Atestado médico indica que senador Acir Gurgacz teve crise de labirintite e transtorno de ansiedade

Conforme o atestado, assinado por um cardiologista na quarta-feira (10), o senador seria submetido a tratamento clínico e investigação de diagnósticos. Acir Gurgacz (PDT) votou em Ji-Paraná; ele estava com a candidatura a governo barrada pelo TSE
Gedeon Miranda/G1
O atestado do senador Acir Gurgacz (PDT-TO), que se entregou à polícia para cumprir pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), informa que ele teve crise de labirintite e transtorno de ansiedade generalizada na quarta-feira (10).
Conforme o atestado, assinado por um cardiologista, o senador seria submetido a tratamento clínico e investigação de diagnósticos. Para isso, indica que a internação, a princípio, deve durar três dias.
De acordo com a Polícia Federal (PF), o advogado de Gurgacz foi até a delegacia na tarde de quarta informar que o senador iria se entregar e que estava em uma Hospital São Lucas, em Cascavel, no oeste do Paraná. O hospital é da família do político.
O mandado de prisão foi cumprido no hospital, segundo a polícia. O médico foi intimado para que informasse à PF qualquer mudança no quadro clínico. A assessoria dele havia informado que o senador foi hospitalizado após se entregar.
Acir não está algemado e fica em uma ala separada do hospital. Dois policiais fazem a escolta dele 24 horas. Conforme a PF, ele estava internado no mesmo local no momento da prisão – acompanhado do pai.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a transferência de Acir Gurgacz para Brasília. Isso só deve ser feito depois que o senador sair do hospital.
Ordem de prisão
A ordem de prisão contra o senador foi motivada pela condenação por crimes contra o sistema financeiro. O parlamentar foi considerado culpado de fraudar um empréstimo obtido para empresa de turismo da família. A pena dele é de 4 anos e 6 meses de prisão
A defesa tentou suspender o mandado de prisão, mas teve pedidos rejeitados pelo relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, e pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.
O período de proibição de prisão de eleitor terminou às 17h desta terça-feira (9) e, com isso, a expectativa era a de que a Polícia Federal cumpra o mandado de prisão a qualquer momento.
Em 25 de setembro, a Primeira Turma do STF determinou o início do cumprimento da pena – ele foi condenado em fevereiro deste ano. Mas como ele era candidato ao governo de Rondônia, a lei eleitoral impedia a prisão – é vedada prisão de candidato 15 dias antes da votação.
A prisão só poderia ser cumprida se o TSE rejeitasse o recurso e ele perdesse o status de candidato, o que aconteceu na semana passada. O TSE barrou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa.
No entanto, desde o dia 2 de outubro e até as 17h de 9 de outubro nenhum eleitor podia ser preso, exceto em flagrante. Em razão disso, a prisão só poderia ocorrer a partir da noite de terça.
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