim da Segunda Guerra Mundial, as forças nazistas iniciaram a construção de uma frota com o mais poderoso de seus submarinos, o U-Boot Tipo XXI. Mais velozes, silenciosas e com maior alcance, essas embarcações poderiam ter mudado os rumos da guerra, mas de 118 submarinos comissionados, apenas quatro foram concluídos antes do fim do conflito, e somente dois entraram em ação e não participaram de nenhuma batalha. Os destroços de um deles, o U-3523, foram descobertos este mês na costa da Dinamarca.

De acordo com o Museu de Guerra Naval Jutland, em Thyborøn, o U-3523 foi afundado por bombas de profundidade lançadas por um bombardeiro britânico B24 Liberator, no dia 6 de maio de 1945, no estreito Escagerraque, entre a Noruega, a Suécia e a Dinamarca. Um dia antes, as forças alemãs haviam se rendido na Dinamarca, no Norte da Alemanha e na Holanda. Dessa forma, não é sabido se o submarino estava em patrulha. O mais provável é que estava fugindo.

Após a guerra, surgiram rumores sobre a fuga de altos escalões nazistas a bordo de submarinos recheados de ouro, e o U-3523 alimentou esta teoria. O U-Boot Tipo XXI foi o primeiro submarino com capacidade para navegar submerso por longos períodos e tinha alcance suficiente para cruzar o Atlântico da Europa até a América do Sul sem reabastecimento.

“Mas ninguém sabe se este era o destino do U-Boot ou se estava carregado de passageiros e objetos de valor além dos 58 tripulantes”, diz o museu, em comunicado.

Os destroços do submarino foram identificados por sonar a cerca de dez milhas náuticas da costa de Skagen, a cidade mais ao norte da Dinamarca. O paradeiro do U-3523 ficou desconhecido por mais de sete décadas por um erro de informação. O relatório do B24 Liberator indicava que o ataque à embarcação nazista acontecera em outro local, a nove milhas náuticas de distância.

O U-3523 repousa a 123 metros de profundidade. Um fato incomum deste naufrágio é que o submarino está inclinado, com a parte frontal enterrada na areia e a popa elevada a 20 metros do solo marinho.

O U-Boot Tipo XXI é um marco no design de submarinos. Ele foi o primeiro a operar primariamente submerso, em vez de passar a maior parte do tempo na superfície e submergir apenas em combate como os modelos até então. Ele podia passar vários dias embaixo da água graças a poderosas baterias, e precisava subir à superfície apenas com o periscópio para se recarregar.

Para ser mais veloz, canhões externos foram removidos. O Tipo XXI tinha capacidade para 23 torpedos e um sistema elétrico de recarregamento que permitia o disparo de 18 torpedos em menos de 20 minutos. Sua superioridade frente às forças inimigas era tamanha que, após da guerra, os submarinos foram repartidos entre França, Reino Unido, EUA e União Soviética.

O U-2518 se transformou no Roland Morillot francês, mantido em operação até 1967. O U-3017 foi para a Marinha Britânica como o HMS N41, usado em testes até 1949. Os EUA ficaram com o U-2513 e o U -3008, que operaram no Atlântico até a década de 1950. A União Soviética ficou com quatro submarinos. O design do U-Boot alemão inspirou as classes subsequentes de submarinos americanos e soviéticos desenvolvidos durante a Guerra Fria.


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Joesley afirma que pagava mesada de R$ 50 mil a Aecio, diz jornal

76232953_BSB - Brasília - Brasil - 16-04-2018 - PA - O senador Aécio Neves PSDB-MG quando chegava a.jpgSÃO PAULO – O empresário Joesley Batista afirmou, em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que pagou uma mesada de R$ 50 mil ao senador Aecio Neves (PSDB-MG) entre 2015 e 2017. O dinheiro chegava ao tucano por meio de pagamentos feitos pela JBS à rádio Arco Íris, afiliada da Joven Pan em Belo Horizonte, da qual Aecio foi sócio.

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Ainda segundo o relato de Joesley, o senador pediu a mesada a ele durante um encontro no Rio. Nas palavras do delator, Aecio disse que usaria o dinheiro para “custeio mensal de suas despesas”. As informações são da edição desta sexta-feira do jornal “Folha de S.Paulo”, que teve acesso a anexos da colaboração de Joesley entregues à PGR em 31 de agosto.

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De acordo com a reportagem, além de fazer o relato do pagamento das mesadas, Joesley entregou para os investigadores 16 notas fiscais de R$ 54 mil emitidas pela rádio no período em nome da JBS. Os recibos têm como justificativa a prestação de “serviço de publicidade”, em forma de “patrocínio do Jornal da Manhã”, um dos programas da rádio.

Joesley não esclareceu, no depoimento, a diferença de R$ 4 mil no valor das notas e na mesada acerdata com Aecio. Ele relatou não saber se as propagandas de fato foram veiculadas, mas reforçou que sua intenção era repassar a mesada para ter bom relacionamento com tucano, candidato à Presidência da República em 2014.

O último pagamento da JBS a Aecio, segundo a “Folha”, ocorreu em junho de 2017, um mês após vir à tona a delação dos executivos do grupo. Em um dos pontos da colaboração, Joesley gravou o senador tucano lhe pedindo R$ 2 milhões. Parte do dinheiro foi entregue a um primo de Aecio, Frederico Pacheco.

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Aecio, Pacheco e a irmã do senador, Andrea, tornaram-se réus neste processo no Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira.

À “Folha”, o advogado Alberto Toron, que defende Aecio, negou o pagamento de uma mesada e afirmou que Joesley se aproveita de uma “relação comercial lícita” para “forjar mais uma falsa acusação” contra o senador mineiro.


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Bezos, da Amazon, e Musk, da Tesla, estão na lista das cem pessoas mais influentes da ‘Time’

jeffbezos.jpgRIO – A lista das cem pessoas mais influentes da revista “Time”, divulgada nesta sexta-feira, reúne pesos pesados do universo econômico como o fundador e presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, e o criador do PayPal e fundador da fabricante de carros elétricos Tesla, Elon Musk. No ano passado, Bezos também foi incluído na lista.

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Nascido no Novo México, Bezos está chacoalhando o setor de varejo, com o fortalecimento da plataforma da Amazon no comércio eletrônico e a entrada da gigante até no segmento de hortaliças. O império Amazon, que começou como uma empresa de tecnologia, estende seus tentáculos hoje às áreas de mídia, entretenimento, projetos de viagem espacial e saúde. E não para de expandir sua atuação para além das fronteiras americana.

Sua última tacada foi o anúncio de um sistema de compras on-line em cinco idiomas — incluindo português — e 25 moedas, no qual promete auxílio no desembaraço alfandegário. O perfil de Bezos na “Time” está assinado por Jamie Dimon, presidente-executivo do banco de investimentos americano JPMorgan. O executivo diz que o segredo do sucesso de Bezos é “seu foco na satisfação do cliente a na audiência”.

Já o sul-africano Elon Musk está apostando num terreno ainda pouco conhecido dos humanos, mas que desperta curiosidade entre pessoas de qualquer idade: o espaço. Além do PayPal e da Tesla, ele fundou a SpaceX, que lança foguetes. Em recente entrevista à britânica BBC, Musk se disse convencido de que a vida em Marte é não apenas possível, mas também necessária.

Ele teme uma “era de trevas” se houver uma terceira guerra mundial, e acredita que o Planeta Vermelho será essencial para ajudar a humanidade a sobreviver e se regenerar. Sua contribuição para essa missão, diz Yuri Milner, que assina seu perfil na “Time”, é seu “pensamento original, precisão técnica e marketing inteligente”. Milner é fundador da DST Global, que financia projetos de exploração espacial.

Outra personalidade do mundo dos negócios que aparece na lista é Satya Nadella, atual presidente-executivo da Microsoft, que busca focar em tecnologias da computação que trabalham com o conceito de armazanamento de dados na nuvem.

Além dos pesos pesados do mundo da tecnologia, a lista traz o nome de líderes políticos, como o presidente francês Emmanuel Macron e presidente chinês Xi Jinping, e artistas consagrados, como Nicole Kidman.

A lista, que já teve o juiz Sergio Moro, o jogador de futebol Neymar, e Lula em edições passadas, não trouxe qualquer brasileiro desta vez.


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Alunos de Parkland e 'Me Too': 'Time' divulga os cem mais influentes

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RIO — A revista americana “Time” divulgou nesta quinta-feira sua lista das cem pessoas mais influentes no mundo em 2018. Em um ano marcado pelos movimentos Me Too — que ganhou força após denúncias de assédio sexual na indústria cinematográfica —, e pelo controle de armas nos Estados Unidos — que foi amplificado após um tiroteio deixar 17 mortos em uma escola de Parkland, na Flórida, no último 14 de fevereiro, — personalidades vinculadas a essas lutas configuram entre os selecionados.

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Millie Bobby Brown se torna pessoa mais jovem na lista dos mais influentes da ‘Time’

Para a revista, 2018 é destoante se comparado aos últimos 20 anos, desde o início da classificação dos mais influentes. “Citando a postura mais hostil da Casa Branca em relação à China, Coréia do Norte e Irã, Richard Haass, presidente do Conselho de Relações Exteriores e colaborador dessa questão, chamou esse momento de o ‘mais perigoso da história moderna americana'”, diz a “Time”. E ainda que ,”em meio a uma decidida inclinação global em direção ao autoritarismo, o mesmo poderia ser dito em grande parte do resto do mundo. Assim, o 2018 TIME 100 reconhece líderes que variam de Donald Trump a Kim Jong Un”.

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama escreveu sobre os estudantes da Marjory Stoneman Douglas High School, que após a tragédia provocada pelo atirador Nikolas Cruz, levaram o debate sobre o controle de armas no país a um outro patamar. Para ele, Cameron Kasky, Jaclyn Corin, David Hogg, Emma González e Alex Wind “estão nos tirando da complacência”.

“Marcados pela memória de ver seus amigos assassinados em um lugar que acreditavam ser seguro, estes jovens líderes não se deixam intimidar facilmente”, afirmou Obama, frisando, porém, que “o progresso será lento e frustrante”.

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Os alunos de Parkland não foram os únicos jovens a entrar para a célebre seleção da revista. Há 45 pessoas com idade inferior a 40 anos entre os 100 mais influentes. A mais nova é a atriz Millie Bobby Brown, de 14 anos, que ficou famosa por interpretar a personagem Eleven na série da Netflix “Stranger Things”. Ainda no campo da arte, a diretora Greta Gerwig, que recebeu uma indicação ao Oscar por seu trabalho em “Lady Birdy”, também foi agraciada com um posto na lista. O texto sobre ela foi escrito pelo cineasta Steven Spielberg.

Outras mulheres que movimentaram o meio artístico foram reconhecidas por suas ações e trabalhos na lista da “Time”. Entre elas, está a ativista Tarana Burke, que fundou o movimento Me Too contra o abuso sexual. Em 2006, ela começou a dizer a frase que significa “eu também” para gerar conscientização a respeito do tema. No ano passado, a hashtag #MeToo repercutiu mundialmente após serem divulgadas as denúncias de assédio sexual e estupro contra o produtor de cinema Harvey Weinstein.

Segundo a “Time”, as artistas Jennifer Lopez, Issa Rae, Nicole Kidman e Lena Waithe entraram para lista porque “assumiram o controle de suas narrativas, tanto dentro quanto fora da tela”.

O Brasil ficou de fora da lista neste ano. Em 2017, estavam dois brasileiros: a pesquisadora Celina Turchi, que liderou estudo comprovando a ligação entre o vírus da zika e casos de microcefalia no país e também recebedora do Prêmio Faz Diferença concedido pelo GLOBO; e o atacante Neymar, que estava até então no Barcelona. Mas há latinos entre os selecionados, como o diretor de cinema mexicano Guillermo del Toro e o presidente argentino Mauricio Macri.


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