Ato pró-governo sírio leva centenas de pessoas à praça em Damasco

SYRIA-CONFLICT-GKC3MGJN3.1.jpgDAMASCO — Centenas de sírios se reuniram em uma praça histórica na capital de Damasco, em apoio às suas forças armadas, que, segundo eles, conseguiram enfrentar os inéditos ataques aéreos feitos pelo Ocidente no fim de semana. A manifestação pretende mostrar o apoio que a população local dá ao presidente Bashar al-Assad, que recentemente reconquistou os subúrbios da capital e expulsou grande parte dos combatentes rebeldes para o norte do país, onde ainda há resistência ao governo.

O ato na Praça Omayyad, com discursos de apoiadores, está sendo transmitido ao vivo pela mídia estatal síria. A partir das imagens divulgadas, é possível ver que manifestantes agitam bandeiras sírias na manifestação, apelidada de “saudação às conquistas do Exército Árabe Sírio”. Fogos de artifício, tiros comemorativos e gritos de “Alá, Síria e Bashar” também fizeram parte das comemorações.

Com mais de cem mísseis, EUA, França e Reino Unido bombardearam três alvos principais em diferentes regiões do país na madrugada de sexta para sábado: o centro de pesquisa e desenvolvimento de armas químicas de Barzah, perto da capital, Damasco, e dois centros de armazenamento de agentes químicos de Him Shinshar, na província de Homs, no Oeste da Síria.

SYRIA-CONFLICT-GKC3MGJR3.1.jpgTanto a mídia síria, quanto autoridades russas e sírias tentaram minimizar o impacto dos ataques aéreos conjuntos, dizendo que as defesas aéreas sírias interceptaram a maioria dos mísseis. Já o Pentágono afirma que nenhum míssil foi abatido.

No sábado, investigadores da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) chegaram à Síria para investigar o local do suposto ataque em Douma, após convite do regime sírio feito na semana passada. A Rússia criticou os três aliados por atacar sem ter esperado esperado a avaliação dos agentes especializados.

O vice-ministro do Exterior da Síria, Ayman Susan, disse que os investigadores iriam à Douma no domingo para começar o trabalho.

Em uma reunião convocada pelo conselho executivo da Opaq, que contém 41 membros entre 192 países integrantes da organização, EUA, Reino Unido e França denunciaram que Rússia e Síria estão impedindo o acesso dos agentes da Opaq ao local do suposto ataque químico. Segundo os EUA, a Rússia manipulou o local.


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